FALAR VERDADE

por Pedro Sousa em 24 de Maio de 2009

em País

Correio da Manhã/Rádio Clube – Afinal, foi ou não foi militante do CDS?

 

Paulo Rangel – Não sei. Eu apoiei de forma informal e muito activa a candidatura de António Lobo Xavier à presidência do CDS contra Manuel Monteiro. E isto porque tínhamos uma proximidade muito grande. E nessa altura não sei se assinei alguma ficha ou não. Não me lembro. Porque depois disso estive muito tempo ausente, entrei mais tarde como independente, não sei se era ou não, no Conselho Consultivo de Paulo Portas.

Que raio de quantidades de queijo comerão os sociais-democratas? Já o Dias Loureiro também tem problemas de memória

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A minha escola

por Pedro Sousa em 24 de Maio de 2009

em Com a devida vénia,País

Eu andei sempre na escola pública. Tive bons colegas e maus colegas. Ricos e pobres. Limpos e sujos. Espertos e preguiçosos. Sou do tempo em que ainda havia a escola primária e o ciclo, em que havia furos e sempre que um professor faltava ficávamos por ali a deambular, em que os currículos não eram enriquecidos e não havia ninguém para me orientar o estudo. As coisas eram o que eram. Havia bons alunos e maus alunos e alunos médios. Havia os que já sabiam o que queriam ser quando fossem grandes, havia os que queriam ir para a universidade e os que se ficavam pelo caminho. Sem dramas. Havia chumbos e não havia cá recuperações nem programas especiais. Tive colegas que deixaram a escola no oitavo ano para se juntarem com o namorado, para terem filhos, para irem trabalhar numa oficina. Eu sou do tempo em que o balneário do ginásio tinha duche colectivo e quando as meninas estavam com o período pediam dispensa da ginástica ao professor porque não sabiam muito bem como resolver a coisa. Sou do tempo em que nas aulas de trabalhos manuais aprendíamos a fazer macramé e fada-do-lar (lembram-se?), em que fazíamos bonecos horrorosos em barro e chaveiros de madeira. Não tínhamos disciplinas com nomes pomposos mas aprendíamos a escrever à máquina e a redigir cartas comerciais. Os testes eram dados em stencil e, com sorte, nas aulas havia uns acetatos manhosos projectados no quadro. Fazíamos trabalhos de grupo, em cartolinas ou em folhas A4 escritas à mão – não havia internet nem copy-paste, era preciso ler livros e copiar letra a letra (e enquanto líamos e escrevíamos e passávamos a limpo e tudo isso, alguma coisa ia ficando na cabeça). Eu tive bons professores e maus professores. Péssimos e excelentes. Tive professores apaixonados, que não se limitavam a dar matéria, que não se limitavam à matéria. E tive professores que não faziam a mínima ideia do que estavam a ensinar (para terem uma ideia um dos meus professores de biologia é hoje, na mesma escola, professor de culinária). Tive professores que não sabiam domar as feras de doze anos, que eram gozados e aldrabados, que tinham alcunhas feias e que, se fosse hoje, teriam as aulas no youtube para serem criticados pelo país inteiro e quem sabe até com direito a processos disciplinares. Tive professores na faculdade que de doutores só tinham o nome, que se estavam a marimbar para nós, que não davam as aulas ou que só queriam que nós os ajudássemos a fazer investigação para as suas teses de doutoramento.
A minha escola tinha problemas, pois tinha, mas não foi nada disso que me fez ser pior pessoa ou mais burra ou mais inculta ou mais mal educada. Porque o mais importante da educação não vem da escola, vem de casa. O mais importante de tudo foi o que os meus pais me ensinaram. Uma ética que me fez ir sempre às aulas, que me coibia de cabular, que me fazia estudar sem ser obrigada (porque esse era o meu trabalho e porque ainda acreditávamos todos que o bom trabalho seria recompensado). Um brio que me fazia querer fazer as coisas bem feitas, ir para além da mediania, dar o máximo. Uma curiosidade que me fazia querer saber mais, não ficar só a a marrar para os testes mas gostar realmente de aprender. Sem isto, a escola até pode ser a melhor do mundo, ter milhares de magalhães e quadros interactivos, ter professores com a papelada toda em dia e currículos muito bonitos. Mas não adianta nada.

in http://agatachristie.blogspot.com

notasescola

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Depois da primeira experiência numa caminhada, em Agosto do ano passado, que relatei aqui, este fim de semana decidi fazer mais uma. Desta feita, menos dura (apenas 8 km) mas igualmente fantástica.

Integrado no conjunto de iniciativas Arouca 360º eventos (que procurou juntar mais de 1300 pessoas nestas iniciativas), optei pelo percurso 14 que nos liga de Regoufe a Drave.

Que delicia para a vista as paisagens que vimos, o período que “recuamos no tempo”, os caminhos que passamos e onde se vêm ainda marcas nas pedras, gastas de tantas vezes passarem os carros de bois naqueles estreitos caminhos. Excelente oportunidade de conhecer o nosso riquíssimo património.

Posto aqui algumas fotos (tiradas por um mau fotografo – eu) para que tenham um vislumbre e queiram fazer o percurso. Não é nada difícil (e isto dito pelo rei do sedentarismo – eu) e vale muito a pena.

Parabéns aos Jovens da EB de Arouca que nos acompanharam, sempre prestáveis e disponíveis.

Queria apenas apontar 3 eixos que acho podem ser melhorados:
- O cumprimento de horários: acredito que não queiram sair exactamente à hora marcada, mas pelo menos perto disso. Saímos tardissimo da vila;
- A organização precisa de ganhar experiência: foi visivel a agitação antes da saída
- Programas mais claros: pelo que percebi, o programa dizia que deviamos levar almoço e depois, quando chegamos, afinal havia almoço oferecido pela organização.

São apenas 3 detalhes… que NADA beliscaram uma excelente manhã!!!

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OBRIGADO MARINHO PINTO!!!

por Pedro Sousa em 24 de Maio de 2009

em País,Repita lá?!?!?!?

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AO CUIDADO DE BERARDO, BELMIRO E OUTROS…

por Pedro Sousa em 21 de Maio de 2009

em País

Um imposto sobre as grandes fortunas pode avançar na Alemanha já este ano. Um grupo de milionários alemães propôs a criação de um novo imposto para reforçar os cofres do Estado.

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Sexta-feira, 22 de Maio – Campanha para as Europeias no concelho de Arouca.

09H30 – 11H00  – Reunião com o Presidente da Câmara Municipal de Arouca, José Artur Neves e visita ao Geoparque.

Presença do candidato a Eurodeputado, Armando França.

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ANGUSTIA

por Pedro Sousa em 18 de Maio de 2009

em Estado de Espírito

O meu filhote mais velho vai agora ingressar na primária, ou como penso que se diz , no 1º Ciclo.

Para quem, como eu, vive deslocalizado do seu meio “natural”, a escolha da escola é uma angústia.

Invejo todos aqueles que têm a oportunidade de ter os filhos em escolas de Arouca. Aqui, sem que eu tenha referências, tenho medo da escola que possa escolher. Não sei quem são os professores, o director, o ambiente social em volta e respectivos pais… não sei nada. Colocar um filho num local do qual não sabemos nada (apesar das referências que tentamos tirar) não é nada, nada fácil.

Saber que os amigos que tem no infantário, nada terão a ver com os que vai encontrar…

Ai a inveja de quem vive por aí…

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Quando a Educadora Bate à Porta

por Pedro Sousa em 17 de Maio de 2009

em País

Reportagem extraordinária a que passou hoje na TSF com o título “Quando a Educadora Bate à Porta”. Gente abenegada, de serviço “ao próximo”, que não se resigna. Sugiro a sua escuta, aqui.

Vivem em montes isolados, brincam com bacorinhos e galinhas e alguns nunca viram o mar. A distância e os recursos das famílias não lhes permite o acesso aos jardins de infância. Por isso, algumas vezes por semana, as educadoras fazem-se ao caminho.
O projecto de Educação Pré-Escolar Itinerante da Direcção Regional de Educação do Algarve já apoiou muitas crianças. Há dez anos, um milhar recebia a visita de 32 educadoras. Hoje, o número de crianças ronda a centena e as educadoras são 11. A desertificação das zonas mais interiores é evidente mas, mesmo quando só há um menino, a viagem não fica por fazer. Entre números, letras e desenhos aprendem miúdos e graúdos. 

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NÃO, JORNALISMO SÉRIO CONCERTEZA!!!

por Pedro Sousa em 16 de Maio de 2009

em País

images1TVI e PÚBLICO ” Hugo Monteiro [primo de José Sócrates] garante que José Sócrates conhece Charles Smith”

O que disse Hugo Monteiro ao Expresso “”Eu acho que eles tiveram uma reunião juntos. Pelo menos foi o que o meu pai me transmitiu“.  (pode ler aqui).

Alguma dúvida sobre o jornalismo travestido?

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Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca “é excepcional”

por Pedro Sousa em 14 de Maio de 2009

em Arouca

O órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, que o ministro da Cultura inaugura sábado depois de um restauro orçado em 380 mil euros, é “excepcional” por diversas razões, defendeu hoje Nicolas Roger, organista titular do templo e também do Santuário de Fátima.

Além de evidenciar “especificidades particularmente desenvolvidas no que se refere à produção da escola de organaria ibérica, integra teclado manual e teclado de pés” o que é invulgar.

Segundo Nicolas Roger, “os órgãos ibéricos só têm um teclado com uma oitava curta, não têm pedaleira e os registos repartem-se pelo lado esquerdo e direito do órgão, divididos em baixos e agudos”.

in http://tv1.rtp.pt/

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