por Pedro Sousa em 18 de Março de 2009
em País
Dois alunos, de 14 e 15 anos, acusam um professor de Educação Física da Escola Básica 2,3 Neves Júnior, de Faro, de agressão. Ambos confirmam o acto violento com hematomas, num ombro e numa anca, que dizem terem sido provocados pelo docente.
Um dos jovens queixou-se a um elemento do programa Escola Segura da PSP, que elaborou uma participação do caso, entregue ao Ministério Público de Faro.
“O meu filho e outro colega estavam a comer pevides de abóbora e deitaram as cascas para o chão do pavilhão onde estava a decorrer uma aula de educação física”, explicou ao CM Cláudia Silva, mãe de um dos alunos. O professor terá exigido que limpassem o chão e até foi buscar uma pá e uma vassoura. “Os miúdos recusaram e o professor ter-se-á descontrolado, agarrou neles com violência, um de cada vez, e colocou-os fora do pavilhão”, afirma. Apesar de reconhecer “a atitude incorrecta dos jovens”, Cláudia quer ver apurado o caso, “pois nada justifica as agressões de um professor a estudantes”.
Francisco Soares, presidente do Conselho Executivo da EB 2,3 Neves Júnior, confirmou ao CM a ocorrência, afirmando “estar a preparar um processo” que lhe permita tomar medidas disciplinares a curto prazo.
“O professor confirmou-me que expulsou os alunos, por estarem a prejudicar uma aula. Face à sua recusa, pegou-lhes no braço para os expulsar, estranhando os hematomas”, disse.
por Pedro Sousa em 18 de Março de 2009
em País
Nota curiosa…
No processo de recrutamento que estamos a efectuar marquei para hoje 10 entrevistas em seguimento de um anúnico que colocamos. Desses 10 potenciais candidatos, 4 apareceram, 1 cancelou e os outros nem sequer se dignaram aparecer ou avisar.
Curioso…
por Pedro Sousa em 14 de Março de 2009
em País
Aquando do último relatório do Eurostat sobre comércio, escrevi este post onde mostrava a dualidade de critérios do Público. Quando há uma má notícia publica-se, quando há exactamente a mesma (na realidade até era melhor naquele exemplo!) mas em versão positiva, omite-se.
Hoje saiu mais um relatório que é, por sorte minha, exactamente o oposto do último. Entre os países mencionados, Portugal teve o segundo melhor comportamento (segundo pior há um mês) e o melhor em absoluto na Zona Euro (pior absoluto há um mês).
O título e parágrafo inicial no Diário Digital há um mês:
Retalho: Portugal liderou quebra na zona euro em Dezembro
As vendas no sector de retalho nacional caíram 6,9%, em Dezembro do ano passado, a segunda quebra mais forte no conjunto da União Europeia, indicam dados preliminares do Eurostat esta quarta-feira.
Hoje:
Eurostat: vendas no retalho crescem em Janeiro na UE
As vendas no sector de comércio a retalho cresceram 0,6%, em Janeiro, no conjunto da União Europeia (+0,1% na zona euro), face a Dezembro de 2008, revelou o Eurostat esta sexta-feira.
Na RTP online há um mês, havia o título :
Vendas a retalho caíram quase 7% em Dezembro- Eurostat
Hoje: Pevas
Público há um mês, tinha o título:
Vendas a retalho de Dezembro recuam em Portugal mas estabilizam na Zona Euro.
Hoje: Pevas
O título da RTP não dava ênfase à posição relativa de Portugal, apenas ao nível, mas o mesmo não se passava com o texto. Hoje o oposto não mereceu referência. O Público foi muito claro ao comparar Portugal com a Zona Euro, mas hoje que teria a novidade oposta não mereceu notícia. Mas o prémio vai para o Diário Digital. Em ambos os casos teve notícia, no primeiro insistiu na comparação, e hoje nem piou no destaque.
http://apentefino.blogs.sapo.pt/
Encontro-me, a esta hora, a analisar centenas de CV’s para um anúncio que a empresa onde trabalho colocou para angariar comerciais.
Algumas coisas que me espantam:
- Pessoas cujo o primeiro emprego acontece quase aos 29 anos
- Pessoas que, candidatando-se a comercial, escrevem que a expectativa é um emprego na area do “consultório dental”
- Pessoas que respondem a um anúncio para comercial, dizendo que pretendem trabalho na area do “ciberjornalismo”(?)
- CV’s cheio de bonequinhos tirados do Powerpoint
- Pessoas que escrevem “Competências Básicas em Novas Tecnologias de acordo com o Decreto Lei 149/2001″ (?)
- Pessoas que colocam no valor mínimo (de remuneração aceitável) 150€
por Pedro Sousa em 10 de Março de 2009
em País
Se calhar um Magalhães ajudava a fazer a conta.

por Pedro Sousa em 9 de Março de 2009
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por Pedro Sousa em 8 de Março de 2009
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«Notifica-se V. Exa., na qualidade de Falecido, nos termos e para os efeitos a seguir mencionados: Para no prazo de 10 dias, vir aos presentes autos, levantar a certidão requerida» aqui

por Pedro Sousa em 2 de Março de 2009
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Miguel Sousa Tavares dixit:
A PSP, chamada por alguns vulgares cidadãos pais de família, no uso de um vulgar direito de cidadania, entendeu apreender alguns exemplares de um livro exposto chamado “Pornocracia” — de que ninguém tinha ouvido falar, mas que tinha a particularidade de reproduzir na capa o célebre quadro “A Origem do Mundo”, de Gustave Courbet, um grande plano realista de um sexo feminino. Ai, Jesus, o que os polícias foram fazer! Confundiram uma obra de arte com pornografia, atentaram contra a liberdade do editor, do livreiro e dos organizadores da feira, que outra coisa não visavam do que divulgar a arte e a literatura! O estimável jornal “Público”, por exemplo, sempre na vanguarda do politicamente correcto, fez disto um caso gravíssimo e, para mostrar a sua solidariedade com mais esta ameaça à liberdade, deu aos leitores meia página com o Courbet. E, no dia seguinte, claro, a PSP pedia desculpas por ter confundido um “nu artístico” com pornografia.
Eu, por acaso, até gosto do quadro e exactamente porque ele é chocante e perturbante. Não é, de forma alguma, um simples nu artístico e foi pintado de encomenda para o não ser: não tem nada que ver, por exemplo, com “La Maja Desnuda” do Goya ou as senhoras anafadas do Rubens. Está na zona indefinível de fronteira entre o erotismo e a pornografia, como as fotografias de Mapplethorpe, dependendo da sensibilidade e da abordagem de cada um. É uma pintura para ser vista no enquadramento que lhe cabe (o museu onde está ou uma exposição onde as pessoas sabem ao que vão), não para ser reproduzida, por exemplo, num cartaz de rua ou num anúncio de televisão. Ora, uma feira é um local público e, tanto quanto sei, quem se queixou foram pais, incomodados com a sua exposição a crianças. E eu acho que eles têm, pelo menos, razões que merecem ser ponderadas, por bom senso e bom-gosto. A desculpa da arte ou do erotismo não serve para tudo. As coisas têm o seu contexto e a sua liberdade própria. A liberdade de atirar o nu explícito de Courbet à cara de quem passa e o não procurou, de um pai indefeso que passeia uma criança pela mão numa inocente feira de livros, é uma falsa liberdade. Não fosse este novo saloismo de termos o terror de não ser ‘modernos’, e perceberíamos que a liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir.