LIVRO “MÃOS NA TERRA DA GELATINA”

por Pedro Sousa em 31 de Janeiro de 2010

em Arouca

Enrolada num avental incandescente de basalto e com uma touca de nuvens brancas, Dona Terra mexia e remexia um enorme tacho onde fervia um espesso magma a altas temperaturas. Preparava uma sopa de pedra muito especial, com que pretendia brindar um amigo de longa data: o Geoparque Arouca.

Agora que o seu amigo era uma pessoa importante, e que andava nas bocas do mundo por guardar no seu território várias relíquias da sua história, Dona Terra não podia descurar nenhum detalhe da sua maravilhosa receita de sopa de pedras parideiras, que o Geoparque tanto apreciava. E revia, em voz alta, a lista de ingredientes que adicionava a tão afamada sopa:

- Muitas tonaledas de quartzo, algumas toneladas de feldspato e umas quantas toneladas de micas… Hum, não podem ser quaisquer micas, têm de ser sobretudo biotites [...]

Inicia-se assim o livro “Mãos na Terra da Gelatina”, uma publicação efectuada ao abrigo dos Programas Educativos do Geoparque.

Tive o privilégio de estar no lançamento deste obra que me parece muito feliz e que pretende de forma pedagógica explicar a história do Geoparque aos jovens. Além disso, inclui deliciosas receitas que incluem gelatina e que pais e filhos podem partilhar.

No fim, vimos algumas das preparações que parte da equipa da AGA efectuou e que mereceram aplauso generalizado. E bem merecido, diga-se.

Coloco algumas fotos aqui, mas avisando que, tendo sido tiradas por telemóvel, não fazem verdadeira justiça à fantástica mesa que nos esperava. Espero que, em breve, a restauração em Arouca aproveite estas excelentes ideias e comecemos a ver alguns destas sobremesas nos seus menus

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1 inquieto 4 de Fevereiro de 2010 às 10:25

Muito bom dia!

Como arouquense, muito me agradam as coisas boas que por cá se fazem. Sobretudo, e neste aspecto particular, a restauração que muito tem evoluído, em quantidade e qualidade. De Saudar!
No entanto começo a sentir, e já não sou só eu, que o GEOPARK é só trilobits, e que Arouca é quase só o GEOPARK. Ora temos um exemplo maravilhoso que evidencia um certo provincianismo que habitualmente cai sobre nós. Não me revejo e se for perguntado aos arouquenses já sei qual é a resposta. Passa-se o mesmo com as promessas de estradas que nos fazem, e nós acreditámos, com a vinda de um deputado que nada tem que ver com Arouca e nás curvanos as nossas já massacradas costas, etc., etc.
Devemos, particulares e instiuições puxar pelas golas e levantar a cabeça, mas acho que plantar placas do GEOPARK em todas as entradas da Arouca, decorar as nossas escolas com trilobits, encher os nossos jornais, parece-me olhar demasiado curto, e esquecer que o horizonte é largo e é de lá que nós queremos ser vistos.

Um abraço,

inquieto

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