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Com a devida vénia

É raro, mas também cito José Pacheco Pereira

por Pedro Sousa em 2 de Janeiro de 2008

em Com a devida vénia

“Estamos hoje mais pobres e pedem-nos para sermos optimistas, estamos hoje menos livres e pedem-nos para sermos optimistas, estamos hoje mais dependentes e pedem-nos para sermos optimistas, estamos hoje mais fracos e pedem-nos para sermos optimistas. Há algo de tão errado neste optimismo que só me reforça o pessimismo.”

daqui: http://abrupto.blogspot.com/2008/01/lendo-vendo-ouvindo-tomos-e-bits-de-1.html

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Também acho!

por Pedro Sousa em 25 de Outubro de 2007

em Com a devida vénia

“Eu cá digo sempre tudo aquilo que penso” – é uma frase que se ouve frequentemente entre as pessoas pertencentes a uma cultura católica. Eu nunca percebi se os seus autores vêm nesta afirmação um sinal de distinção. Eu não vejo. Uma pessoa dizer tudo aquilo que pensa representa um comportamento fácil e banal. Difícil e, por isso, distinto é uma pessoa não dizer tudo aquilo que pensa – e, portanto, ter de fazer a selecção, entre tudo o que pensa, daquilo que vai dizer.

O comportamento das pessoas que gostam de dizer tudo aquilo que pensam é representado, no extremo, por aquelas que gostam de “pôr tudo em pratos limpos”. Estas pessoas são, em geral, insuportáveis, fazendo a vida miserável a todas as pessoas que as rodeiam, incluindo a elas próprias. Porque no dia em que não têm mais pratos para limpar, são elas que vão sujar os pratos, para depois terem de os limpar de novo.

daqui: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/10/pratos-limpos.html

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Uma das minhas frases favoritas, e que julgo que encaixa nas perfeição (e da qual não conheço o autor) diz: “Não dizer nada revela, na maior parte das vezes, um grande domínio da linguagem”.

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summer job

por Pedro Sousa em 8 de Outubro de 2007

em Com a devida vénia,País

Papá, dás-me dinheiro para pagar a festa do meu 32 aniversário??

Provavelmente, uma das primeiras surpresas que tive na minha experiência de vida no Canadá, foi a de que lá o ano lectivo, nas escola secundária e na universidade, terminava em Abril e só recomeçava em Setembro. Quatro meses inteiros de férias!, foi a minha primeira reacção. Puro engano, em breve compreenderia. Os quatro meses destinavam-se a que os estudantes, a partir da adolescência, pudessem encontrar um emprego de verão (summer job) que os ajudasse a custear os estudos, e os iniciasse nessa difícil virtude cristã que é a de um homem ou mulher se sustentar a si próprio. [...]

Fantástico post  de Pedro Arroja aqui :http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/10/summer-job.html

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Portugal S.A.

por Pedro Sousa em 6 de Outubro de 2007

em Com a devida vénia,País,Repita lá?!?!?!?

Por causa de um inenarrável contrato assinado em 1994, a Lusoponte tem o exclusivo rodoviário na travessia do Tejo a jusante da ponte de Vila Franca de Xira. Quem negociou tão original contrato? O ministro das Obras Públicas, Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral. E por causa desta exclusividade, a Lusoponte poderá vir a receber uma compensação por causa da construção da terceira ponte sobre o Tejo. Quem é que está contente? O presidente do Conselho de Administração da Lusoponte, Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral.

 daqui: http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/09/portugal_sa

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Santana Lopes

por Pedro Sousa em 5 de Outubro de 2007

em Com a devida vénia,País

Quando Santana Lopes abandonou o estúdio da SIC Notícias, depois de ter sido interrompido por uma reportagem sobre a chegada do Mourinho ao aeroporto, o País ficou estupefacto: não é frequente que Santana Lopes saia da frente das câmaras por sua livre iniciativa. Costuma ser preciso obrigá-lo.

Ricardo Araújo Pereira na Visão.

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Educação*

por Pedro Sousa em 1 de Outubro de 2007

em Com a devida vénia

Educação é o que recebemos em casa. É em casa que aprendemos o mais importante da vida: a amar e a ser amados, as respeitar e a ser respeitados, a viver em comunidade, a tolerar, a rir, a chorar, a falar. É em casa que recebemos desde que nascemos as «marcas» que nos permitirão ser pessoas felizes e optimistas ou negativas e deprimidas. É em casa que aprendemos aquilo a que se chama «boas maneiras» e que mais não são do que os instrumentos que nos permitem uma vida equilibrada em sociedade.

É em casa que aprendemos tantas outras coisas que fazem de nós as pessoas que somos. É em casa que crescemos. Ou, pelo menos, deveria ser. Hoje andamos todos demasiado ocupados e apressados para darmos à «casa» o lugar que ela deveria ter. Não é por acaso que a escolaridade deixou de se chamar «instrução» para entrar no largo espectro da educação.

A escola passou a ser um ponto fulcral do crescimento e da vida. E ainda bem, pelo que isso significa de possibilidades de acesso à «instrução» e de igualdade de oportunidades. Porque a «casa», claro, nunca foi igual para todos. Só que passamos a exigir da escola muito do que antes era função da «casa», isto é, da família. E é uma exigência quase sem contrapartidas. Queremos que a escola ensine, ocupe e eduque os nossos filhos. Delegámos na escola, sem lhe perguntar nada, muitas das tarefas que durante séculos competiram aos pais. E a escola nem sempre consegue responder a esta exigência – além da evolução do conhecimento, ainda tem de responder ao «vazio» deixado pela ausência de «casa» durante a maior parte do dia.

No mínimo, temos de tentar conhecer e entender essa escola à qual, com mais ou menos confiança, entregamos os nossos filhos. [...]

*Editorial de Sofia Barrocas na Revista do JN

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Futebol burguês

por Pedro Sousa em 12 de Setembro de 2007

em Com a devida vénia

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foto de ASF – www.abola.pt 

Os jogadores de Scolari já conseguiram quase todos as transferências e os contractos possíveis para as suas carreiras.Jogam enfastiados e à espera do apito final.Deco, Ronaldo,Quaresma, Paulo Ferreira, mesmo o Simão Sabrosa que marcou o golo, não corresponderam ao entusiasmo dos adeptos.Só Nuno Gomes pagou o preço de ter levado a bola à trave. E Scolari não pode fazer de conta que não entendeu ,durante a última meia-hora do jogo, que a Sérvia mais minuto menos minuto marcaria.As substituições foram feitas «by the book» sem sombra de talento.O árbitro não desmereceu da qualidade do jogo .Quem sabe se não estará também na fase final do Europeu?

daqui: http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2007/09/futebol-burgus.html

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A diferença entre o PSD e o PP e o PS*

por Pedro Sousa em 12 de Setembro de 2007

em Com a devida vénia

« [...]

O assunto é outro e o pedido o seguinte: enuncie dez características que, em sua opinião, separam e distinguem a nossa direita partidária (PSD e CDS) do PS e do governo.

Depois, envie as suas respostas e a corrente a dez pessoas conhecidas, reze uma oração à escolha, e aguarde pela vitória em 2009. E já sabe: se quebrar a corrente, Marques Mendes e Paulo Portas nunca mais chegarão ao poder.

Aqui seguem as minhas escolhas:

- a clareza de ideias;
- a renovação dos dirigentes;
- a abertura das estruturas partidárias;
- o desinteresse pelas benesses da política e dos lugares públicos;
- o discurso cativante e galvanizador de Marques Mendes;
- as novas ideias de Paulo Portas;
- a vontade reformista;
- as propostas para diminuir o Estado;
- o choque fiscal;
- o militante Jacinto Leite Capelo Rego
.»

* tirado daqui http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/09/corrente-milagrosa-da-direita.html

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Apatia

por Pedro Sousa em 10 de Setembro de 2007

em Com a devida vénia,País

Qualquer comparação entre o debate actualmente em curso no PSD e o ocorrido no PS, entre João Soares, Alegre e Sócrates, é letal para os social-democratas. A corrida interna no PS também atravessou o calor e nem por isso esmoreceu. Vimos debates, lemos artigos, ouvimos históricos e notáveis que não deixaram de se envolver; pressentimos que estava em causa uma discussão definidora. No PSD no pasa nada.
Esta situação revela o calculismo dos Reiters do partido. Não se querendo colar excessivamente a Marques Mendes, morto à chegada, temem ficar com um pêlo que seja de Meneses nos seus casacos aristocráticos. Tanto quanto um simples espectador pode compreender, isto passa-se porque o PSD há muito que não luta pelo país: Cavaco ganhou sozinho, Barroso recebeu o pântano de Guterres e Santana sentou-se ao lado de uma cadeira vazia.

 daqui: http://marsalgado.blogspot.com/2007/09/apatia-qualquer-comparao-entre-o-debate.html

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