INTERVENÇÃO URBANA NA VILA

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

em Arouca

A Câmara Municipal de Arouca decidiu fazer uma profunda intervenção na malha urbana da vila de Arouca. O debate sobre essa intervenção tem dividido opiniões, nomeadamente quanto à intervenção na Praça Brandão de Vasconcelos.

O objectivo central desta operação é requalificar o centro histórico da vila, conferindo-lhe novos elementos de atractividade, mas mantendo o seu cariz de centro tradicional e local de representação da história e da cultura deste território.

pode ler-se no site criado para acompanhar a intervenção.

Sou totalmente a favor da intervenção por 3 motivos principais:
a) A razão menos importante: gosto bastante da solução encontrada. No entanto, como se sabe, gostos não se discutem. A Praça Brandão de Vasconcelos fica, com a solução encontrada, muito mais integrada com o espaço entre o Convento e a Sta Casa da Misericórdia. Mas, obviamente, aqui não é uma questão de gosto. A intervenção no Terreiro é extremamente feliz, devolvendo-lhe a dignidade que merece e tornando-o mais “próximo” do Convento.

b) Não considero que alterar o atual formato da praça atente contra a “história” de Arouca. Onde está hoje a Praça estava um cemitério, que entretanto alguém decidiu alterar e que se revelou uma acertada decisão. Assim, confio que os atuais arquitetos e técnicos de IPPAR que acompanharam e idealizaram a obra estão conscientes da sua importância e da sua história e tiveram isso em consideração. Aliás, a praça já foi alvo de uma intervenção perto do final do Sec. XIX, quando existiam, na realidade, 2 praças, a Alta e a Baixa, tendo o fontanário sido construído já no início do Séc XX.

c) O argumento da “crise” também não me parece relevante. Acreditando que a obra será importante para Arouca – como acredita a CMA – esta altura é boa para a fazer, dados os fundos disponíveis e a capacidade de individamento que a Câmara possuiu, fruto da rigorosa gestão que sempre teve. Além disso, sempre acreditei que o investimento público é importante na dinamização da economia, e canalizar estas verbas disponíveis para trabalhos “entregues” a empresas de Arouca parece-me uma excelente forma de investimento.

{ 14 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 frank 19 de Agosto de 2011 às 0:54

Se a ideia é que a Praça se transforme numa especie de auditorio, quer dizer que se farão ali mais espectaculos… explica-me tu como e por onde é que se faz a descarga e carga de estruturas e equipamentos? Sem ser por helicopetero ou com uma grua não estou a ver como.

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2 Pedro Sousa 21 de Agosto de 2011 às 0:21

Frank,

O acesso mantém-se como hoje. Não há diferença.

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3 atento 19 de Agosto de 2011 às 7:37

OH PEDRO ÈS CAPAZ DE ME EXPLICAR O QUE QUERES DIZER COM ENTRE COMAS entregues”?

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4 Pedro Sousa 21 de Agosto de 2011 às 0:03

Caro Atento (homem do CAPS LOCK),

Apenas porque julgo que não é o termo técnico correto…

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5 inquieto 23 de Agosto de 2011 às 10:46

olá

vivam!
já percebi que é fácil encontrar argumentos a favor e contra.

só não percebi a oportunidade desta, sobretudo qd comparado com outras decisões ao nível de despesa, e a sua prioridade.

Mas tb tenho a certeza não serão razões compreensíveis!!

um abraço
inquieto

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6 frank 23 de Agosto de 2011 às 13:54

Ou não estamos a falar da mesma obra ou anda tudo tolo. O acesso à praça para descarga e montagem de equipamento é feita, neste momento, atravessando o passeio da praça de taxis. Ora como aquilo vai levar uma escadaria (em forma de auditorio) a unica forma de la entrar serà em frente ao Tem Tudo (mas duvido que um veiculo pesado passe pela rua do Café Luso) mas como em frente ao Tem Tudo vai levar o xafariz, não hà forma de entrar no recinto. Como digo, ou não estamos a falar da mesma praça ou tu ainda conheces a obra pior que eu.

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7 Pedro Sousa 25 de Agosto de 2011 às 1:14

Caro Frank,

Bom ponto… temos de verificar.

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8 Azevedo 27 de Agosto de 2011 às 16:27

Ignorância completa do motivo de construção da praça , tal como é… do nome que ostenta… do motivo porque foi construído o chafariz naquele lugar… e de onde vinha a água ( que é questão importante!) . É claro que podemos ignorar a história e achar tudo muito bem… O que é bonito é OBRA nem que seja atolambada… Por estas e por outras da mesma natureza é que estamos onde estamos!!!

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9 Pedro Sousa 30 de Agosto de 2011 às 22:52

Caro Azevedo,

Partilhe connosco, então, o seu conhecimento. Todos mais esclarecidos será, concerteza, melhor.

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10 Azevedo 2 de Setembro de 2011 às 10:53

Quem tem responsabilidades políticas e faz opinião sobre alguma ”coisa ” que será destruída é que deve informar-se devidamente…

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11 Azevedo 2 de Setembro de 2011 às 10:53

… antes de tomar posição!

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12 Pedro Sousa 4 de Setembro de 2011 às 2:42

Caro Azevedo,

Não vejo na informação que adiciona qualquer argumento novo a uma eventual anulação da intervenção.

O Chafariz não vai desaparecer e a sua função inicial deixou de fazer sentido… manter o marco mudando-o de local continua a não me parecer dramático.

E tem de experimentar dar a sua opinião sem catalogar a opinião de terceiros… não acrescenta valor!! Digo eu…

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13 Azevedo 2 de Setembro de 2011 às 21:36

A extinção do Convento de Arouca:
O inventário do cartório foi executado por António Teixeira Brandão de Vasconcelos, vice-presidente da Câmara, servindo de administrador do concelho, Domingos José da Silva Tavares, escrivão de Fazenda, e Sebastião Cândido de Oliveira, encarregado da feitura do inventário, conforme Decreto de 31 de Maio de 1862.

A Câmara Municipal tomou posse das águas do manancial existente no Canto do Muro, no cimo da cerca do extinto convento. Estiveram presentes no acto, o Dr. José Gomes de Figueiredo Sobrinho, Presidente da Câmara, Alberto Brandão de Sousa, administrador do concelho, e Bento Alves de Almeida, escriturário de Fazenda do concelho servindo de escrivão, comunicado pelo Delegado do Tesouro do distrito de Aveiro, em 1899.

A Câmara Municipal comprometeu-se a efectuar obras de reparação, canalização ou construção, e a fornecer água ao convento ou outra instalação do mesmo, e estabelecer um chafariz no centro da Praça Brandão de Vasconcelos, da vila, como foi proposto na representação da Câmara, em 5 de Julho de 1899.
Depois podíamos falar do que eram os foros; como e quem contribuiu para a sua extinção; etc…etc… etc…
E já agora porque é que a praça ostenta o nome que tem…
Mas é claro que isso não interessa nada … muito menos para o novo socialismo que parece renegar ( ou ignorar por nada saber de História!) da velha senha jacobina : Igualdade; Liberdade; Fraternidade…

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14 Azevedo 4 de Setembro de 2011 às 11:18

Se não vê nova informação no que foi escrito o problema já será seu… Encerro a questão dizendo que a praça é resultado do triunfo dos ideiais liberais e de uma ideia de uma socieadade mais livre e justa . O nome que ostenta não é um acaso mas a homenagem da câmara de então a um homem que realizou obra e contribui, junto com outros como o seu irmão Dr. Ignácio Brandão de Vasconcelos ( talvez fosse bom dar uma olhadela aos retratos que estão no edifício da Cãmara e saber quem são…) para a extinção dos foros do convento de Arouca. A praça e a contrução do chafariz é resultado de tudo isto… Símbólico e de imporTancia é facto da água do Convento ir cair para o Chafariz da praça… da boca da Nobreza que ” trajava de branco” para o centro da vila e para a boca sedenta do povo …
Mas é claro que podemos argumentar de tudo para realizar, repito, obra atolambada e que demonstra um desprezo pela herança histórica do concelho e por um momento de extrema relevância para a população arouquense… A atestar tudo o que argumernto resta dizer que se realizaram, aquando da extinção dos foros, grandes festas organizadas pelo munícipio e grande regozijo da população…
Muito , mas muito mais, haveria a dizer mas ficamos por aqui dizendo que a argumentação utilizada para a destruição da praça é a habitual que se vai usando um pouco por todo país para as mais diversas tropelias: é pouco significativo; não é antigo; atrasa a terra…
Enquanto noutros países se preserva em Portugal destrói-se o património… já não é nada de novo ou supreendente e sinal que pouco muda num certo modo de provincianismo … é só ler o Eça que está tudo lá…

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