Abonos podem duplicar vencimento mensal
Deputados conjugam a distância a que estão do círculo de eleição com morada entregue no Parlamento para auferirem um salário mais substancial (link)
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Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!
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Deputados conjugam a distância a que estão do círculo de eleição com morada entregue no Parlamento para auferirem um salário mais substancial (link)
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Nota prévia: este post não é patrocinado
Tive de me deslocar à NDrive por causa de uma avaria num GPS. A forma simpática, rápida e eficiente com que a reclamação foi tratada (sem perguntas, trocaram o equipamento) demonstra uma empresa nacional com grande preocupação com o nível de serviço aos clientes.
Nota máxima.
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Há qualquer coisa que me deixa muito inquieto quando leio mais este folhetim sobre o passado de José Sócrates. Folhetim é um termo com cargas. Eu uso-o em escolha consciente porque os episódios desse passado têm vindo um a um, em sessões servidas pela manhã num verdadeiro reality show que depois é amplificado pelo dia fora em compactos e digests servidos multimédia entre sussurros de que “ainda vem aí pior”. Neste último folhetim o guião inspira-se no Portugal do princípio dos anos 80. O Engenheiro José Sócrates (desta vez não há dúvidas sobre o título académico) era funcionário de uma câmara e o seu pecado era, como o de quase todos os outros portugueses na altura, ter mais de um emprego no esgravatar geral por um Escudo a mais nas sempre magras tabelas do funcionalismo público. Pelo que li, José Sócrates trabalhava na Câmara e fazia projectos para fora numa área onde não havia qualquer incompatibilidade funcional. Estes múltiplos empregos eram norma em Portugal quando cá cheguei. Vim da África do Sul, aterrando em Lisboa alta madrugada, num voo de imigrantes com escalano Zaire. Comecei por ficar apreensivo com o facto de Kinshasa ter mais luz à noite do que Lisboa vista do ar, naqueles tempos em que a segunda circular era iluminada com bruxuleantes candeeiros acesos alternadamente para poupar energia. Estávamos em pleno período da duríssima austeridade imposta pelo Fundo Monetário Internacional que nos controlava tanto como a qualquer país estouvado do terceiro mundo e, na época pré-comunitária, provavelmente era isso que Portugal era. Depois aprendi que um tanque de gasolina era uma parte substancial do meu ordenado. Ser jornalista naqueles tempos, para muitos camaradas, era trabalhar de manhã na rádio, a meio do dia na Anop, à tarde na televisão e à noite num dos jornais estatizados onde um cartão de partido garantisse uma qualquer sinecura para colmatar a inflação de dois dígitos. Conheci muita gente com este regime de trabalho. Como eu não tinha na altura encargos familiares e trazia as economias da emigração consegui aguentar-me bem com um só emprego e uns biscates que ia fazendo com crónicas de madrugada para a Rádio da África do Sul e para a Voz da América. Conto tudo isto para recordar que nos anos oitenta este era um país muito diferente. O que era legítimo e aceitável fazer-se na altura seria impensável hoje. Por isto acho imoral estar-se a fazer juízos em 2008 e a procurar consequências políticas de comportamentos absolutamente generalizados há um quarto de século. Tanto mais que, pelo que li até agora, esses comportamentos não configuraram qualquer espécie de ilícito criminal. Eram tempos diferentes com leis diferentes e práticas diferentes. Na altura os engenheiros podiam dar o seu aval técnico a aspectos estéticos que hoje são (e bem) da competência da arquitectura. Parece-me importante destacar aqui que, bons ou maus, se os projectos estavam assinados pelo Engenheiro Sócrates, eram responsabilidade final dele, logo, eram dele. Qualquer outra conclusão ou é sofisma, ou demagogia, ou outras coisas. Na altura era prática corrente a obra ser feita de raiz por apenas um técnico academicamente credenciado. José Sócrates tinha essas credenciais. Também não deixa de ser irónico que tenham sido levantadas questões de “carácter” sobre José Sócrates por um desastrado upgrade académico numa universidade que caiu em descrédito e que agora as questões de “carácter” sejam levantadas pelo exercício da profissão para a qual ele está, afinal de contas, academicamente credenciado, o que já ninguém disputa. A estética das obras, essa era (e ainda é) a estética do Portugal rural. Não vamos crucificar um técnico por um mal nacional. Claro que é engraçado este jornalismo de ASAE numa eterna busca de um Watergate com migas à moda da Guarda. É engraçado mas não tem piada. Por tudo isto começam a repugnar-me estes autos de fé ruidosos, deslocados no tempo, cruéis e sobretudo inconsequentes. A inconsequência advém de não haver ilegalidades. A ser uma questão de “carácter” perdida no tempo, só servirá para as eleições. Não é um bocadinho cedo para isso?
Um excelente artigo de Mário Crespo no JN (link)
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*título do PPP
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Os ministros do PP realmente são muito trabalhadores… depois de Portas ter trazido 60.000 cópias de notas pessoais, descobre-se que Telmo Correia fazia serões:
Telmo Correia, actual deputado do CDS-PP, assinou 300 despachos como ministro do Turismo na madrugada do dia da posse José Sócrates como primeiro-ministro, de acordo com noticia publicada, este domingo, no jornal Público. (link)
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Daí que reformar o SNS, rumo a um modelo mais sólido no futuro, implica um longo trabalho de compromisso e negociação que se tornou impossível com o contexto criado. E o contexto, em política, pode ser quase tudo. Não vale a pena insistir que o 112 existe agora em todo o país, que os partos em ambulâncias diminuíram realmente de 2005 para 2006 e de 2006 para 2007. A vida nem sempre se faz de factos, por mais que eles sejam verdadeiros. O ruído e o nevoeiro da demagogia impossibilitam os factos, a vida e a verdade. O dr. Ribau e o dr. Menezes, que há uns tempos se deslocaram às manifestações nas urgências de Anadia para os telejornais das 13h, estão tão preocupados com o futuro do SNS como o regicídio de há 100 anos. Mas a política é assim. A saída de Correia de Campos, que se tornou inevitável com tudo isto, permitirá reequacionar algumas opções tomadas no seu difícil trabalho destes dois anos e relançar a confiança com todos os utentes do SNS.
texto completo aqui: http://kontratempos.blogspot.com/2008/02/servio-nacional-de-sade.html
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Cá vamos nós outra vez. Primeiro a novela do canudo, agora a soap opera dos projectos. O Público acaba de lançar mais uma brilhante, produtiva e inovadora investigação sobre o passado tenebroso do Primeiro Ministro. Agora, esgravatando nos processos da Câmara Municipal da Guarda, fizeram a chocante descoberta de que o engenheiro assinou projectos alegadamente da autoria de outros técnicos. Há lindas casinhas pintadas de verde-alface e moradias de varanda e duas águas. Só na edição em papel estão 8 fotos de outros tantos exemplos de casas de autoria e gosto duvidosos. Agora irá discutir-se devidamente o caso e a prática, se é legal e se deveria ser criminalizada, possivelmente com retroactivos até 1980, porque a justiça neste país tarda mas não falha. Ocupar horas de prime time nos noticiários televisivos e radiofónicos, comentários, piadas, análises e, sobretudo, aquela palavrinha horrenda muito em voga, “leituras”. Haverá Marcelos e Vitorinos a fazer as suas leituras da questão.
[...]A nação aguarda, expectante, os próximos capítulos: se o PM passava à frente na bicha da cantina quando era estudante, se se escapuliu alguma vez a uma qualquer multa de trânsito amnistiada por ocasião de uma visita papal, se terá fumado um charro numa festa de finalistas, se pegou uma gripe aos colegas quando, uma vez, espirrou inedvertidamente ou se estacionou a sua viatura em cima de um passeio quando era deputado. Tudo problemas reais, tudo questões prioritárias.[...]
texto completo aqui: http://5dias.net/2008/02/01/o-pais-dos-cobras-brancas/
*o título é do PPP
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Ponto prévio: o INEM não precisa de defesa. O serviço que tem prestado ao país fala por si. Nunca tive necessidade de utilizar, mas tudo o que tenho ouvido reflete isso.
Relativamente ao telefonema que tem passado na televisão: o telefonema apenas reforçou a minha confiança no INEM e nos Bombeiros. Porquê? Simples… num ponto do telefonema a operadora do INEM diz (e vou citar de cor) “Meu Deus, isto nunca me aconteceu“. Ou seja, nunca a operadora tinha encontrado uma situação semelhante. Logo, foi uma excepção, não significa absolutamente nada.
Aquele caso foi uma caricatura do sistema, mais nada. Eu continuo a confiar! Mas já deu para perceber, como digo aqui, que a SIC anda a fazer o trabalho sujo de terceiros.
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Humor retirado daqui: http://biscoitointerrompido.blogspot.com/2008/01/correia-de-campos-lana-agncia-pblico.html
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