Esclarecimentos da Ministra da Educação!

por Pedro Sousa em 21 de Março de 2008

em País

Num gesto de democracia com poucos precedentes em Portugal, a Ministra da Educação disponibilizou-se para responder a diversas perguntas enviadas por e-mail.

A ler…

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Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico, numa instituição privada.
Estando eu agregado a uma escola privada, estou habituado a um sistema de avaliação permanente – apesar de informal e sem documentação a sustentar a mesma – e quando soube da intenção do ministério muito me satisfez.
Confesso que ainda senti alguma resistência à ideia, mas é urgente abalar esta corporação em que se transformou o ensino.
Nos últimos tempos tenho ouvido expressões como: “A escola é dos professores” ou “Os professores não são os alunos” – esta frase destinada a sublinhar a estranheza face à mobilização de professores do passado sábado, dia 8 do corrente.
Sinto que o que se passou foi o facto de os bons professores – aqueles a quem esta avaliação interessa de verdade – terem sido arrastados para um clima de insatisfação um pouco devido a uma falta de informação – ou encobrimento da mesma por parte dos sindicatos. Como poderá a Senhora Ministra reverter este quadro? Como trazer de volta os bons professores, os principais interessados nesta avaliação?
Tenho dito sempre que a obrigação do Governo é a de explicar as medidas introduzidas e é isso que tenho procurado fazer em sucessivas ocasiões. Por outro lado, julgo que à medida que as políticas forem mais conhecidas o descontentamento diminuirá: foi assim com as aulas de substituição ou com o concurso de professores. Mas estou também convicta que só quando o modelo de avaliação for posto em prática as suas virtudes serão valorizadas, os professores apropriar-se-ão dele, e tornarão o modelo melhor. A melhoria dos resultados escolares e do funcionamento da escola pública e o aumento da confiança dos portugueses no serviço público de educação poderá, também, vir a ser compensador para os professores.

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Têm entre 17 e 23 anos e são provenientes de : Águas Santas, Baguim do Monte, Ermesinde, Nogueira da Maia (Porto), Escariz (Arouca), Fátima, Alcaravela, Cacém, Algueirão e Monchique.

Ali, tal qual agentes especiais desta “Missão impossível” vão viver o Tríduo pascal e anúncio da Ressurreição do Senhor. (link)

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Estranha justiça, esta…

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em País,Repita lá?!?!?!?

Daniel Oliveira, conhecido articulista da nossa praça e soberbo “gerente” do blog Arrastão, foi condenado em tribunal a pagar 2.000 € a Alberto João Jardim, por tê-lo chamado, em artigo no Expresso, “Palhaço Rico”.

Curiosamente, Alberto João Jardim chamou “filhos da p***” e “bastardos” aos jornalistas e continua a pavonear-se por aí, sem pagar multas a ninguém. Acho que se chama a isso imunidade parlamentar… já há muito que, para os lados da Madeira, a vergonha é conceito estranho.

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A nossa educação é a mesma de 1888?

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em Com a devida vénia

Fui à estante buscar o Oliveira Martins e abri nos escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888. Deixo-vos apenas alguns excertos deliciosos:

22 de Junho de 1888
Resta saber que espécie de homens se estão formando nas famosas escolas leigas, e com o ensino estapafúrdio dos nossos liceus. (…)
Este estado de espírito é o dos que, apesar de livres pensadores, acham preferível confiar a educação dos filhos aos jesuítas.
24 de Agosto de 1888
O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)
A Indústria dos compêndios escolares viça à custa dos cérebros das crianças e das algibeiras dos pais. (link)

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images.jpgSegundo o estudo de audiências Bareme Rádio 2007 da Marktest, [...] Na região do Entre Douro e Vouga (EDV) apenas a Rádio Regional de Arouca ultrapassa a Azeméis FM. (link)

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Um blog de Chaves mete o dedo na ferida… afinal, analisando os presentes na masnifestação “espontânea” que recebeu Augusto Santos Silva, os professores eram poucos… muitos eram os elementos do PSD.

 A leitura de quem, estando lá, teve uma visão mais realista:

“Analisando as imagens da reportagem da “RTP” pode-se constatar que a maioria dos manifestantes nem sequer eram “professores”. Estava composta por conhecidos simpatizantes do “PSD”, seus familiares e crianças. Não reconheço, sequer, nenhum dos ditos manifestantes como Flaviense.

[...]

Recuso-me a acreditar que alguém digno do nome de “Professor” pudesse chamar “fascista” e “palhaço” a um ministro de um governo democraticamente eleito. Os Poucos “professores” que participaram na “Arruaça”, alem de maus cidadãos e maus “professores”, são gente sem valores éticos e democráticos que se exigem a quem educa as novas gerações. Inclusive, alguns dos manifestantes são cobardes ao esconderem a cara , enquanto insultam, com o receio de serem identificados.  (link)

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O ex-ministro “no activo”

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em País

A peregrina teoria de que não se podem fazer reformas contra alguns dos seus destinatários. Claro que não se podem, pelo menos não se devem tentar reformas contra o que o legítimo poder, eleito pelo Povo, considera o interesse público, o interesse do País, mesmo quando demora algum tempo até que se conjugue a percepção da união entre estes dois interesses. Um ilustre articulista regular de um dos nossos diários acha que não se fazem reformas contra as corporações. Se fosse verdade, não teria o Marquês reformado a Universidade de Coimbra, não teria Joaquim António de Aguiar abatido os foros e morgadios, não teria Fontes Pereira de Melo construído estradas e linhas de comboio contra proprietários fundiários e agrários retrógrados que receavam a drenagem das produções agrícolas para benefício de outras regiões, não teria Duarte Pacheco construído a marginal, não teria o PS feito aprovar a lei da delimitação dos sectores, não teria sido privatizada a comunicação social que caiu no regaço do Estado com as nacionalizações, não teria Vieira da Silva realizado a reforma da Segurança Social, não teria Maria de Lurdes Rodrigues aberto a escola pública todo o dia, concentrado o ensino do primeiro ciclo em locais onde as crianças socializem mais cedo, criado aulas de substituição, instalado o ensino do inglês desde cedo, ou colocado os professores por três anos. Refiro os últimos exemplos para que não se argumente que, reformas a sério, só com regimes autoritários. Não há registo de que as corporações tenham apoiado qualquer destas reformas desde o início. Quando muito deixaram de lhes ser hostis quando ponderaram melhor o que perdiam em credibilidade. Se convenho em aceitar que as reformas se não devem fazer contra ninguém, prefiro admitir, como se tem demonstrado, que é possível fazer reformas apesar das corporações.

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Falticeni

por Pedro Sousa em 15 de Março de 2008

em Sem categoria

falticeni_2.jpgAlguém da cidade de Falticeni, na Roménia acedeu ao PPP… com que objectivo? Quem és tu, Falticeniano?

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Tudo Partido social-democrata

por Pedro Sousa em 15 de Março de 2008

em Com a devida vénia

Não sendo analista político, tenho dificuldade em compreender a razão pela qual o PSD tem tão pouca vocação para fazer oposição ao Governo quanto tem tanta habilidade para fazer oposição a si mesmo. [..]

[...] Além disso, um partido normal, mesmo que os militantes tenham perspectivas diferentes sobre tudo o resto, pelo menos entendem-se quanto à ideologia. No PSD, que é um partido que se caracteriza por não ter ideologia nenhuma, a harmonia é rara e difícil. Veja-se o que sucede agora: o António Capucho não concorda com Luis Filipe Menezes; o Luis Filipe Menezes não concorda com o Rui Rio; o Rui Rio não concorda com Pacheco Pereira, e o Pacheco Pereira não concorda com ninguém. O caso complica-se quando constatamos que Luis Filipe Meneses, na ânsia de agradar a toda a gente, diz com frequência uma coisa e o seu exacto inverso, o que faz com que, muitas vezes, o presidente do PSD nem consigo mesmo concorde. [..]

RAP na sua crónica da Visão desta semana

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017_pp0113big-brother-posters.jpgTelefonista: Pizza Hot, boa noite!
Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas…
Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Pais de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21 549 42 36, certo? O telefone do seu escritório na Lincoln Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa…
Telefonista: Talvez não seja boa ideia…
Cliente: O quê…?
Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
Telefonista: O senhor consultou a página ‘Receitas Gulosas com Soja’ da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão…
Cliente: Okay, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
Cliente: Quanto é?
Telefonista: São 49,99.
Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso…
Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
Cliente: Foooooo…….!!!!!!!!!
Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal-educado… Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
Cliente: (Silêncio).
Telefonista: Mais alguma coisa?
Cliente: Não. É só isso… Não. Espere… Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proibe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas…
Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão…!

retirado daqui: http://nestahora.blogspot.com/2008/03/intervalo-5.html

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