O ATAQUE SELECTIVO

por Pedro Sousa em 7 de Abril de 2010

em País

Liberdade de informação é o Público fazer links para o Canal Parlamento quando na Comissão de Ética decorrem as audições da brigada do reumático (Guedes, Moniz, Crespo, Fernandes…) e silenciar, por exemplo, que hoje estão a ser ouvidos Augusto Santos Silva, Emídio Rangel e Paes do Amaral.

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1 Azevedo 8 de Abril de 2010 às 9:36

Sim, eu sei… não dá jeito… mas isso em Democracia também é liberdade de informação. A função da imprensa, nas sociedades abertas, é de contra-poder! Isso aprende-se em qualquer escola de jornalismo. É claro que o poder político, este ou qualquer outro, não gosta que lhe calquem os calos.
Podemos chamar ataque selectivo ao facto de um jornal publicar que um engenheiro técnico, então deputado e em regime de exclusividade, assinou uma série de projectos de casas no município da Guarda, e que esse mesmo indivíduo limitou-se a assinar as obras e não lhe deu o acompanhamento devido… Poderíamos achar tudo isto irrelevante… Mas esse mesmo indivíduo é o actual primeiro-ministro de Portugal… É o mesmo que vocifera a favor do” mérito” (apesar de ter tirado um curso ao fim de semana numa universidade privada, de duvidosa qualidade, apesar de ter estado matriculado numa excelente universidade pública)…
É claro que este caso da Guarda é apenas mais um de uma longa lista… e demonstra à saciedade um certo modo de ser e de estar na política.! É claro que para alguns tudo isto (apesar das evidências) não passam de ataques pessoais e calúnias! Para alguns um primeiro-ministro ter assinado ”mamarrachos” na Gurda e ser repreendido por escrito não tem qualquer importância… Para outros um cargo de tal natureza implica ter uma ética impoluta e um percurso profissional que dignifique a importância do cargo… Para se exigir dos outros é necessário que o nosso exemplo seja inatacável…

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2 Pedro Sousa 8 de Abril de 2010 às 9:51

Caro Azevedo,

Eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão, desde que ela não colida com a liberdade de terceiros.
Mas noto que, afinal, as notícias do Público sempre são orientadas e selectivas… só isso. Não discuto o seu mérito.

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3 Norberto castro 9 de Abril de 2010 às 21:35

“A função da imprensa, nas sociedades abertas, é de contra-poder! Isso aprende-se em qualquer escola de jornalismo. ”
Esta afirmação, deixou-me totalmente baralhado.
Que escola de jornalismo defende tal tese, e onde?
Nunca tal ouvi, desculpa.
No restante, acabamos ( se calhar com argumentos totalmente diversos dos que utilizas) por , no essencial, estar de acordo.
Mas, pessoalmente, acho, que o que fizemos ( eventualmente mal) no passado, não pode perseguimos para todo o sempre. Quem de nós não cometeu erros, que agora se arrepende?
Cumprimentos

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4 INQUIETO 8 de Abril de 2010 às 16:16

Meu caro!

Às vezes concordo contigo!

Que raio de assunto! lembram-se qd começámos a trabalhar? Nas nossas muito estimadas carreiras profissionais, no inicio tb fizemos asneiras, concerteza!

Se querem falar mal do Sócrates, e eu gosto de ouvir, e falar também, temos o dia-a-dia! caramba, todos os dias temos uma melhor do que a outra!

Mas deixa dizer, atrás de uma montanha veio outra, e assim será. Sempre. Ainda bem!!

A lição já nos foi dada. Já temos obrigação de a ter entendido.
Caso contrário, continuaremos alegres, alegremente

um abraço
inquieto

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5 Azevedo 9 de Abril de 2010 às 17:42

Sim,de facto, aos 32 anos, e sendo-se deputado da República é-se como um bébé a tibutear os seus primeiros passos políticos. O facto do senhor engenheiro ter assinado projectos que não podia assinar, e esses projectos têm erros graves de concepção, só mostra o sólido início de uma carreira sem mácula… Daí à sua intrasigente exigência com o mérito e o rigor foi um pulinho!!! Não há mesmo decoro!

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6 Pedro Sousa 9 de Abril de 2010 às 19:59

Caro Azevedo,

Tem de dividir o seu comentário, pois o facto dos projectos terem erros – a ser verdade – devia ter sido atacado na altura, não vinte anos depois como se isso pusesse em causa o PM. Isto ainda não é o tempo de Estaline.

Quanto aos projectos que não podia assinar, ainda não percebi porque é que não podia…. é que os pareceres jurídicos que li (tive de ler, dado que de leis pouco percebo) dizem precisamente o contrário.

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