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País
A Horta Pedagógica de Guimarães criada pela câmara, há menos de um ano, já tem dezenas de agricultores que produzem, de forma biológica, legumes e flores. Um `sucesso` que leva as mais variadas profissões a discutir qual a melhor semente de pepino, disse à Lusa uma agricultora.
“Aqui somos todos agricultores, trocamos sementes, legumes e flores e gozamos o prazer de cultivar a terra”, referiu Cristina Pereira, operária de calçado desempregada e “dona” de um canteiro na Horta Pedagógica de Guimarães.
A horta está situada na Veiga de Creixomil, a 100 metros de um hipermercado e num dos terrenos outrora mais férteis e cultivados do concelho e onde quase só existiam silvas e ervas.
in RTP.pt
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Os portugueses passam rapidamente do 8 para o 80 e vice-versa. É sabido! Na política não é diferente. Muita gente no PS considerava as eleições apenas o cumprir de calendário. Agora, estão derrotistas. No PSD, aguardava-se pela disputa eleitoral que se seguiria às eleições autárquicas e legislativas: vide Pedro Passos Coelho. Agora, unem-se em torno de quem só tinha defeitos e já se escolhem pastas, gabinetes e assessores. Ambas as percepções são, para mim, um exagero.
Muitas vezes, na política portuguesa fazer previsões é quase suicidário. Como se tem visto nos últimos anos. No entanto, julgo ser pacífico afirmar que as próximas eleições poderão ser um momento de exaltação democrática, de debate de alternativas e, naturalmente, disputadas. Assim os protagonistas queiram afirmar o que de mais nobre tem a política. O que por vezes, infelizmente, não acontece. É esse o caminho que o PS, na minha opinião, tem de trilhar nestes meses. Com a certeza de um caminho em que terá de trabalhar muito e bem. E em que todas as opiniões deverão ser bem vindas!
O ciclo eleitoral está a disputar-se em clima de crise, a nível mundial, financeira, económica e social. A pior desde 1929. Os seus efeitos são globais. Não só de alguma depressão das pessoas, mas nos efeitos de empobrecimento de quem sofre por via do desemprego. Ainda que seja desvalorizada, por muitos, para efeitos de retórica política interna. Vejam-se as recentes declarações de José Pedro Aguiar Branco na TSF ou de João Rendeiro, em todo o lado, a propósito do BPP e da sua gestão.
O terreno é ideal para o populismo e isso nota-se à esquerda do PS e no CDS. Um discurso entre os corruptos, capitalistas, exploradores, mentirosos, e os combatentes pela verdade, pela moralização, pelos direitos de todos a tudo. É uma linguagem moral e populista que é utilizada. Embora, por vezes, se oiçam algumas propostas interessantes. Como não notar, por exemplo, a diferença entre o discurso de Rui Tavares e outros dirigentes do Bloco?
Mas, se descontarmos os riscos de populismo e do providencialismo, que captam, por vezes, o descontentamento conjuntural, é natural que quem vá votar possa ter uma atitude madura e responsável no momento de decidir o seu voto para o governo do país e das autarquias. Ainda que deprimidos e pouco esperançados pela crise mundial, não acreditando nos políticos ou não esperando muito das propostas apresentadas (pelo que dizem nas sondagens e a abstenção demonstra) muitos dos portugueses esperam, penso eu, solidez, seriedade, confiança, segurança e credibilidade no governo do país. Factores que lhes permitam atravessarem a crise e, passada a tempestade, melhorar alguma coisa.
É um programa para tempos difíceis, mínimo mas racional, para os eleitores do “centro”, que é onde a maioria dos eleitores está, mas que pode também captar a esquerda que quer continuar a transformar socialmente o país. Não acredito que o eleitor vá votar em grandes questões programáticas que possam traduzir grandes rupturas nem em listas de medidas por muito atractivas que elas sejam. Também não acredito em grandes e repentinas mudanças sem que pareça que o PS se esteja a negar a si próprio.
Acredito, sim, num reforço dessa solidez, seriedade, confiança, segurança e credibilidade face ao PSD e ao regresso ao passado de Manuela Ferreira Leite, Portas, Santana, entre outros. Acredito, também, na necessidade de um reforço da participação dos militantes do PS na vida interna do partido e nas suas decisões a par de um reforço da unidade e da inclusão de todos nas batalhas eleitorais que se aproximam. Não podemos fechar as estruturas em circuito fechado ou fazer listas com base em meras opções internas.
Acredito, igualmente, no corrigir de algumas propostas e/ou atitudes que têm sido contestadas reforçando a componente social e de procura do desenvolvimento económico, da qualificação dos portugueses e de abertura e transparência da vida democrática. O PS deve ouvir, compreender os reparos, ponderar as propostas alternativas e corrigir aquilo que o possa ser. Sem trair o rumo que tem seguido a bem do país, pois não se deve comprometer o futuro com vista ao curtíssimo prazo, mas sem ter a veleidade de deixar tudo na mesma.
Se o fizer e o souber explicar penso que o PS poderá ganhar as próximas eleições. Com muito trabalho, qualidade e unidade. E a certeza que a disputa será dura. Assim seja politicamente engrandecedora para a democracia portuguesa.
http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/1412980.html
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Portugal vai finalmente entrar nos eixos. Acabaram-se as malfeitorias de Sócrates e iremos voltar a ter calma e tranquilidade. Para começar, em resultado das eleições e tal como exigiu Paulo Rangel, o Governo não deve fazer mais nada. Deve parar totalmente a sua actividade, pelo menos, até final do ano. Parece-me bem.
Pode ser que entretanto a crise passe e lá para o Natal os portugueses acordem cheios de prendas na respectiva árvore. Se não for assim, logo se verá.
Nessa lógica, e dado o notável crescimento do Bloco, fica também desde já proibido qualquer despedimento, sendo que a empresa que o faça será imediatamente encerrada pela polícia.
Na mesma linha doutrinária bloquista, os desempregados deverão ser admitidos, compulsivamente, pelas empresas com grandes lucros, mesmo que não tenham nada para fazer ou sem aptidões. Esta medida irá diminuir drasticamente a taxa de desemprego e salvar a segurança social. As empresas que se recusarem a fazê-lo serão igualmente encerradas.
As pequenas e médias empresas, principalmente as falidas e obsoletas, serão altamente financiadas pelo Estado. Pouco importando se o dinheiro vai para a modernização ou para comprar BMW’s. Todos os economistas do PSD, PCP, Bloco e CDS garantem que é assim que se estimula a economia.
Serão distribuídos avultados subsídios aos pescadores, os quais poderão doravante pescar tudo o que quiserem sem qualquer restrição. Quando o peixe acabar logo se vê. A agricultura será também totalmente subsidiada protegendo-se assim os produtos nacionais, mesmo os de baixa qualidade ou sem consumidores. Esta medida será acompanhada da proibição da venda de produtos agrícolas e piscícolas oriundos de outros países.
Considerando também a expressiva votação nos partidos contra a Europa – Bloco, PCP e CDS -, e dada a pouca convicção do PSD actual sobre o assunto, deverá dar-se início às negociações para abandonarmos a Comunidade Europeia. Portugal ganhará deste modo a plena soberania, o que, entre tanta coisa extraordinária, dará toda a legitimidade para se reclamar o importante território de Olivença que nos foi vilmente roubado pelos espanhóis.
Todos os programas “na hora” e de desburocratização serão abandonados para se regressar às velhas e serenas rotinas. Pedir uma qualquer certidão terá forçosamente que demorar no mínimo três meses.
Os professores deixarão de ser avaliados. A progressão na carreira voltará a ser rigorosamente automática não distinguindo, sob nenhuma forma, a prestação individual que será sempre excelente. De forma a repor a autoridade dos docentes na sala de aula voltarão as reguadas.
Medida urgente será a apreensão de todos os computadores Magalhães e, em vez deles, distribuídos lápis e borrachas, o que muito estimulará estas importantes indústrias. A Internet será fortemente censurada e só poderá ser usada entre as 16 e as 18 horas aos sábados, sob estrito controlo parental, já que aos domingos as televisões passarão todo o dia futebol.
A ASAE será extinta.
Todos os projectos, como o TGV e o aeroporto, serão cancelados. Não será construído nem mais um centímetro de estradas. Isto trará de volta o famoso “orgulhosamente sós” de tão boa memória para muitos portugueses. As corridas com touros de morte serão legalizadas em todo o território nacional. Esta medida terá um enorme impacto no crescimento do turismo, atraindo bárbaros de todo o mundo para Portugal.
Os polícias terão ordem para disparar à vontade, bater nos presos e forjar provas, desde que garantam condenações. Será encomendado um estudo, ao grupo parlamentar do CDS, para reintrodução da pena de morte em Portugal.
Marinho Pinto será imediatamente destituído. Será também terminantemente proibida qualquer crítica às decisões de juízes e magistrados, considerando-se uma forma de pressão intolerável e fortemente punível, tudo o que não seja vénia e subserviência. Todos os estrangeiros serão expulsos do País, repondo-se deste modo a pureza da raça latina.
Só serão permitidos casais de um homem e uma mulher, os quais tendo em vista a doutrina desenvolvida por Manuela Ferreira Leite, terão obrigatoriamente que procriar. Também nesta linha de promoção da ordem na família os maridos poderão voltar a bater nas mulheres.
Por fim dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal. Assim temos futuro.
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Ora bem… agora que a azia passou, vai a minha opinião sobre o que se passou no dia 7 (a ordem dos pontos é aleatória e conforme me vai saindo, não é necessariamente um texto estruturado).
a) O PS foi um derrotado. Não há dúvidas quanto a isso. Os números não enganam. As leituras dos números é que podem ser diversas e daí retirarem-se as ilacções que achamos mais correctas. Poucos acreditavam que tal pudesse acontecer, mas aconteceu para grande festa (obviamente) dos militantes social-democratas e de Manuela Moura Guedes;
b) Tenho para mim que (infelizmente) os portugueses encararam esta votação tal como encaram um jogo particular da Selecção A. Sem grande interesse. Isso prejudica em muita a democracia e, no caso, acho que prejudicou principalmente o PS;
c) Tal como escrevi inicialmente, não acredito que daqui se retirem grandes ilacções para as legislativas. Não se deve escamotear o resultado, nem olhar para ele com indiferença, mas também não se deve retirar dele qualquer representatividade para as legislativas. O PS já perdeu 2 actos eleitorais desde 2005 (autárquicas e presidenciais) e mesmo assim continua com grandes indicações de voto para Governar o país;
d) Estas eleições demonstraram uma pulverização de votos que não acredito se venha a verificar nas legislativas e acho que isso pode ser positivo para o Partido Socialista. A subida do PSD parece-me ter sido feita muito pouco à custa do PS, o que pode indiciar que os 31% são muito próximo do máximo que o PSD consegue (e pouco acima dos 28% de PSL);
e) Preocupa-me a dinâmica que esta vitória possa trazar ao PSD. Mais do que a vitória em si, este resultado trouxe uma injecção de “adrenalina” ao partido que pode ser muito bem aproveitada. Por outro lado, perderam o grande responsável por este vitória – Paulo Rangel. O contributo de MFL foi não aparecer e tal resultou bem. Uma derrota do PSD nestas eleições tinha acabado com o PSD nas legislativas. Esta vitória pode fazê-lo ressurgir.
f) Acredito que nas legislativas entre Sócrates e Manuela Ferreira Leite, TUDO será diferente. Aliás, ver o Prós & Contras na passada segunda feira, recordou-nos o período negro do PSD no poder: Pedro Santana Lopes e Bagão Félix. E dias depois, MFL a por a hipotese de se coligar com o PP. Julgo que essa memória ainda perdura na mente dos portugueses;
g) De preocupar que o partido que mais cresceu nas Europeias é aquele que mais renega a Europa e que, por exemplo, defende a saída de Portugal da NATO;
h) Como li algures, a máquina (que costuma ser eficaz) de comunicação do PS falhou na noite europeia, porque mesmo a perder há que saber fazer as coisas. Ter imagens de um hotel vazio e de um palco a ser desmontado quando o vencedor discursa, é demasiado mau como última imagem que se pretende de umas eleições;
i) Uma (das poucas) boas notícias é que Portugal continua a ter os partidos de esquerda como referência (a esquerda teve significativamente mais votos que a direita)
j) Não partilho muito do ataque às empresas de sondagens… estas andaram perto dos resultados de PSD, PCP e BE. Falharam redondamente (6-10 p.p) no PS. O voto branco/nulo chegou aos 6,7%.
k) A preocupação do PS, neste momento, deve ser com a conquista da esquerda, aliás como há muito se diz. Achar que Vital Moreira era a forma de o fazer revelou-se uma desastre. Que outros coelhos poderão sair da cartola?
l) O PS precisa de reunir tropas e começar a trabalhar a sério se pretende ganhar as legislativas. A maioria absoluta parece uma miragem, mas é algo em que vale a pena aplicar todas as forças. Só isso garante que poderemos traçar para o país um rumo. Ter partidos como o CDS ou o BE a participar no Governo, irá conduzir a instabilidade e, provavelmente, àqueles períodos onde teremos eleições de 6 em 6 meses.
m) Outro argumento que me leva a pensar que as legislativas serão muito diferentes é o facto de que, a 3 meses das eleições, não se conhece ao PSD uma única ideia sobre o que fazer no país. A única ideia é deixar de fazer o que quer que seja. E a isso ninguém será indiferente.
n) Numa coisa, porém, têm razão os comentadores: a vitória, real ou imaginária, merecida ou fortuita, segura ou trémula, altera as condições subjectivas do combate político, na medida em que a embriaguez do triunfo desencadeia um impulso mobilizador proporcional ao desânimo que até agora prevalecia no PSD.
Vemos assim como estavam enganados aqueles eleitores que acreditavam poder compensar em Outubro a tolice que agora fizeram. Em política, como na generalidade da acção humana, o que é feito não pode ser desfeito sem custo ou dor.
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É um caso de óbvia falta de vergonha. Cavaco Silva «homenageou» Salgueiro Maia duas décadas depois de, enquanto primeiro-ministro, lhe ter recusado uma pensão; e de ter atribuído poucos anos a seguir pensões a dois ex-agentes da PIDE. Se agora queria fazer alguma coisa, deveria era ter pedido desculpa pela atitude deplorável que teve enquanto primeiro-ministro e evitar mais figuras tristes.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/618378.html
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24 horas depois a azia já quase me passou… QUASE!!!
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Estas eleições foram estranhas, pois todos os partidos tiveram algo para celebrar excepto o PS.
É importante que o PS perceba que, apesar de não serem legislativas, o problema não esteve só em Vital Moreira (ainda que seja dele grande responsabilidade).
Sócrates tem razão quando diz que não se devem misturar as duas… mas não tem se acha que é pos´sivel dissocia-las
Ouvir os discursos de todos, foi ter a confirmação de que estas eleições foram tudo menos sobre a Europa. Manuela Ferreira Leita, entusiasmada com a vitória, conseguiu o disparate da noite ao dizer que por causa deste resultado a legitimidade do PS no Governo estava em causa. Mais um pedido para suspender a democracia?
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«José Alberto Carvallho, director de Informação da RTP, contactado pelo DN, reagiu à entrevista de Manuela Moura Guedes ao jornal i, em que a pivô do Jornal Nacional 6.ª Feira acusa Judite de Sousa e o próprio José Alberto Carvalho de terem sido impedidos pelo primeiro-ministro José Sóctares de dizerem a palavra “corrupto” durante a entrevista, feita a 22 de Abril.
“Eu não sei como, ou se, essa senhora negoceia as suas entrevistas, mas ela é que tem de explicar como chegou a essa conclusão. O que eu sei é que nunca na minha vida fui alvo de um comunicado como o da ERC ao meu trabalho. E o que eu sei também é que ela foi condenada de forma muito violenta pelo conselho deontológico”, afirmou ao DN José Alberto Carvalho que acrescentou: “Eu não sou da mesma geração dela, nem me revejo na mesma profissão que ela exerce. Moura Guedes é um exemplo de péssimo jornalismo, se é que se pode chamar jornalismo ao que ela faz.”»
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