por Pedro Sousa em 10 de Maio de 2008
em País
O líder da bancada do PS, Alberto Martins, foi ontem à reunião do grupo parlamentar socialista pedir maior assiduidade aos deputados nas reuniões do plenário. O dirigente da maioria referiu que o trabalho político nos gabinetes não pode ser usado como justificação para a ausência dos debates parlamentares.
Um alerta feito um dia depois da discussão na Assembleia da República das propostas de lei de segurança interna e organização criminal – um debate onde chegaram estar apenas 25 deputados da maioria socialista e cinco do PSD. Os sociais-democratas foram, aliás, apontados na reunião de ontem como um exemplo que o PS não deve seguir. (aqui)
por Pedro Sousa em 2 de Maio de 2008
em País
Apesar de toda a contestação, o Partido Socialista continua, a um ano das eleições legislativas, no limiar da maioria absoluta, e José Sócrates com um saldo de popularidade invulgar. Este mês o PM volta a subir mais umas décimas estando quase nos 30%, sendo apenas ultrapassado pelo Presidente da República. À esquerda do PS, PCP e BE mantêm a tendência de subida, atingindo – quando somados – 18,8% das intenções de voto. Já os partidos à direita dos socialistas – PSD e CDS/PP – reúnem 33,2% das intenções de voto, estando assim abaixo do resultado obtido nas últimas eleições legislativas.
No mês em que se demite e depois de conhecida a sua decisão, Luís Filipe Menezes obtém a sua maior subida e atinge o saldo positivo que lhe escapava há seis meses estando próximo dos 4%.
Por outro lado, Cavaco Silva regista a sua maior quebra na bolsa de popularidade, porventura resultado da condescendência com que tratou o presidente do governo regional da Madeira durante a sua recente visita à região. O Presidente da República cai 7,4% em termos de popularidade podendo inferir-se deste resultado que, ao contrário da doutrina fixada por Jorge Coelho para o PS, quem não se mete com Alberto João Jardim, leva!
site do Jornal Expresso (02/05/2008)
por Pedro Sousa em 1 de Maio de 2008
em País
Cavaco Silva continua de respostas engraçadas…
Primeiro na Madeira, para fugir às questões, disse que o PR trazia bom tempo e bonança;
Agora, em Graz, na Austria, quando lhe perguntaram sobre o PSD disse que ouvia mal, que quando estava no estrangeiro não gostava de falar de questões nacionais. Curiosamente, quando lhe falaram das alterações das previsões de Bruxelas para o crescimento de Portugal em 2009, a lingua soltou-se e fartou-se de dar recados.
Dupla personalidade?
por Pedro Sousa em 28 de Abril de 2008
em País
Vou dar-lhe algumas das razões pelas quais um socialista também pode ficar satisfeito com a sua candidatura. Em primeiro lugar, para o bem do PS que fica estimulado a não adormecer e a não enviesar a linha reformista que o distingue do resto da esquerda e do PSD dos últimos doze anos. Depois, por tornar claro ao eleitorado da esquerda o que distingue o PS do PSD, alertando para o que esse eleitorado perde se o PS perder a maioria. Mas também por revigorar a direita, estendendo-a ao seu território real e não ao das sondagens do desagrado, o que reforça a autonomia do PSD e previne participações cruzadas e espúrias com o PCP ou o BE, a que o líder cessante não foi capaz de resistir, na ânsia de capitalizar descontentamento. Finalmente, a sua candidatura dá alegria a muitos dos meus amigos do PSD que levam a sério estas coisas da governação. Todos gostamos de ver os amigos felizes.
(artigo completo aqui)
por Pedro Sousa em 28 de Abril de 2008
em País
Razão tem o Sr. Presidente da República… os jovens estão-se a marimbar para a democracia, infelizmente.
No entanto, o Prof. Cavaco Silva devia lembrar-se que, permitindo que desrespeitem a democracia, à sua frente, sem que este intervenha, também não ajuda nada!! E foi isso que todos vimos na Madeira.
por Pedro Sousa em 22 de Abril de 2008
em País
Curioso… pelo que se pode ouvir agora, o futuro do PSD tem quase 70 anos. Poder-se-à contar com ideias novas?
por Pedro Sousa em 21 de Abril de 2008
em País
Os relatos da longa visita de Cavaco Silva à Madeira – uma semana inteira, que a agenda divulgada está longe de justificar – deixaram-me a estranha sensação de que o Presidente está de visita a um país estrangeiro: uma espécie de Palop, só que um Palop muito especial onde pagamos um alto preço por a bandeira nacional ainda flutuar onde o governo local consente.
A visita de Cavaco à Madeira é uma nódoa que não sairá tão cedo, um momento de vergonha e capitulação que veio manchar uma Presidência até aqui pacífica, louvada e isenta de riscos. Mas, na primeira vez em que tinha de correr riscos políticos e assumir-se como representante primeiro da nação portuguesa, Cavaco Silva mostrou a massa de que é feito. E deixou muitas saudades de Presidentes com coragem e capazes de distinguir aquilo que, às vezes, é essencial e de que não há forma de fugir.
Miguel Sousa Tavares. Texto completo aqui
por Pedro Sousa em 20 de Abril de 2008
em País
O PSD é um partido que se quer forte, estável e com uma história da qual se pode orgulhar. Mas se é assim, como é que, em média, um líder não dura mais de 2 anos e 5 meses?
E esta média é influenciada pelos 10 anos de Cavaco Silva, não fosse isso e a média ainda era pior. O PSD é um género de Governo à italiana, que pouco dura.
por Pedro Sousa em 17 de Abril de 2008
em País
5.587.300
era o total da população activa, no final de 2007, segundo o INE