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País

RUI RIO NO SEU MELHOR…

por Pedro Sousa em 10 de Maio de 2011

em País

Era uma vez uma antiga escola primária no Porto, a escola da Fontinha, que estava abandonada há, pelo menos, cinco anos. Um grupo de pessoas (ES.COL.A – Espaço Colectivo Auto-Gestionado do Alto da Fontinha) decidiu ocupá-la, reabilitá-la, recuperar o acervo abandonado da biblioteca e desenvolver, em conjunto com a população, um projecto educativo com as crianças do bairro (aulas de inglês, história e geografia; ateliês de xadrez, guitarra e ioga). A população recebeu bem os novos inquilinos, participou nas assembleias onde se discutiu o projecto e empenhou-se naquela nova vida que a escola foi ganhando.

 

Como todas as histórias, esta também tem um carrasco. O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, não apreciou a ousadia e tratou de mandar despejar os ocupantes e acabar com essa esquerdice de desenvolver projectos sociais e educativos com as populações, de devolver os espaços públicos às pessoas. E, por isso, hoje de manhã, os ocupas foram despejados e alguns deles detidos.

 

Evidentemente que a Câmara Municipal tem justificação para o sucedido, afirmando que a acção de despejo se deveu ao facto de estarem a «desenhar um projecto específico com outras instituições da cidade» para aquele edifício, mas que apenas poderá ser revelado o seu conteúdo assim que estiver tudo delineado.

Eu, que já sei do que a casa gasta, vou ali buscar o meu banquinho. As promessas de Rui Rio provocam-me varizes e, por isso, o melhor é mesmo esperar sentada.

Andrea Peniche

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Texto sobre o 25 de Abril

por Pedro Sousa em 25 de Abril de 2011

em Arouca,País

A pedido do Discurso Directo, e como representante do Partido Socialista de Arouca, escrevi um texto sobre a importante data que hoje se celebra.

Por falha minha, o texto original ultrapassou em muito os 2000 carateres que me foram solicitados pelo que a redacção teve de fazer (justamente) os respetivos ajustes.

No entanto, deixo aqui o texto total que enviei:

 

Falar hoje sobre o 25 de Abril já não é só fazer o seu enquadramento histórico. Passaram 37 anos sobre o dia em que Salgueiro Maia e os seus seguidores, ao som de “Quis saber quem sou, o que faço aqui…”, rumaram ao Carmo em Lisboa.

Necessitamos sim de garantir que os nossos filhos e netos conhecem bem o que aconteceu e o que representou esse evento de 1974.

Hoje falar de Abril é principalmente avaliarmos de que forma esse momento histórico do nosso país – tão rico na sua história – se encontra refletido nos nossos dias e no exercício da nossa cidadania.

Um político e escritor francês escreveu uma vez que “Tudo o que aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade”. E é, provavelmente, na assunção da responsabilidade de cada um de nós, individual e coletivamente, que Abril parece, muitas vezes, ser esquecido.

A liberdade trouxe-nos um privilegiado conjunto de direitos, mas que devem ser acompanhados por um igual conjunto de deveres. E – sejamos francos – somos cada vez mais uma sociedade agarrada aos seus direitos e displicente com os seus deveres. E o equilíbrio de ambas faria de nós uma sociedade muito mais justa e equilibrada, onde se verifique uma efetiva igualdade de oportunidades, principal objetivo da revolução.

Ouve-se dizer, por vezes, que ainda não se cumpriu Abril. Mas Abril nunca se considerará definitivamente cumprido. Abril cumpre-se, ou não, todos os dias, nas decisões de cada um e nas decisões do Estado.

Continua-se a fazer Abril quando se luta contra o encerramento de empresas,

cumpre-se Abril quando se protege os mais carenciados;

cumpre-se Abril quando se luta contra a falta de disciplina e educação nas aulas e se investe na educação;

cumpre-se Abril quando se acaba com filas de horas num centro de saúde e se investe na saúde;

cumpre-se Abril quando se torna a justiça, a educação e a saúde mais acessíveis…

isto porque «um homem não é verdadeiramente livre com fome», um homem não é verdadeiramente livre sem habitação, um homem não é verdadeiramente livre sem educação, um homem não é verdadeiramente livre sem emprego.

Às gerações que vêm como impensável não ter a liberdade de fazer o que pretende, falar sobre o que lhe apetece, decidir como quer, é importante explicar que a liberdade não é algo que se tem, é algo que se conquista, todos os dias, no exercício da cidadania.

Nesta comemoração dos 37 anos do 25 de Abril não posso terminar sem recordar que foi esta revolução a grande responsável pelo Estado Social que temos. Custou muito edifica-lo e devemos todos estar atentos àqueles que olham para a sua redução (ou mesmo eliminação) como a solução para todos os males do páis. É nosso dever evitar esse desiderato. É nosso dever não abdicar do direito (ou dever) de votar e de participar nas decisões do país.

Viva o 25 de Abril!

 

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PORQUE É EM TEMPOS DE CRISE…

por Pedro Sousa em 25 de Abril de 2011

em País

QUE OS PORTUGUESES  MAIS PRECISAM DO ESTADO SOCIAL

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INTERESSANTE ARTIGO SOBRE PT NO NYTIMES

por Pedro Sousa em 13 de Abril de 2011

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PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.

The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.

If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.

Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.

But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.

Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.

The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.

And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.

Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.

A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.

In fairness, the optimism of the 1990s gave rise to economic imbalances and excessive spending; skeptics of Portugal’s economic health point to its relative stagnation from 2000 to 2006. Even so, by the onset of the global financial crisis in 2007, the economy was again growing and joblessness was falling. The recession ended that recovery, but growth resumed in the second quarter of 2009, earlier than in other countries.

Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. This is the stuff of normal politics, not a sign of disarray or incompetence as some critics of Portugal have portrayed it.

Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.

In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.

 Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.

 Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies.

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Sobre o livro de Passos Coelho (lido por aí…)

por Pedro Sousa em 27 de Março de 2011

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Pedro Passos Coelho, naquele estilo do «agarrem-me senão eu mato-o», apresentou um livro onde se podem encontrar 365 medidas de um seu próximo governo. Para tal, auscultou 55 empresários e gestores de empresas; nem um médico, nem um juiz, nem um professor, nem um trabalhador, nem um engenheiro,  nem um advogado, nem um arquitecto, nem um enfermeiro, nem um… Percebe-se para quem ele quer governar.

Fernando Mendes

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GERAÇÃO À RASCA – texto fantástico

por Pedro Sousa em 21 de Março de 2011

em País

Não sei de quem é, mas acho excelente!!

 

Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

 

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

 

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

 

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

 

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

 

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,  porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

 

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

 

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

 

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

 

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

 

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

 

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

 

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim

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Último artigo no jornal Roda Viva

por Pedro Sousa em 4 de Março de 2011

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“Da cidadã ninguém se lembrou, do número de contribuinte faltoso não faltou quem se lembrasse”

http://www.rodaviva.pt/?action=noticias&id=935&seccaoid=3

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UMA IMPORTANTE DISCUSSÃO NA CÂMARA DE LISBOA

por Pedro Sousa em 22 de Janeiro de 2011

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PS e PSD acordaram uma reorganização do número de freguesias no distrito de Lisboa, que passariam de 53 para apenas 24, incluindo a nova freguesia do Oriente. 

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A MESES DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS UM ESCLARECIMENTO

por Pedro Sousa em 1 de Novembro de 2010

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Espero, sinceramente, que quem quer que seja que venha a ganhar as próximas eleições o faça com maioria absoluta.

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JORNALISMO DE SARJETA

por Pedro Sousa em 26 de Outubro de 2010

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Veja-se como se tratam dois importantes dados sobre Portugal no jornal Público:

- Portugal desceu 1 (um) lugar no Índice de Prosperidade. Título da notícia “Portugal desce para 26º lugar no Indice de Prosperidade”

- Portugal SUBIU 3 LUGARES numa análise quanto à percepção da corrupção e o título da notícia é “Corrupção: Portugal na 32ª posição entre 178 países”

Valorizar a descida de 1 lugar no ranking da prosperidade e propositadamente esconder a subida de 3 lugares em algo como a corrupção, demonstra bem o foco!!

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