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País

AS COMISSÕES DE ÉTICA

por Pedro Sousa em 19 de Fevereiro de 2010

em País

Agora que debatemos a liberdade de imprensa, nada como apelas a alguma memória recente e lembrar este recorte onde se pode ler coisas como

- Assessores de Portas alteravam alinhamentos de noticiários

- O Jornal Nacional de 6ª não era visto com bons olhos pela redacção da TVI

- A verdade é que havia notícias fabricadas


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I TOLD YOU SO

por Pedro Sousa em 19 de Fevereiro de 2010

em País

Num comentário a que respondi no dia 13/Jan/2010, sobre um post sobre a avaliação dos professores eu escrevi:

Escrevo mais uma vez (fica para memória futura)… isto ainda não ficou por aqui!! O Mário Nogueira vai voltar à ribalta porque ele não está nada interessado na verdadeira avaliação.

E eis que leio hoje:

Fenprof rejeita que professores sejam avaliados ao abrigo do regime simplificado de 2009

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) recusa que os docentes contratados ou classificados com “Regular” ou “Insuficiente” sejam este ano avaliados ao abrigo do modelo simplificado de 2009, acrescentando que tal não foi abordado com os sindicatos

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RAP NO SEU MELHOR (+ uma vez)

por Pedro Sousa em 18 de Fevereiro de 2010

em País

Resumindo, o que se passa é isto: neste momento, Portugal tem um governo que não se demite mas acha que a oposição devia demiti-lo, e uma oposição que não o demite mas acha que ele devia demitir-se

Visão nº 885

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ABRIU-SE A CAIXA DE PANDORA

por Pedro Sousa em 18 de Fevereiro de 2010

em País

O antigo secretário de Estado da Comunicação Social Arons de Carvalho acusou esta tarde o jornalista Mário Crespo de o ter pressionado a intervir a seu favor na RTP quando o pivot, que era correspondente nos Estados Unidos foi alvo de um processo disciplinar e mandado regressar a Lisboa.

JN

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O procurador-geral da República considerou no seu despacho sobre as escutas do caso Face Oculta que nas referências feitas ao primeiro-ministro não existe uma só menção de que José Sócrates tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social, disse fonte conhecedora do processo

No mesmo despacho de arquivamento, adiantou hoje a mesma fonte à agência Lusa, o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, refere que das escutas telefónicas feitas no âmbito do processo Face Oculta não resulta sequer que o primeiro-ministro, José Sócrates, tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital da PRISA [que detém a TVI], tal como não se mostram claras as circunstâncias em que teve conhecimento do alegado negócio.

Pelo contrário, o PGR considera que nas escutas há informação de descontentamento do primeiro-ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da alegada operação.

Na edição de hoje, o Jornal de Notícias adiantava já que o procurador-geral da República “não encontrou provas do plano de Sócrates para interferir na comunicação social” e que, perante os indícios até àquela altura recolhidos pelos investigadores do caso Face Oculta, entendeu que não deveria mandar investigar José Sócrates.

Ao ser questionado pela revista Visão a propósito da leitura oposta que fez do magistrado do Ministério Público de Aveiro encarregado do processo Face Oculta, que sustenta que há “indícios muito fortes da existência de um plano” do Governo “visando o controlo da TVI”, o PGR afirma: “Tenho muita consideração pelo senhor procurador de Aveiro, que é um bom magistrado, mas, obviamente, como PGR, não estou obrigado a concordar com as suas opiniões jurídicas”.

“Não encontrei, nem nenhum dos magistrados que comigo colaboraram encontraram indícios que apontem para o cometimento do crime de atentado ao Estado de Direito, que não foi certamente previsto para casos como este”, refere Pinto Monteiro.

Para Pinto Monteiro, “eventuais propostas, sugestões, conversações sobre negociações que, hipoteticamente, tenham existido no caso em apreciação não têm idoneidade para subverter o Estado de Direito”.

“Poderão ter várias leituras nos planos político, social ou outros, mas isso não corresponde, necessariamente, à constituição de crime”, argumenta também o PGR.

Depois de realçar que “as escutas, só por si, sem confirmação por outros meios de prova, não constituem elementos probatórios idóneos”, Pinto Monteiro considera que “o chamado caso das escutas, no processo Face Oculta, é neste momento meramente político”.

“Pretende-se conseguir determinados fins políticos utilizando para tal processos judiciários e as instituições competentes. É velho o esquema. Como facilmente se constata na Procuradoria Geral da República, poucos políticos relevantes ´escaparam` a esta armadilha política”, acrescenta.

A PJ desencadeou a 28 de Outubro de 2009 a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados casos de corrupção ligados a empresas privadas e do sector empresarial do Estado.

No decurso da operação, pelo menos 18 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do BCP, que suspendeu funções.

Segundo o PGR, o primeiro-ministro apareceu em 11 escutas feitas a Armando Vara no âmbito do processo. O PGR considerou que nessas escutas “não existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal”, tendo também o Supremo Tribunal de Justiça decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.

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E SE FALÁSSEMOS DO POLVO DA MADEIRA?

por Pedro Sousa em 18 de Fevereiro de 2010

em País

Enquanto pelo continente não se falava de mais nada senão do «Polvo», título que o jornal Sol deu ao seu dossiê sobre as escutas, o director do Diário de Notícias da Madeira, Luís Calisto, escrevia um texto digno de nota sobre a liberdade de expressão naquele arquipélago.

De facto, compreende-se o desespero de quem há décadas protesta contra a «asfixia democrática», de quem entregou queixas na ERC e ao presidente da República, sem obter resposta, ao perceber que a questão que neste momento leva o país ao rubro, é tratada com total indiferença quando acontece lá longe no Funchal. Mais ainda que aqueles que agora bradam contra os perigos para o Estado de Direito, são exactamente os mesmos que quando vão à Madeira fecham os olhos às violações chocantes que ali acontecem. Nomeadamente ao facto de o Governo Regional financiar directamente o Jornal da Madeira, o único que recebe toda a publicidade institucional, e onde Alberto João publica a sua coluna de opinião várias vezes por semana.

Escreve, a linhas tantas, Luís Calisto: «Mas… e se Sócrates, mais do que querer já tivesse comprado a TVI, alimentando-a com dinheiros públicos e proibindo a estação de divulgar a opinião de políticos não PS, reservando toda a antena para quem obedece ao regime rosa, tal como Jardim faz aqui com o Jornal da Madeira, dispensando-se de guardanapo? Fizesse-o Sócrates e o País estaria hoje em situação de guerra civil.» Para, mais à frente, perguntar: «E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha directamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras. Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?»

Para além do mais, para provar o caso da Madeira, nem seriam precisas escutas, nem complicadas diligências, já que Alberto João Jardim faz questão de dizer e fazer tudo às claras. Afinal, sabe que o seu polvo é melhor do que o do continente, como aliás se viu na Lei das Finanças Regionais.

editorial do Jornal Destak

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Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicaçoes

por Pedro Sousa em 17 de Fevereiro de 2010

em Arouca,País

Reúne hoje a comissão que poderá dar um impulso maior nas pretensões de Arouca.

A sua composição é a seguinte:

Nome Grupo Parlamentar Tipo Cargo
José de Matos Correia PSD Efectivo Presidente
Pedro Farmhouse PS Efectivo Vice-Presidente
Helder Amaral CDS-PP Efectivo Vice-Presidente
Ana Paula Vitorino PS Efectivo
Horácio Antunes PS Efectivo
João Paulo Correia PS Efectivo
Jorge Fão PS Efectivo
Luís Gonelha PS Efectivo
Mota Andrade PS Efectivo
Nuno Araújo PS Efectivo
Nuno Sá PS Efectivo
Rui Pereira PS Efectivo
Adriano Rafael Moreira PSD Efectivo
Carina Oliveira PSD Efectivo
João Figueiredo PSD Efectivo
Jorge Costa PSD Efectivo
José de Matos Rosa PSD Efectivo
Paulo Cavaleiro PSD Efectivo
Vasco Cunha PSD Efectivo
José Manuel Rodrigues CDS-PP Efectivo
Heitor Sousa BE Efectivo
Bruno Dias PCP Efectivo
José Luís Ferreira PEV Efectivo

Esperemos que o bom senso impere e que se apercebam, quer pela força dos argumentos, quer pelos contactos estabelecidos por esse enorme movimento que se gerou no Facebook, que Arouca precisa da conclusão da variante e não esperará mais.

Precisamos de muita força, pois outros interesses se levantarão… uns pelo congelamento total das obras, outros a insistir na construção da Concessão do Vouga (que provavelmente adiará sine die a obra) e, esperemos, outros a apresentar a solução Arouca-Feira.

Que os “deuses” do bom senso se instalem naquela sala

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Olha… um deles tem coragem

por Pedro Sousa em 16 de Fevereiro de 2010

em País

Por incrível que pareça, venho aqui elogiar Pedro Passos Coelho…  este fim de semana, PPC enfrentou Alberto João Jardim. Merece louvor por isso, dada a total subserviência que todos costumam ter por aquele nos nos apela a todos de cubanos e aos jornalistas de filhos d p***.

Jardim ameaçou: “Enquanto eu andar na política e no PSD, você vai ter-me sempre à perna”. Passos Coelho respondeu: “Não tenho medo de si. Felizmente, a liberdade para fazer política no PSD não está dependente da sua vontade”.

E, ao que parece, a reacção mereceu um entusiasmado aplauso na sala do Conselho Nacional. Talvez o PSD comece a compreender que os votos que Jardim lhe dá não valem a credibilidade que lhe tira.

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O PREC da direita*

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Com a devida vénia,País

Entre o 25 de Abril de 1974 (mais precisamente entre o 11 de Março de 1975) e o 25 de Abril de 1975 viveu-se, em Portugal, um clima de avassaladora intimidação para quem não comungasse da visão dos revolucionários.

Durante esse período quem ouvisse a rádio, visse a televisão, lesse os jornais, participasse nas famosas RGAs nas Escolas Secundárias, quem ouvisse os sindicatos, as comissões de trabalhadores, de moradores, de soldados e marinheiros e o MFA, ficava completamente convencido que caminhávamos a largos passos para uma sociedade totalitária, na esfera de influência da União Soviética. A música, o vocabulário, as manchetes, as acusações de fascista e reaccionário, tudo fazia crer na esmagadora maioria de votantes no PCP.

Com a surpresa de todos o PCP foi derrotado tendo-se seguido o PREC, altura em que o PCP e a extrema esquerda  tudo tentaram para subverter o resultado das eleições constituintes.

Tal como já aqui referi e como o Eduardo Pitta tão bem sintetizou num título de um post, vivemos neste momento o PREC da direita. Os métodos são idênticos e a intimidação de quem ousa dizer o contrário de quem mais grita, de quem mais fala, de quem mais defende a liberdade de expressão, é absolutamente extraordinária. Acresce que em Outubro o país se pronunciou votando maioritariamente no PS.

Mas tudo serve para dar a sensação de desvario, tal como aconteceu com o PREC de 1975. A forma irresponsável como se acusa o poder judicial de estar ao serviço do governo e de Sócrates, essa encarnação do maligno, como se incentiva o julgamento sumário pela populaça, guindando os jornalistas, tal como os militares durante o PREC, ao patamar dos deuses, faz-nos recuar 35 anos.

Tal como nessa época é preciso não perder de vista o essencial – a liberdade, a responsabilidade e o respeito pelas instituições democráticas. Porque é esse desrespeito que faz com que Portugal possa transformar-se num Estado de Direitoformal, como demagogicamente afirmou Paulo Rangel, no Parlamento Europeu.

*Título roubado ao Eduardo Pitta

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Estes últimos tempos não têm sido nada fáceis para a justiça portuguesa. Todos os casos (ou supostos casos) que têm vindo a lume, demonstram uma justiça que não funciona quando não interessa, ou então não funciona porque tem interesses.

O debate inócuo entre o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremos Tribunal de Justiça, parece uma troca de galhardetes do café da esquina, numa linguagem que parece propositada para dar a lado nenhum.

Mas demonstrações que a justiça não está nada preocupada com a sua imagem e que está muito interessada em entrar na política não são só estas.

As imagens de um Oficial de Justiça a querer notificar um orgão de comunicação social sobre um providência cautelar foram, para mim, chocantes. O oficial de justiça foi gozado por aqueles que, quando ganham um processo na justiça, tanto gostam de o publicitar.

Independentemente da justeza da providência (não me cabe a mim aferir) a verdade é que os tribunais funcionaram como deviam e o jornal Sol fez de conta que a justiça é só para os outros (já serão influencias angolanas?).

Mais estranho ainda é que, por exemplo, a Associação Sindical dos Juízes, tão lesta a solicitar esclarecimentos a Sócrates sobre o Face Oculta (e bem), não tenha feito qualquer comentário à banalização da decisão de um par, provavelmente membro da associação,  sobre a publicação do jornal.

Também o Sindicatos dos Magistrados do Ministério Público mantêm o silencio total sobre este regabofe que aconteceu na sede do Jornal Sol.

Sempre ouvi, desde pequenino, que o respeito não se impõe, conquista-se. Desta forma é normal que seja cada vez mais difícil que, quem quer que seja, respeite qualquer elemento da máquina judicial.

É pena… mas é sempre mais fácil dizer que a culpa é dos outros!

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