Homenagem

por Pedro Sousa em 4 de Julho de 2010

em País

A anterior ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, publicou um livro sobre as virtudes da escola pública.
Com toda a legitimidade o faz. Ninguém como ela à frente do Ministério da Educação contribuiu mais para dar sentido ao ensino público, reordenando a rede escolar, melhorando as condições físicas e tecnológicas das escolas do ensino básico e secundário, alargando o horário do ensino básico, combatendo o abandono e o insucesso escolar, reforçando a acção social escolar, introduzindo a avaliação das escolas e dos professores, conferindo mais autonomia e responsabilidade às escolas, universalizando o ensino pré-escolar e o ensino secundário, apostando no ensino profissional.
Enfrentando com coragem e determinação todas as resistências corporativas e oposições políticas, Maria de Lurdes Rodrigues foi simplesmente a melhor dos ministros da Educação desde o 25 de Abril

Vital Moreira

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 João Pedro Martins 4 de Julho de 2010 às 21:43

pior do que a pessoa que escreveu isto, é quem ainda replica tal opinião.

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2 Pedro Sousa 4 de Julho de 2010 às 22:17

Caro João Pedro Martins,

Essa estratégia existe há muito…. atacar o mensageiro sem dar qualquer dado que contrarie a mensagem.

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3 João Pedro Martins 5 de Julho de 2010 às 1:23

é o que o texto faz.
fico-me por aqui.

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4 INQUIETO 7 de Julho de 2010 às 8:26

ora aí está!!

sempre que falámos… estamos sujeitos a que tudo nos caia em cima!!

eu compreendo a visão larga do Pedro. Claro que sim e aqui ou ali até teve uma ministra bem intencionada.

Mas só peço que avalies, as suas medidas no âmbito das exigências dos exames e as consequências na transicção de ano.. Todos, do 1º ao último ciclo!
Nunca, nunca nenhum governo trabalhou tanto para as estatísticas. Mas até dava isso de barato. Não fosse ter utilizado o bom nome dos professores, para o fazer!
Isto é óbvio, inequívoco, e sobretudo lamentável.
Eu sei que passa à frente de muito par de olhos e ninguém vê, mas isso são outras contas…

um abraço
inquieto

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5 F Santos 12 de Julho de 2010 às 12:23

Faço minhas as palavras do caro Inquieto.

E acrescento: porquê a necessidade de se publicar um livro sobre o que se fez ou deixou de fazer?
Impressão minha ou é a primeira vez que um ex-ministro sente necessidade de vir explicar (à posteriori, claro está) as suas políticas enquanto tutelou determinada pasta minesterial? Porque não o fez em tempo útil, ou seja, enquanto governou?

E porquê falar só das virtudes (quais virtudes???) e não fazer um balanço geral do seu mandato? Dava barraca, às tantas… o livro é para vender, esqueci-me.

Quem é Vital Moreira? Ah, esta já sei: é o senhor que não era do PS mas agora é do PS e gosta muito se ser eurodeputado pelo PS, embora tenha perdido as eleições pelo PS. Confuso? Também o foi a sua candidatura.

Ah, e sabem com se combate o abandono e insucesso escolar, segundo a anterior ministra? Aumentando o ensino obrigatório, até ao 12º ano. Passa-se do 9º para o 12º, os meninos são obrigados a andar na escola, mandamos isto para Bruxelas e está feito. Inteligente, a senhora… como se lembrou desta?

E com esta me rio aparvalhadamente…

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6 Pedro Sousa 12 de Julho de 2010 às 20:22

Caro F Santos,

Julgo que existem diversos casos sobre ministros (e até Primeiros Ministros e Presidentes da República) que publicam livros após a saída, sobre o seu mandato. Não fiz nenhuma pesquisa, mas julgo que sim.
Se há coisa que MLR fez foi explicar as medidas. Podem não o ter feito da melhor maneira, mas a senhora passou o mandato todo a explicar, em artigos, na televisão e na Assembleia da República. Eventualmente, não foi suficiente.
O Vital Moreira não precisa que eu o defenda. Cada um apelida-o do que quiser.
O facto da educação ser obrigatória até ao 12º ano parece-me uma excelente decisão, desde que acompanhada com apoio e com exigência. E até criará mais emprego para professores (mais gente na escola, à partida…). Julgo até que a UNESCO recomenda educação obrigatória até aos 16 ou 17. Tenho de pesquisar, mas acho que é por aí (peço desculpa se estiver errado).
Não vejo qual o mal dos jovens serem obrigados a andar na escola… nem sempre é para deixa-los fazer o que lhes dá na real gana. Às vezes é esse o problema… jovens com liberdade a mais.

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