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País

AUDIÇÃO DO DIRECTOR DO SOL

por Pedro Sousa em 27 de Fevereiro de 2010

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A audiência ao Director do Sol – aquele que disse que só valia a pena lançar um semanário se fosse para vender mais que o Expresso, e agora vende talvez metade – teve frase fantásticas e que demonstram bem como o editor dá seguimento aos factos e às notícias:

“fazer contraditório com os visados é pura burocracia, não adiantava nada para o esclarecimento dos factos”

“BCP queria alterar a linha editorial do jornal Sol, queria decapitar a direcção do Sol”

“Vara falou com Sócrates sobre o Sol” (JAS). “Como sabe?” (CDS). “Estou convencido. Demoraria muito a explicar. Certeza quase absoluta” (JAS).

Além disso, numa resposta teve o descaramento de dizer – sobre uma conversa dele com outra pessoa – que “não revela conversas privadas em público”. Os Monty Python não diriam melhor

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ENTREVISTA MST

por Pedro Sousa em 27 de Fevereiro de 2010

em País

    CM: Os casos de Manuela Moura Guedes e Mário Crespo não foram censura?

    MST: Você acha? Há um director de jornal que recusa publicar uma crónica e no dia seguinte o texto está no site do Instituto Sá Carneiro e uma semana depois editado em livro. Eu já vivi num país com censura, já conheci países com censura, e não me lembro de censura assim. E quando vejo a Manuela Moura Guedes ter direito a 20 minutos em directo do telejornal para dizer que há censura… Sinceramente, tomara a líder da oposição birmanesa.

    CM: O que se passa então agora entre a classe política e a classe jornalística?

    MST: Penso que é preciso dar nas vistas, isso é que vende jornais. Há uma confusão de conceitos, que não sei se é voluntária, se é negligente, mas que está a ser feita de forma leviana. Expressões como ausência de liberdade, ditadura, são demasiado graves para serem usadas porque um director de jornal recusou publicar uma crónica do Mário Crespo sem que este revelasse qual era a sua fonte. Eu já fui director e não publicaria uma coisa baseada em fontes anónimas de restaurante. Não pode ser.

    (…)

    CM: Mas a sua crítica é ao facto de virem a lume conversas que estavam em segredo de justiça?

    MST: Isso é o ponto n.º 1. Ponto n.º 2 é como se faz um jornalismo com base nisso. Se me tivesse chegado à mão, eu pedia ao jornalista que investigasse. Não publicava assim. Agora, ter um amigo no Ministério Público ou na Polícia Judiciária que, à socapa, lhe manda o processo das escutas não tem nada de investigação.

    (…)

    CM: Quando terminou o “Jornal Nacional de 6.ª”, disse que era o fim do “jornalismo nacional de manipulação”…

    MST: E disse que era um atentado à liberdade. Nunca vi, em nenhuma televisão do mundo, um jornal como aquele.

    CM: Considera que esteve demasiado tempo no ar?

    MST: Acho que nunca deveria ter estado no ar. Pense-se o que se pensar do actual primeiro-ministro, aquilo era um jornal para atacar uma pessoa concretamente. E às vezes perguntava por que não se fazia uma emissão contra o Paulo Portas ou a Manuela Ferreira Leite, outra contra o Jerónimo de Sousa ou o Louçã. Não há nada? Porque não investigam os submarinos ou os dinheiros da Festa do “Avante!”. Lembro-me de ter dito à [jornalista] Ana Leal: o que acontece ao vosso jornal no dia em que o Sócrates for absolvido? O jornal morre por falta de objecto. O caso Freeport dura há seis anos por uma única razão: porque ainda não conseguiram entalar o Sócrates. Se fosse o Zé dos anzóis já tinha sido arquivado. Acho inconcebível que um primeiro-ministro viva sob suspeita de corrupção durante seis anos e que os contribuintes estejam a pagar esta investigação. Nós não podemos ser governados por alguém que não sabemos se é corrupto ou não. O Ministério Público tem obrigação de, rapidamente, apurar aquilo. Ou tem, ou não tem indícios. Agora, permitir que o primeiro-ministro seja queimado em lume brando na imprensa enquanto eles arrastam o processo à pesca à linha, a ver se alguém morde o anzol, é inconcebível. Eu não quero ser julgado assim. Não quero ter um primeiro-ministro julgado assim.

resumo retirado do Corporações

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FREEPORT… E PEDIR DESCULPA, NÃO?

por Pedro Sousa em 24 de Fevereiro de 2010

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A imprensa andou tempos e tempo a acusar – sim, ACUSAR – José Sócrates tratando-o como culpado.

Agora que – tal como o Jornal Público noticiou em primeira página – o Ministério Público não encontrou indícios de qualquer prática de crime, esperava-se que a imprensa se retratasse da autêntica caça ao homem que montou e que serviu para vender mais papel.

Curiosamente, no dia em que o Público tem esse tema na 1ª página, o telejornal da TVI nem sequer se refere a ele!

Jornalismo de sarjeta, digo eu há muito!

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MISÉRIAS PORTUGUESAS

por Pedro Sousa em 24 de Fevereiro de 2010

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O escabroso espectáculo no Parlamento, fornecido por Mário Crespo, José Manuel Fernandes e Felícia Cabrita, tidos como apreciáveis jornalistas (enfim: a estimativa não é generalizada, bem pelo contrário) desacreditou, ainda mais, o já azarento ambiente em que vive a Imprensa. Todos eles atingiram o grau mais elevado do grotesco, ao mesmo tempo que demonstraram quão frágeis e esburacados foram os seus argumentos. Afinal, existe mesmo liberdade de expressão e de informação, e esta sofre as mesmas ameaças e perigos existentes nas sociedades modernas. A vitimização pode ser sedutora, mas resulta sempre numa transparência que os factos tornam obrigatória.

A presença dos três sujeitos chegou a ser aflitiva por declaradamente arrogante, e apenas revelou o verdete que alimentam por José Sócrates. É pouco. É nada. O ódio não se confessa, mas nota-se, e marca o desejo inconsciente de destruir do outro

Baptista Bastos

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O PUBLICO ANUNCIA INOCÊNCIA DE SÓCRATES

por Pedro Sousa em 23 de Fevereiro de 2010

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    Haja decência.
    Na primeira página, o Público titula a gordo: “Inquérito do Freeport não reuniu provas para acusar José Sócrates”. Imediatamente a seguir titula magro:”Ministério Público pronto para arquivar indícios contra o primeiro-ministro”.
    Em página interior, sob título: “Primeiro-ministro foi suspeito durante quase seis anos”, a prosa de António Arnaldo Mesquita e Paula Torres de Carvalho faz saber no último período do terceiro parágrafo: “As investigações prolongam-se há cinco anos, mas, até agora, não foram detectados indícios que permitam constituir Sócrates sequer como arguido”.
    Ou seja, o Ministério Público nem indícios recolheu contra Sócrates – mas o Público preferiu falar de provas na primeira página.
    Isto é Jornalismo? Isto é Informação? Isto é sério? Isto respeita os Jornalistas que o são? Isto respeita os leitores?
    Isto é incompetência ou má fé?’

(carta de leitor do Corporações)

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Director do JN desmente Mário Crespo

por Pedro Sousa em 23 de Fevereiro de 2010

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O director do Jornal de Notícias reafirmou, hoje, terça-feira, na comissão parlamentar de Ética, que o texto de Mário Crespo não foi publicado no JN por decisão do colaborador. José Leite Pereira disse ainda que o artigo em causa não era um texto de opinião, mas uma “quase notícia” sobre uma conversa privada sem direito a contraditório.

[...]

“Ele disse-me: ‘Não publiques a notícia. Não publiques a notícia e nunca mais publico no JN’ e pôs ponto final à conversa”, revelou.
Recorrendo ao registo de chamadas do telemóvel, adiantou: “Liguei ao Mário Crespo às 23:06 horas. É mentira que tenha ligado à meia-noite”, como o jornalista da SIC referiu publicamente.
“O jornal do dia 1 (de Fevereiro) fechou às 00:37 horas. É pura e simplesmente mentira” que o jornal estava fechado quando liguei para o Mário Crespo, garantiu.

[...]

O director do JN disse ainda aos deputados da comissão de Ética que na conversa que teve com Mário Crespo lhe disse que gostaria de falar com ele no dia seguinte. “Ele é que optou por não escrever mais” e cessar a colaboração com o jornal”, frisou.

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BONS INDICADORES… mas precisam de mais força

por Pedro Sousa em 22 de Fevereiro de 2010

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O valor do crédito concedido às famílias considerado de cobrança duvidosa, o malparado, diminuiu 166 milhões de euros de Novembro para Dezembro, um valor que no entanto é superior em 21,4 por cento ao registado no final de 2008.

e ainda

O défice externo foi 12 por cento mais baixo em 2009 que em 2008, situando-se nos 15.326 milhões de euros, devido a uma melhoria no défice da balança comercial de bens, segundo os dados do Banco de Portugal.

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o meu país: MADEIRA

por Pedro Sousa em 22 de Fevereiro de 2010

em Estado de Espírito,País

Não podia deixar passar os trágicos acontecimentos na Madeira sem dar conta dos mesmo aqui no PPP.

Tenho colaboradores na Madeira e estive todo o dia de Sábado, Domingo e hoje em constante contacto com os mesmos (sempre que as redes móveis o permitiam).

Mais do que a tristeza que sentia nas vozes (algumas mesmo embargadas) e dos relatos trágicos de alguns (felizmente sem mortes, mas com desalojados), o que mais me impressionou, principalmente hoje, foi o desalento, a falta de ânimo que senti.

Estes próximos dias vai ser preciso ânimo, motivação, vontade, recuperar alegria, buscar a normalidade… mas senti nas vozes que podem ainda estar longe de o conseguir.

Vamos ver se o tempo tudo cura…

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PORQUE NÃO FALA O SOL DESTA ESCUTA?

por Pedro Sousa em 19 de Fevereiro de 2010

em País

As conclusões do despacho de Pinto Monteiro foram hoje publicadas pelo DN. Veja-se este extracto:

    ‘Em primeiro lugar, nas referências, explícitas ou implícitas, feitas ao Primeiro-Ministro nos produtos das alíneas a), g), l), m), o), p), s), f), u), v), e z), do n.º 8 não existe uma só menção de que ele tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social. Não resulta sequer que tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital social da PRISA, tal como se não mostra clarificado o circunstancialismo em que teve conhecimento do negócio. Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do Primeiro-Ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação; “devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates… não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não falou com ele… eh pá… agora ele está ‘todo fod***’. ‘Está todo fod*** e com razão’” [n.º 8, alínea u), produto nº 5291, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos; v. ainda os produtos das alíneas x) e z)].’

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and now for something completely different

por Pedro Sousa em 19 de Fevereiro de 2010

em Estado de Espírito,País

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