e o PSD vai a reboque!
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Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!
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Foi o deputado do PSD, Miguel Frasquilho.
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O editorial do Público de hoje é sobre a crise e as consequências ao nível da perda de soberania para a Europa. Como pano de fundo, a “irresponsabilidade” do Governo na gestão das finanças públicas.
Quando o moralismo e a demagogia se juntam, pouco há a fazer — senão lembrar uns números elementares que mostram como a conversa da “irresponsabilidade” não faz nenhum sentido.
Conhecerá o Público o efeito dos estabilizadores automáticos, que aumentam a despesa social em tempos de crise (a protecção social subiu 3,3 mil milhões de euros entre 2008 e 2009)? Conhecerá o efeito da perda de receita pelo abrandamento da actividade económica (que levou a que entrassem menos 4,5 mil milhões de euros nos cofres do Estado de um ano para o outro)? Conhecerá a urgência de lançar pacotes anti-crise, como todos os países fizeram (que contribuíram para que as despesas de investimento subissem 2 mil milhões de euros entre 2008 e 2009)?¹
Somemos estes valores: 9,8 mil milhões. Ora, de 2008 para 2009, o défice orçamental subiu de 4,8 mil milhões (2,9% do PIB) para 15,4 mil milhões (9,4% do PIB): uma diferença de 10,6 mil milhões.
Em traços grossos, aqui tem a Direcção do Público a explicação para a “irresponsabilidade”.
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Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa “tablóide” nos habituou). E em última instância só responde ao que quer…Vital Moreira
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Reitero pela enésima vez… o Mário Nogueira, usando a FENPROF como forma de projecção (que não consegue enquanto membro do PCP) não deslarga e continuará sempre, sempre, em contestação, aconteça o que acontecer. Já o escrevi aqui várias vezes e agora continua…
“Se o que esta equipa ministerial quer é guerra, é guerra que vai ter” – Mário Nogueira
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Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia.
Li a coluna de opinião que todas as semanas publica num jornal má fama. Resisti a responder-lhe porque, com excepção de alguns equívocos e interpretações erróneas, é um desabafo que não ofende ninguém.
Tudo ponderado, achei que devia aproveitar a ocasião para esclarecer, mais uma vez, esta coisa horrenda que é ser um homem de convicções, sem telhados de vidro, num País de sacanas. E faço-o a pretexto da sua página porque se há alguém que me conhece bem como homem e jornalista é de certeza o Pedro. Vamos às questões de fundo. Em primeiro lugar, eu nunca na vida misturei notícia e opinião, nem servi duas causas incompatíveis – fazer jornalismo e política ou relações públicas.
Como qualquer pessoa, não me liberto dos meus subjectivismos pessoais, mas ao longo de uma vida inteira sempre soube de forma isenta, independente, séria e profissional, dirigir com equidade os órgãos de comunicação social de que fui director. A TSF, a SIC nos seus primeiros dez anos e muitos outros meios falam por mim e pelo meu trabalho. Dezenas de Jornalistas que formei e dirigi ou com quem fiz equipa demonstram-no sem ambiguidades. Hoje, estou afastado da vida jornalística activa (fui saneado mais uma vez pelo PSD) e exprimo a minha opinião e os meus pontos de vista quando me convidam para o efeito. Aí sou um cidadão com direito a opinião, num País livre. Sou só uma pessoa que tem respeito e consideração por José Sócrates. Quase não tenho contacto com ele. Nunca troquei nada com ele. Ele nunca me concedeu benefícios. Nunca lhe pedi nada. Nem ele a mim. Nem para o defender lhe pedi autorização. Eu defendo-o porque lhe reconheço mérito e uma enorme capacidade de servir o País e de fazer sacrifícios para o tornar melhor.
Mas também o defendo porque nunca vi um Primeiro-Ministro ser tão violentamente atacado por medíocres, cobardes, vermes, comprados para a tarefa de o aniquilar nos jornais. Nenhum Primeiro-Ministro no mundo, alguma vez, se sujeitou a tantos vexames, sem nunca mudar de caminho, sem nunca retaliar, sem nunca usar o seu poder para calar, acima de tudo, sem ceder à tentação de mandar tudo às urtigas e ir de férias.
Sei que escolhi o caminho mais difícil porque, nos dias que correm, não custa nada atacar e dizer mal de tudo. Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia. Por estranho que lhe pareça, meu caro Pedro, eu sou assim.
Emidio Rangel no Correio da Manhã
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O presidente executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava, acaba de ganhar o prémio de melhor CEO da Europa na área de serviços de telecomunicações, um galardão atribuído pela Institutional Investor, anunciou hoje a empresa norte-americana
(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=169140)
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Eis alguns retratos de Portugal pela pena corrosiva de Guerra Junqueiro nas “Anotações” anexas à sua obra “Pátria” publicada em 1896:
“ (…Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”; “Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”; “A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas”;
“Dois partidos (…) sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, (…)”;
”Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”; “Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;
“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares [...] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís (…).”
Pelo que se pode ler, e do resto que não coube nesta coluna, conclui-se que o drama nacional não é episódico. É idiossincrático.
José Luis Seixas
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Os números não enganam: os portugueses trabalham menos do que os europeus, mas, mesmo assim, têm recebido aumentos de salários superiores à média europeia. É assim na terra dos ‘direitos adquiridos‘.
I. Uma das coisas que mais choca numa certa mentalidade portuguesa, mantida pela cultura dos ‘direitos adquiridos’, é aquela estranha ideia de que o dinheiro não resulta do trabalho. Ao longo das últimas décadas, os ‘tugas desligaram a ideia de ‘riqueza’ da ideia de ‘trabalho’. Tenho sempre a impressão de que muita gente acha que o dinheiro é um acto administrativo. Isto é, muita gente acha que “eles” (o governo) tem uma torneira mágica, e que basta abrir administrativamente essa torneira para haver aumento de salários.
II. Só há uma maneira de sairmos da crise: temos de trabalhar mais. Os números não enganam. Os portugueses trabalham 38.8 horas por semana, quando a média europeia é de 40. Os portugueses colocaram Portugal a crescer apenas 1,45% (entre 2004 e 2007), enquanto que a média europeia de crescimento foi de 2,63%. Mas, apesar disto, os portugueses receberam um aumento real de salários de 3,9%, enquanto que o aumento real na Europa foi só de 2,1%. Há aqui muita coisa que não está certa nas contas portuguesas.
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