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Quinta-feira, Agosto 18, 2011

DEMOCRACIA

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

em Arouca

O cartaz que o PCP/Arouca colocou na Praça Brandão de Vasconcelos, relativamente à intervenção prevista na mesma, é um curioso exercício de democracia.

Refere:

“A praça é de todos”, ou seja do povo. Imagino, portanto, que os únicos a ter algum direito a decidir em nome do povo serão os eleitos.

No entanto, o PCP acrescenta

“É favor não mexer”, ditanto, pelos vistos, o que se deve fazer ao bem público sem que para isso tenha recebido o “mandato” do povo.

Confusos??

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AS COISAS IAM NO BOM CAMINHO ATÉ QUEREREM O POTE

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

em País

FT: Portugal foi a única surpresa positiva na economia da Zona Euro no segundo trimestre

O relatório do Eurostat, que confirmou ontem um abrandamento da economia da Zona Euro, contém pelo menos uma boa notícia.

A opinião é expressa por Peter Spiegel, num dos blogues do “Financial Times”, dedicado aos assuntos europeus. O chefe de delegação do jornal britânico em Bruxelas assinala que o crescimento da economia europeia pode estar a vacilar, mas os dados de ontem mostram “pelo menos uma surpresa positiva inesperada: Portugal” .

Spiegel aponta que apesar de Portugal estar a iniciar a implementação do programa de austeridade acordado com a troika e das recentes revisões em baixa de “rating” devido à desconfiança com a capacidade do país atingir as metas definidas, no segundo trimestre a economia portuguesa estabilizou, “o que representa uma melhoria significativa face à quebra de 0,6% sentida nos dois últimos trimestres, e muito melhor do que a quebra estimada de 1,1%”.

“Os números acima do esperado, suportados largamente pelo aumento de 5,3% nas exportações, são particularmente boas notícias para os que estão a atentos ao programa de resgate, que tem as suas metas fixadas com base das previsões económicas”.

O PIB português recuou 0,9% no segundo trimestre face ao período homólogo e estagnou face aos três meses anteriores. A troika assume que o PIB português vai recuar 2,2% este ano, pelo que o jornalista do FT conclui que Portugal pode superar estas estimativas.

O mesmo responsável cita ainda uma nota de análise de ontem da Capital Economics, onde a consultora britânica conclui que os números do segundo trimestre podem “sugerir que Portugal pode virado a esquina”.

Por outro lado, Spiegel recorda as palavras recentes proferidas em Lisboa por Poul Thonsen, chefe da delegação do FMI em Portugal: “Os tempos mais difíceis ainda estão pela frente”.

JORNAL DE NEGÓCIOS

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O PSD E A FALTA DE VERGONHA… pagar favores…

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

em País

Mário Crespo convidado pelo Governo para correspondente da RTP em Washington

Convite feito por Miguel Relvas surpreende administração da RTP e viola critérios da direção de informação do operador público para a escolha de correspondentes.

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INTERVENÇÃO URBANA NA VILA

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

em Arouca

A Câmara Municipal de Arouca decidiu fazer uma profunda intervenção na malha urbana da vila de Arouca. O debate sobre essa intervenção tem dividido opiniões, nomeadamente quanto à intervenção na Praça Brandão de Vasconcelos.

O objectivo central desta operação é requalificar o centro histórico da vila, conferindo-lhe novos elementos de atractividade, mas mantendo o seu cariz de centro tradicional e local de representação da história e da cultura deste território.

pode ler-se no site criado para acompanhar a intervenção.

Sou totalmente a favor da intervenção por 3 motivos principais:
a) A razão menos importante: gosto bastante da solução encontrada. No entanto, como se sabe, gostos não se discutem. A Praça Brandão de Vasconcelos fica, com a solução encontrada, muito mais integrada com o espaço entre o Convento e a Sta Casa da Misericórdia. Mas, obviamente, aqui não é uma questão de gosto. A intervenção no Terreiro é extremamente feliz, devolvendo-lhe a dignidade que merece e tornando-o mais “próximo” do Convento.

b) Não considero que alterar o atual formato da praça atente contra a “história” de Arouca. Onde está hoje a Praça estava um cemitério, que entretanto alguém decidiu alterar e que se revelou uma acertada decisão. Assim, confio que os atuais arquitetos e técnicos de IPPAR que acompanharam e idealizaram a obra estão conscientes da sua importância e da sua história e tiveram isso em consideração. Aliás, a praça já foi alvo de uma intervenção perto do final do Sec. XIX, quando existiam, na realidade, 2 praças, a Alta e a Baixa, tendo o fontanário sido construído já no início do Séc XX.

c) O argumento da “crise” também não me parece relevante. Acreditando que a obra será importante para Arouca – como acredita a CMA – esta altura é boa para a fazer, dados os fundos disponíveis e a capacidade de individamento que a Câmara possuiu, fruto da rigorosa gestão que sempre teve. Além disso, sempre acreditei que o investimento público é importante na dinamização da economia, e canalizar estas verbas disponíveis para trabalhos “entregues” a empresas de Arouca parece-me uma excelente forma de investimento.

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