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Com a devida vénia

SOBRE A GESTÃO DA BANCA

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Com a devida vénia,País

Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana:

Hoje em dia, toda a ctividade económica parece decorrer num ambiente de ignorância. Greenspan não sabia que estava a preparar uma crise de dimensões históricas. O Banco de Portugal não sabia que as contas do BPN não batiam certo. Os administradores do BPN não sabiam de nada. Eu próprio desconheço, por completo, o que se passa nos bancos portugueses e, à primeira vista, todos os seus gestores me parecem pessoas de bem. É possível, por isso, que eu seja administrador de um banco sem que o saiba. Tenho o perfil e a doce inconsciência que o cargo, aparentemente, exige. Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivessemos tido a sorte de falir. Em todo o caso , a palavra chave é «desconhecimento».

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Portuguese Scientists Discover New Mechanism That Regulates Formation Of Blood Vessels

Researchers in one of the external groups of the Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), in Portugal, have discovered a novel mechanism which regulates the process whereby new blood vessels are formed and wounds heal, including chronic wounds, such as those found in diabetic patients and those suffering from morbid obesity.

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O QUE EU GOSTAVA DE TER ESCRITO XXIII

por Pedro Sousa em 26 de Novembro de 2008

em Com a devida vénia

Por aquilo que se vai vendo e ouvindo temos de concluir que todos os professores eram exemplares, que quando não havia a burocracia da avaliação todos tinham tempo para preparar bem as aulas, o absentismo era quase nulo, as escolas eram geridas exemplarmente. A “escola pública” era um modelo de virtudes que a Lurdes veio estragar. A progressão nas carreiras era mais estimulante quando era automática, a avaliação era bem feita quando não existia, as aulas de substituição não eram necessárias porque ninguém faltava, a “escola pública” era um modelo para o mundo.

Apetece-me perguntar onde estão (ou estavam) os defensores da “escola pública”:

Quando professores do ensino público vão a correr para casa ganhar pequenas fortunas (livres de impostos) em explicações dadas aos mesmos alunos que são mal sucedidos na mesma “escola pública” onde os seus “explicadores” dão aulas?

Quando em muitas escolas é necessário meter cunhas para que os filhos não vão parar a turmas de repetentes.

Quando muitos professores só vão ler o nome dos seus alunos no dia da “apresentação” sem que antes, apesar dos meses de férias se tenham interessado pelo currículo escolar desses alunos.

Quando se organizam turmas a pensar nos horários dos amigos dos conselhos directivos que ficam as melhores horas e os melhores alunos, deixando as turmas dos “repetentes” a professores menos experientes que caíram de pára-quedas.

Quando se faltavam semanas usando a lei que permitia entregar o atestado até vários dias depois da primeira falta para que esse atestado nunca chegasse a ser verificado por um médico.
Quando os artigos 4.º (os tais que foram introduzidos em Portugal para permitir às mulheres faltar nos dias mais complicados do período menstrual).

Quando professores com o 7.º ano antigo receberam um curso de faz de conta para serem equiparados aos professores licenciados e atingirem rapidamente o topo da carreira, algo que para muitos funcionários públicos exige concursos com prestação de provas e nem sempre há vagas.

Quando se instalou na sociedade portuguesa a ideia de que a vantagem de ser professor era permitir cuidar melhor dos filhos ou ter uma segunda actividade, explicações, pequenos comércios, empresas de contabilidades, etc., etc..

Onde estavam os defensores da escola pública quando, durante décadas, a qualidade do nosso ensino era inaceitavelmente baixo?

Não tenho a mais pequena dúvida de que os professores não são nem melhores, nem piores do que os outros grupos profissionais, que há uma maioria de bons profissionais, só não entendo porque razão as escolas deverão ser um mundo à parte, gerido por e em função dos interesses privados de um grupo profissional que, recebendo ordenados pagos pelos contribuintes, acha que nenhum governo pode adoptar medidas que os prejudiquem nos seus interesses privados.

É evidente que os professores não são contra as aulas de substituição ainda que nunca as tenham proposto, são defensores da avaliação ainda que nunca a tenham defendido, agora que foi proposta uma mudança na escola os defensores da “escola pública”, com Mário Nogueira à frente têm soluções para todos os males.

Os defensores da “escola pública” até poderão levar avante a sua chantagem sobre a democracia, impondo a “maioria absoluta” das ruas, mas dificilmente poderão recuperar a credibilidade perdida quando alguns dos seus não hesitaram em aplaudir e elogiar os pirralhos que alguém mandou atirar ovos e tomates aos que são detestados pelos defensores da “escola pública”, ou quando outros que educam os portugueses se referem a governantes por “gajos” e “gajas”.

Talvez seja tempo de dizer a Mário Nogueira e outros auto-intitulados defensores da “escola pública” que a defesa da escola pública cabe a todos os portugueses, aos pais, aos alunos e aos professores, e até aos que não pertencendo a este grupo têm este direito e dever de cidadania. É preciso dizer a estes defensores profissionais da “escola pública” que a defesa desta começa pela sua qualidade e não pelo bem-estar de um grupo profissional.

A defesa de uma escola pública é de todos os cidadãos, até dos muitos que optam por pagar fortunas para colocar os filhos em escolas privadas, assegurando-lhes um ensino com a qualidade que estes defensores oportunistas da “escola pública” nunca defenderam.

Todos os professores estão de acordo com a manutenção da “escola pública” tal como estava? É uma opção deles, mas essa unanimidade não os torna accionistas maioritários da escola pública por isso mesmo, porque a escola é pública e em democracia a coisa pública é gerida pelo Estado, pelo menos enquanto não regressarmos ao corporativismo.

Muitos professores votaram PS e estão desiludidos porque o governo não os tratou como cidadãos de primeira, reservando as medidas difíceis para quem votou nos outros partidos? Então façam como os portugueses que estão descontentes, nas próximas eleições votem no Paulo Portas, na Ferreira Leite, no Louça ou no Jerónimo de Sousa, dêem a maioria absoluta ao partido do Mário Nogueira, vão então ver qual é a maioria que conta, se a dos eleitores ou a do CC do partido, estou certo de que o Jerónimo de Sousa não só voltará a pôr tudo como estava como, ainda por cima, lhes vai instalar uma colónia balnear na praia da Messejana.

daqui: http://www.jumento.blogspot.com/

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O que eu gostava de ter escrito XXI

por Pedro Sousa em 7 de Setembro de 2008

em Com a devida vénia

Segundo Pacheco Pereira, o PSD fiscalizará o governo em tempo real, mas isto não implica que tome decisões sobre as medidas.

Ou seja, quando chegarmos à eleições legislativas teremos um governo bem escrutinado, não sabemos é qual é alternativa que se lhe oferece.

Parece-me uma estratégia muito interessante e que demonstra, de facto, que o PSD não tem alternativa a esta governação. O que é assustador.

daqui: http://defenderoquadrado.blogs.sapo.pt/379958.html

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Para quem perceber bem inglês, umas valentes garagalhadas 

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O que eu gostava de ter escrito XIX

por Pedro Sousa em 29 de Julho de 2008

em Com a devida vénia

Os portugueses têm demasiada liberdade. Não têm demasiada liberdade política (a tal de que falam o Rui Albuquerque e o Pedro Arroja), antes pelo contrário, mas têm demasiada liberdade para fazerem o que lhes dá na veneta, sem prestarem contas a ninguém.
Evidentemente que nem todos os portugueses têm ou usufruem desse excesso de liberdade, mas um número significativo e talvez maioritário de portugueses vive com mais liberdade do que os cidadãos doutros países desenvolvidos do mundo ocidental.
Em particular, gostaria de destacar o grupo dos jovens, porque são os que têm mais sangue na guelra e portanto mais energia para desfraldarem a bandeira da liberdade. Os jovens portugueses usufruem de uma liberdade sem paralelo em qualquer outro país. Até à entrada para a Universidade quase nada se lhes exige. Quando chegam à adolescência entregam-se a uma vida de ócio, entre os jantares fora, os bares e as discotecas até de madrugada. Dormem durante o dia, levantam-se para ir para a praia e quando chega a hora de jantar reiniciam o ciclo da noite.
Não lêem um livro, não abrem um jornal, não se interessam por quaisquer assuntos que exijam uns segundos de concentração mental. Fazem de facto o que lhes dá na veneta e portanto sentem-se livres.
Outros grupos sociais partilham desta liberdade pessoal. Centenas de milhares de portugueses que vivem de subsídios do Estado, centenas de milhares que se reformaram precocemente e que se dedicam “a pastar” e ainda muitos que se sentam à mesa do OE, sem nada contribuírem para a riqueza nacional. Todas estas pessoas se sentem livres.
Quem propicia esta liberdade pessoal, sem paralelo, é um grupo minoritário de portugueses que são escravos da maioria. Não tenho dados concretos para saber quantos são, mas penso que não andarei muito errado se arriscar falar de 1,5 a 2 milhões de pessoas. 15 a 20% da população.
Ora no regime político em que vivemos, esta minoria vive escravizada pela ditadura da maioria. Com o devido respeito, não concordo com a tese do Rui Albuquerque de que é necessário erguer de novo a bandeira da liberdade (os portugueses têm-na demais), nem com a tese de Pedro Arroja de que os portugueses não querem ser livres.
O caminho para um sistema politico liberal é a revolta dos escravos.

daqui: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/07/rave.html

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Ora nem mais…

por Pedro Sousa em 28 de Julho de 2008

em Com a devida vénia

People everywhere confuse what they read in newspapers with news.

 A.J. Liebling

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O que eu gostava de ter escrito XVIII

por Pedro Sousa em 15 de Julho de 2008

em Com a devida vénia

Quando assisto aos acontecimentos em Loures e vejo uma manifestação junto à Câmara Municipal de Loures interrogo-me sobre o dualismo com que a pobreza está a ser tratada em Portugal, dualismo que está presente cada vez mais no discurso político.

Lembrei-me de um caso que há alguns meses passou na nossa comunicação social, que dava conta da intenção da Segurança Social de tirar os filhos a uma mãe por não os ter condições para criar, trabalhadora agrícola não tinha emprego certo, por ser pobre não tinha casa em condições. Isto é, enquanto os “pobres” da cidade fazem uma manif para trocar de casa e beneficiam de rendimento mínimo, tanto maior quanto mais se multiplicar a prole, ali ao lado, para os lados de Santarém, o mesmo Estado recusa o direito de ser mãe a alguém que nada recebia do Estado. Há algo de errado em tudo isto.

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Humor politico extraordinário!!

por Pedro Sousa em 6 de Julho de 2008

em Com a devida vénia

Lewis Black é um dos maiores comediantes de stand up nos Estados Unidos. Para quem perceber bem inglês, sugiro uma pesquisa no Youtube com a frase Lewis Black – Black On Broadway. São 6 videos de fazer chorar. Mas existem mais…

Deixo aqui um “aperitivo”.

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Quem perde mais… o FCP ou a AMP?

por Pedro Sousa em 5 de Junho de 2008

em Com a devida vénia

As consequências desse facto são, não apenas para os portistas mas, sobretudo, para os portuenses, avassaladoras. Goste-se ou não de futebol, seja-se ou não do Futebol Clube do Porto, ame-se ou odeie-se o seu Presidente, qualquer cego vê que numa cidade em profunda crise económica e depressão social, o FCP é uma das muitas poucas marcas que traz prestígio, bom nome e dinheiro para a cidade. A ausência da Liga dos Campeões, para além das sombras de suspeição que lançará sobre a história das últimas décadas do clube, comportará consequências económicas graves para a cidade, com perda de turistas, de movimento no comércio local, na restauração, na hotelaria, no Aeroporto Sá Carneiro, etc. Para além do prestígio quase irremediavelmente abalado, obviamente.

daqui: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/06/porto.html

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