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País
Ninguém quer debater nada sobre educação. O que interessa são frases feitas e tempos de antena para indignações totalmente disparatadas sem sequer se tentar perceber o que está em jogo. A forma como os vários partidos da oposição, ossindicatos dos professores e muitos comentadores reagiram às declarações da Ministra da Educação em relação ao necessário debate sobre o insucesso e o abandono escolar, recolocando o problema das reprovações numa base diferente daquela que até hoje vigora, pelo investimento das famílias, dos alunos e dos professores no trabalho e na responsabilização, tentando que se aumente o nível de aprendizagem de cada aluno, demonstra, mais uma vez, a falta de verdadeiro debate, não só político como técnico. Mal se fala em pensar a sério sobre qualquer assunto, todos os esforços se unem para matar as ideias à partida, para destruir qualquer embrião de mudança.
O objectivo de qualquer escola, de qualquer sociedade, deve ser que todos os seus membros atinjam o mais elevado grau de aprendizagem e de formação, num mundo que se transforma cada vez mais e cada vez mais depressa. Como Isabel Alçada diz, devemos olhar para os melhores resultados atingidos noutros países, com outros sistemas, compará-los e melhorar o nosso. Não nos devemos resignar a ser piores que os outros porque a nossa sociedade não dá valor à educação. É precisamente aí que se deve actuar, a começar nas escolas. Isso exige muito mais dos pais, dos alunos e dos professores, não menos.
Já foi encontrado o mote para destruir mais uma Ministra da Educação - a Ministra que quer acabar com os chumbos, acabar com a exigência e o rigor, aumentando o facilitismo.
Sofia Loureiro dos Santos
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Já referi neste post que o PSD já deu vários sinais de qual a sua visão (redução de salários e pensões; 15% de cortes na função pública).
Agora, continuam os avisos: Pedro Reis, escolhido por Passos Coelho para coordenar as ideias para o tecido empresarial começou já por referir em entrevista ao Jornal I “Os salários e os impostos estão 15% acima do que deviam“.
Como já disse… os portugueses que optarem por esta linha não se podem queixar de não andarem a ser avisados!
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Excelente artigo de António Pina (um dos que mais gosto de ler diariamente) no JN de hoje
A ideia de acabar com os chumbos não é da ministra Isabel Alçada, é de algum eduquês desconhecido que anda pelo Ministério pelo menos desde o tempo de Roberto Carneiro.
E que há-de ser um grande vendedor de ideias pois a generalidade dos ministros aparece com a original ideia de acabar com os chumbos menos de um ano depois de ter tomado posse.
Só os argumentos vão variando. Desta vez é fazer como “na Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca” onde, “em vez de chumbar, os alunos com mais dificuldade têm apoio extra”.
É certo que, na Noruega (12 alunos por professor no Básico e 8,2 no Secundário, contra 28 a 30 em Portugal), 40% das escolas básicas “são tão pequenas que crianças de diferentes idades têm aulas juntas” e que, na Suécia, cerca de 60% das escolas do 1.º Ciclo funcionam com menos de 50 alunos.
Por cá, a ministra que quer apoio personalizado para os”alunos com dificuldades” é a mesma que fecha as pequenas escolas de proximidade e manda as crianças de camioneta para mega-escolas anónimas e indiferenciadas nos grandes centros. Mas por algum sítio temos de começar para sermos suecos, não é?
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Segundo o Eurostat, o abandono escolar precoce em Portugal era de 46,6 pontos percentuais em 1998, passando para 41,2 em 2003, 38,8 em 2005, 39,1 em 2006, 36,9 em 2007 e 35,4 em 2008. O abandono escolar desceu assim quase 13,7 pontos percentuais em dez anos em Portugal, sendo mesmo a redução mais acentuada em toda a União Europeia.
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a uma Câmara PSD, com larga maioria, que faz isto:
Câmara de Paredes atribui Medalha de Ouro à ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues.
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Já sei que vem aí o fim do país, que somos miseráveis, que não nos safaremos… sei isso tudo. Deixem-me só saborear estas pequenas coisas:
Banco de Portugal revê em alta o crescimento em 2010 (TSF)
As vendas de automóveis novos em Portugal dispararam 57,7 por cento no primeiro semestre do ano (Expresso)
Risco de pobreza desceu em Portugal (Diário Económico)
Mantem-se a desacelaração do crescimento do desemprego pelo 8º mês consecutivo (Jornal de Negócios)
Pronto, podemos continuar com as angústias…
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Miguel Frasquilho, Abril de 2010 “Frasquilho defende redução de salários e pensões”
Paulo Rangel, Julho 2010 ao Jornal Público “Acho que os dois [redução salarial e aumento de impostos] devem ser combinados.”
Ernâni Lopes, Jornadas Parlamentares do PSD, Julho 2010 “Ernâni Lopes pede corte de 15% nos salários da função pública”
Uma coisa é certa… os portugueses não podem dizer que não andam a ser avisados.
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Quando colocou as mãos a umas supostas escutas foi um ver se te avias a publicar edições especiais e a fugir para fazer de conta que não conheciam providências cautelares… foi uma sem vergonhice pegada e, viu-se mais tarde, ilegal.
Curiosamente, o mesmo jornal apelidado de vigarista, desonesto, aldrabão e excrável por Carlos Queirós, decidiu “não divulgar o respectivo registo audio“.
Que enorme palhaçada se tornou este jornal… aceitam-se apostas quanto ao período a decorrer até ao seu encerramento ou mudança de director.
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