A imprensa andou tempos e tempo a acusar – sim, ACUSAR – José Sócrates tratando-o como culpado.
Agora que – tal como o Jornal Público noticiou em primeira página – o Ministério Público não encontrou indícios de qualquer prática de crime, esperava-se que a imprensa se retratasse da autêntica caça ao homem que montou e que serviu para vender mais papel.
Curiosamente, no dia em que o Público tem esse tema na 1ª página, o telejornal da TVI nem sequer se refere a ele!
Jornalismo de sarjeta, digo eu há muito!
{ 8 comentários… lê abaixo ouadiciona }
O Sócas já pediu desculpa pelos 150 mil novos empregos que eram para ser e não foram?
… e pelos 550 mil desempregados em Portugal que não eram para ser e foram?? (em seguimento ao comentário do caro f)
Já agora, P Sousa, depois disto vais voltar a ler o Público? Já faz jornalismo decente, não achas? Até abona a favor do teu supra-sumo, vê lá!
Caro F Santos,
Se bem percebo a tua resposta (e a do Frank) o raciocínio é: como acho que o Sócrates mentiu no caso do desemprego, o jornais fazem bem em fazer este tipo de jornalismo. É isso? Se é discordo… os jornais tem um código deontológico e devem ser orgãos de informação e análise. Não são tribunais ad hoc.
As promessas do Primeiro Ministro serão avaliadas em próximas eleições ou então podem os partidos da oposição apresentar uma moção de censura para o derrubar.
Agora, uma coisa nada tem a ver com a outra.
Já agora… não me recordo de ter escrito que não lia o Público. Será que me esqueci ou é mais um devaneio do meu amigo na sua escrita criativa?
Ah!
E Sócrates pedir desculpa a Arouca pela “não variante”, não?
Devia!
Caro P Sousa
obrigado pelo elogio da escrita criativa. Tento.
Quanto ao devaneio: calculei, se calhar mal, que não lês “jornalismo de sarjeta”, como lhe chamas. Agora que o Público tem novo director e nova linha editorial (aparentemente) julgo que já não ferirá a tua sensibilidade política leres essa publicação. Digo eu!
É óbvio que Sócrates ser mentiroso não tem a ver com a forma que se faz jornalismo. Mas dizes “este tipo de jornalismo”. Que tipo de jornalismo é esse a que te referes?
Caro F Santos,
Eu nunca deixei de ler o Público, apesar da sua linha editorial duvidosa, até porque é um jornal onde estão (mas também já saíram ) excelentes jornalistas e cronistas.
O jornalismo a que me refiro é àquele que deixou de ser informativo para passar a ser opinativo. Daquele que coloca em grande destaque na primeira página algo que se prova mais tarde ser mentira, e não aparecer um qualquer pedido de desculpa ou desmentido com o mesmo destaque. Um jornalismo que vive de fontes anónimas, publicando coisas muitas vezes sem investigar ou procurar o contraditório. Entre outras coisas…
“As promessas do Primeiro Ministro serão avaliadas em próximas eleições ou então podem os partidos da oposição apresentar uma moção de censura para o derrubar.”
Só me ocorre uma valente risada neste momento. Mas vou apenas dizer que concordo contigo…