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País

O Eurostat reviu e publicou com mais detalhe as contas do PIB para o segundo trimestre.

Portugal teve um aumento do PIB no 2º trimestre (em relação ao anterior) enquanto o da UE27 desceu.

O consumo das famílias subiu, enquanto a média europeia desceu.

O consumo público (despesas do governo) desceu, enquanto a média subiu.

O investimento manteve-se praticamente estável em Portugal (-0,2%) enquanto caiu na UE27 -2,3%.

As exportações portuguesas subiram, enquanto a média europeia descia.

As importações portuguesas desceram ligeiramente mais que a média europeia.

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MESMO NA MARMELEIRA HÁ MEMÓRIA

por Pedro Sousa em 7 de Outubro de 2009

em País

Não há volta a dar a esta realidade. Sócrates recebeu uma vitória de mão beijada, que não era difícil de antever a não ser pela cegueira de muitos dos apoiantes de Santana Lopes que, no seu culto da personalidade, nunca admitiram os erros evidentes e a crise para que conduziram o PSD.
Pacheco Pereira, Abrupto, 20-02-05
 
Santana Lopes, mais do que ninguém, usa o nome de Sá Carneiro para se apresentar como seu herdeiro. A atitude que tomou ontem de não se demitir e insistir em aumentar o fogo e as cinzas em que deixou o partido, é o exacto oposto daquela que Sá Carneiro tomaria. É nestas alturas que se vê a dimensão dos homens.
Pacheco Pereira, Abrupto, 21-02-05
 
Se se pretende renovar o PSD, depois de 20 de Fevereiro, dever-se-ia lutar não apenas por um congresso extraordinário mas por um processo que implicasse uma demissão colectiva de todas as estruturas distritais e eleições simultâneas para essas estruturas pelo método das directas em conjunção com a escolha de delegados para o Congresso. Não é impossível de fazer com os actuais estatutos, e daria um abanão a todo o partido, fazendo participar o maior número de militantes numa escolha que irá ser decisiva para a sobrevivência do PSD como grande partido nacional.
Pacheco Pereira, Abrupto, 21-02-05

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FMI coloca Portugal a convergir com a Zona Euro em 2009 e 2010

por Pedro Sousa em 5 de Outubro de 2009

em País

O último World Economic Outlook do FMI prevê que o PIB português decresça menos em 2009 e cresça mais em 2010 que a Zona Euro.

No que toca ao desemprego, e embora haja más notícias, Portugal terá em 2009 e 2010 uma taxa de desemprego melhor do que a média da Zona Euro. Se em 2009 a diferença será de -0,4pp, em 2010 ela apliar-se-á para -0,7pp. A taxa de desemprego espanhola será em ambos os anos quase o dobro da portuguesa.

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Desemprego sobe na Europa, desce em Portugal

por Pedro Sousa em 3 de Outubro de 2009

em País

No último relatório do Eurostat ficamos a saber que em Agosto o desemprego subiu na UE27 e na Zona Euro,  mas desceu em Portugal. Em termos homólogos Portugal tem um aumento de 1,2% o que contrasta com 2% e 2,1% da UE27 e Zona Euro.

O mesmo relatório dá-nos conta que o desemprego entre os jovens também desceu e que assim continua abaixo da média europeia (que também subiu).

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(DES)asfixia dos intelectuais PSD

por Pedro Sousa em 2 de Outubro de 2009

em País

É bom ver como os intelectuais do PSD respeitam os portugueses:

«O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.

Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.» [Diário de Notícias]

assim escreve um destacado militante social-democrata, ex-deputado Europeu: Vasco Graça Moura

in Blog Jumento

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para finalizar o triste comunicado presidencial

por Pedro Sousa em 30 de Setembro de 2009

em País

Destaco esta frase: “E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.”.

Vamos pôr esta frase um pouco mais clara e rigorosa: “E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um assessor do Presidente da República desconfiar, sem nenhuma prova, que o primeiro-ministro anda a vigiar o chefe de Estado e decidir contar isso a um jornalista para ele publicar, entregando-lhe até alguma documentação”

Assim, sem eufemismos como “um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente”, “sentimentos de desconfiança ou de outra natureza” ou “outras pessoas” será que o Presidente conseguirá perceber onde está o problema? Não? Então, por favor, deixem de lhe passar informações de Estado. Este homem não é de confiança

daqui http://arrastao.org/

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O DISCURSO DO PRESIDENTE

por Pedro Sousa em 30 de Setembro de 2009

em País

Estou ainda espantado com o discurso do Presidente da Repúbica… uma mão cheia de nada e que pouco contribuiu para aquele que é o seu principal papel de acordo com a Constituição: “O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.”. O discurso que ouvimos encaixa onde?

Não é no garantir do regular funcionamento das instituições nem na unidade do Estado. É em quê?

É normal, obviamente, que a questão das escutas incomode o Presidente da República. Mas se este decide fazer uma comunicação ao país – algo considerado solene – convém que seja algo acertivo, que esclareça e tenha consequências.  Não há memória de um discurso tão pobre de um Presidente da República.

Como disse Carlos Abreu Amorim “”Julgava que Cavaco Silva iria evitar mais ruído escusado – infelizmente enganei-me”.

Pessoalmente eu destacava 3 passagens:

1 – A anedótica: ““será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails?” – bem, solicitei ao meu sobrinho de 14 anos que respondesse ao Presidente e ele disse-me que sim, caso o sistema não esteja bem “fechado”. Até o site do FBI já foi atacado. Portanto, o Prof. Cavaco não vive neste mundo ou não lê jornais (vício que lhe vem de há muito).

2 – A que é o contrário uma da outra: diz Cavaco Silva “O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar [...]” para depois acrescentar ” [...] compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer[...]”

3 – A que define cidadãos de primeira e de segunda: Considerou grave que “[...] destacadas personalidades do partido do Governo [...] “ pedissem um esclarecimento ao Presidente, mas considera que não consegue ver bem ”[...] onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas“.

Se muitos consideravam que Cavaco Silva não tinha o postura de estadista necessária ao cargo de Presidente (já tinhamos tido o caso de se deixar humilhar na Madeira e de não ter assumido consequências do seu acto aquando da comunicação sobre o estatuto dos Açores) esta comunicação é o prego final e demonstrativo de que Cavaco Silva é um tecnocrata que gosta de se envolver na política partidária.

Como disse Manuel Serrão no Jornal de Notícias ” [...] passaremos a falar de presidenciais e ou me engano muito, ou vamos ter pela primeira vez na história da democracia portuguesa um presidente que pôs em causa a sua reeleição. Por causa de uma mulher? Não. Por causa do seu mau feitio“

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ENTÃO AFINAL COMO É QUE É?

por Pedro Sousa em 30 de Setembro de 2009

em País

Durante o mandato do PS no governo que agora finda, era comum ver a oposição acusar José Sócrates de arrogância, de não ouvir ninguém nem querer incorporar as ideias de nenhum outro partido.

Agora, nos últimos debates e comunicações de líderes partidários, todos dizem que irão cumprir o seu compromisso com os eleitores e que o PS terá de rever as suas posições. PCP, BE, PSD e CSD já anunciaram que recusam ceder no que quer que seja que vá contra o programa que apresentaram às legislativas.

Então e isso chama-se, agora, o quê? Humildade democrática?

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CONSTATAÇÕES

por Pedro Sousa em 29 de Setembro de 2009

em País

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PS ganhou as eleições. A comprová-lo está o facto do Presidente da República vir a convidar Sócrates para formar o próximo Governo.

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PSD perdeu as eleições. Não só para o PS, como para o CDS/PP. A demagogia da mentira da verdade, o conservadorismo de Ferreira Leite, a intriga, a conspiração, a maledicência, a falsidade e a arrogância foram fortemente penalizados pelos eleitores.

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O CDS/PP ganhou o prestígio da direita que há mais de duas décadas não tinha. Derrotou o PSD retirando-lhe uma boa fatia do eleitorado, contribuiu para esvaziar a maioria absoluta ao Partido Socialista e marcou a diferença entre a direita civilizada e a outra que estava convencida que tudo valia para atingir os seus fins.

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O BE ganhou o prestígio da extrema-esquerda. Nunca em Portugal, nem sequer no tempo do PREC, a extrema-esquerda tinha conseguido tão bons resultados. Passou o PCP em importância e implementação, contribuiu para retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e demonstrou que o enquistamento do PCP num modelo recusado em todo o Mundo é o corolário das doutrinas retrógradas que os comunistas insistem em considerar como válidas.

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PCP é o grande derrotado da esquerda. Perdeu posições para todos, deixou de ser a referência da esquerda das esquerdas.

Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. A democracia é, continua a ser, o regime de preferência da esmagadora maioria dos portugueses. Derrota os abstencionistas, derrota a extrema-direita, derrota os defensores do não-voto. Confirma que o poder está nas nossas mãos, ainda que seja só no momento das escolhas.

daqui: http://blogs.publico.pt/eleicoes2009/

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A GRANDE VITÓRIA DO PS – Nacional

por Pedro Sousa em 28 de Setembro de 2009

em Arouca,País

Depois de uma noite que foi o culminar de uma campanha árdua e difícil – sim, porque o PS não tem a arrogância de achar que não necessita de campanha – os resultados de ontem fizeram com que tudo valesse a pena.

O Partido Socialista recebeu um mandato inequívoco para liderar o país com o seu programa. Os portugueses pretenderam também que esse programa tenha que procurar o apoio de outras forças parlamentares. E assim será… julgo que o medo da instabilidade, dada o abismo de diferença entre PS e a 2ª força mais votada, não se coloca tanto como se temia.

Partido Social Democrata

O PSD, e em particular a sua líder, são os grandes derrotados desta noite eleitoral. Com uma descida acentuada do PS, foi incapaz de perceber o eleitorado e fazer com que este captasse a sua  mensagem. Provavelmente, tal como muitos disseram, porque não tinha mensagem para passar.

O PSD não conseguiu crescer sequer um ponto percentual, comparativamente com as últimas eleições legislativas. A prova mais que evidente que não percebeu nada do que se tratava nestas eleições e que a Verdade apenas dá votos quando verdadeiramente se pratica.

Manuela Ferreira Leite é derrotada em toda a alinha, beneficiando de uma crise económica sem precedentes, do apoio da máquina de Belém, de uma vitória nas europeias, do apoio da comunicação social e da campanha negra contra José Sócrates, ficou com o 3º pior resultado de sempre do PSD (pior só em 76, 83 e 2005).

Aqueles que nas Europeias concentraram em Manuela Ferreira Leite toda a responsabilidade da vitória, serão agora os primeiros a exigir a sua saída. Aliás, já se leu ontem, por blogs e twiter, que o povo é que é ingrato, estúpido e não percebeu. Ou como disse essa grande referência do PSD e de MFL, Alberto João Jardim, o povo enlouqueceu.

Outros derrotados, são, claramente, Pacheco Pereira, Alberto João Jardim (a nível nacional. Na Madeira teve grande vitória), Maria José Nogueira Pinto (responsavel pela declaração hilariante da noite) e Mário Nogueira da FENPROF.

Além disso, o PSD parece ter abdicado de fazer oposição, insistindo na expectativa do que irá o Presidente dizer, à espera que saia dali a explicação para o desaire. Foi o povo, caro Pacheco Pereira. O povo.

Partido Socialista

Muito dificilmente um primeiro-ministro teria sobrevivido a todas as campanhas pessoais de que foi alvo, à maior crise financeira mundial dos últimos 80 anos, ao maior aumento do preço dos combustíveis dos últimos 35 anos, ao maior aumento de preços de produtos agrícolas de que há memória e, convém não esquecer, à maior coligação de interesses corporativos contra um governo. Mas sobreviveu…

Sobreviveu porque mostrou aos portugueses que o PS defende a atitude certa e consubstancia essa atitude em medidas que ajudarão o país a crescer e que, anterioremente, nos levava no sentido certo até sermos abalados pela crise mundial.

Como a memória não é curta, recordemos o pós-europeias onde uma sondagem dava o PSD à frente do PS. Sim, foi daí que o PS partiu e trabalhou incansávelmente. O PSD crescia 7 pontos nessa sondagem. E o PS, que respeita as sondagens (ao contrário de outros) meteu mãos ao caminho a explicar do que se tratava nestas eleições, sabendo fazer passar a mensagem.

José Sócrates merece esta vitória mais do que ninguém, pois foi alvo de toda a campanha negativa que se conseguiu fazer (e presumo que continuarão a fazer).

CDS-PP

Paulo Portas é um resistente… e é o claro vencedor da noite eleitoral. Um crescimento inesperado (a olhar para as sondagens) mas no qual os centristas sempre acreditaram. Mais 9 deputados é obra.

BE

O bloco de esquerda capitalizou bem o descontentamento à esquerda e, portanto, é também um dos vencedores. Apesar das expectativas estarem acima do que se veio a verificar, a verdade é que passou a ser a 4ª força política e tem hoje o dobro dos deputados (16)

PCP

Já todos nos habituamos a que o PCP nunca perde. Está no ADN do partido esse pressuposto. Assim, ter passado de 3ª para 5ª força politica não é uma derrota, porque ajudou a tirar a maioria ao PS e porque teve mais 14.000 votos que em 2005. Tem de se admirar a análise…

Agora, vamos fazer ganhar Portugal.

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