NO ‘CÂMARA CORPORATIVA‘
Actores
• Manuela Ferreira Leite, ministra das Finanças do Governo Barroso/Portas • Carlos Tavares, ministro da Economia do Governo Barroso/Portas • Arlindo Carvalho, ministro da Saúde de Cavaco e mandatário de Santana Lopes nalgumas das muitas eleições a que este conhecido político costuma concorrer • BPN
Figurantes:
Ministério Público
Guião:
Arlindo de Carvalho, vá-se lá saber porquê, presidia a uma empresa detida pelo antigo IPE, Investimentos e Participações do Estado. Um dia, quis adquirir cerca de um terço (1/3) do património da empresa que dirigia.
Se bem pensou, melhor o fez. Arlindo de Carvalho constituiu uma empresa com a sugestiva designação de Pousa Flores e, no próprio dia em que estava entretido a criá-la, os então ministros das Finanças e da Economia, Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares, assinaram um despacho conjunto ordenando que o património que o ex-ministro da Saúde tinha debaixo de olho fosse apenas e só vendido à sociedade Pousa Flores.
Assim, estabelece o despacho conjunto de Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares: “A transmissão será feita para uma sociedade que terá como sócios quadros ou administradores da sociedade em venda, com a denominação Pousa Flores.”
Mas, não havendo então o Simplex, o despacho ministerial não deixa de ter em conta a possibilidade de um atraso na constituição da sociedade Pousa Flores, prevendo uma segunda hipótese para a transmissão do património: “Ou outra, aprovada pelas entidades competentes para o efeito, com sede na Avenida General Eduardo Galhardo, n.º 225, 2775-564, Carcavelos” — ou seja, a morada da empresa Pousa Flores. No fundo, os antigos ministros declaravam que só empresas com aquela morada poderiam comprar.
A Pousa Flores acabou por fazer o negócio por 36 milhões de euros, ficando na posse de um vasto património imobiliário. Só com duas vendas posteriores, a empresa de Arlindo de Carvalho facturou 37,4 milhões de euros.
O Ministério Público arquivou o caso. Não consta que o Dr. Palma ou o sindicato a que preside tenham exercido o inalienável direito à indignação.
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Adoro,adoro, adoro..
O Mário Zambujal deve torcer-se todo se por acaso acessar a estas
Crónicas dos Bons Malandros.
Blogs Arouca Biz…do melhor!
estou estupefacto!!
eu não sabia nem nunca imaginaria que tão ilustres personalidades pudessem ter feito isso!
logo essas pessoas que referes!
ainda se fosse o Dias Loureiro, ou o Mira Amaral!!
Agora estes!!?!!
Tens razão!!
porque fui roubado, posso roubar! è a justiça suprema!
por mim estou de acordo!!
quero já um despacho a permitir a troca dos meus descontos para a segurança social, por bem imobiliário a designar… por mim!
Pronto!
Como na matemática pura, o corolário é algo de ponto final em que todos acreditámos.
Se outros roubaram, delapidaram, mentiram, ocultaram e todo o mundo assoboiou, para que vamos implicar com as pessoas “honestas de hoje em dia”.
Bolas, o Sócrates e Vara são dois herois!!!
e eu que não sabia disto!!!!
um abraço
inquito