Do arquivo mensal:

Fevereiro 2010

Olha… um deles tem coragem

por Pedro Sousa em 16 de Fevereiro de 2010

em País

Por incrível que pareça, venho aqui elogiar Pedro Passos Coelho…  este fim de semana, PPC enfrentou Alberto João Jardim. Merece louvor por isso, dada a total subserviência que todos costumam ter por aquele nos nos apela a todos de cubanos e aos jornalistas de filhos d p***.

Jardim ameaçou: “Enquanto eu andar na política e no PSD, você vai ter-me sempre à perna”. Passos Coelho respondeu: “Não tenho medo de si. Felizmente, a liberdade para fazer política no PSD não está dependente da sua vontade”.

E, ao que parece, a reacção mereceu um entusiasmado aplauso na sala do Conselho Nacional. Talvez o PSD comece a compreender que os votos que Jardim lhe dá não valem a credibilidade que lhe tira.

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MOVIMENTO TODOS PELA 2ª FASE DA VIA ESTRUTURANTE AROUCA – FEIRA

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Arouca

Eis o comunicado distribuido hoje na apresentação do movimento:

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COMUNICADO
Como é do conhecimento público, recentes decisões do Governo levaram à suspensão do processo de construção da Concessão Vouga, deitando por terra as aspirações de todos os arouquenses quanto à finalização da Variante que é de importância capital para o futuro do concelho.
Confrontados com esta notícia, um grupo de cidadãos dos mais diversos quadrantes políticos, sentiu a necessidade de criar um Movimento que sirva para concentrar a enorme indignação que todos os arouquenses sentem com a decisão tomada.
A execução da 2ª fase da Variante Arouca – Feira permitirá que Arouca deixe o isolamento a que está votada e possa planear um futuro onde a população se sinta bem e onde as empresas possa vir a investir. O que se passa hoje é de uma injustiça sem precedentes, deixando Arouca de fora dos acessos às principais rodovias, limitando a sua expansão social e economica.
Mas este Movimento, apartidário e aberto a todos os que sentem a injustiça desta decisão, resulta também da incredulidade  perante um Primeiro Ministro que veio pessoalmente a Arouca garantir a execução de uma obra, para, nas palavras do próprio, «fazer justiça para convosco e para que os portugueses saibam que não é possível no sec. XXI mantermos as ligações que temos a Arouca, que merece muito mais para se poder desenvolver». Na sua visita ao concelho de Arouca, acompanhado de altos deputados do Partido Socialista, José Sócrates sustentou que o concelho «não tem as mesmas oportunidades que outros, porque foi deixado para trás no investimento público em termos de acessibilidades».
Depois da palavra de um Secretário de Estado e de um Ministro das Obras Públicas ter ficado na gaveta, não podemos aceitar que o compromisso assumido pelo mais alto elemento do Governo seja letra morta. Aceitá-lo será ferir de morte a democracia.
Este Movimento procurará sensibilizar o mais número de pessoas, dentro e fora da política, para a necessidade de exigir ao Governo, ao Primeiro Ministro, ao Ministro das Obras Públicas e aos deputados que os sustentam, que o investimento na conclusão da Variante Arouca – Feira é urgente e é uma questão de coesão territorial.
O investimento na Variante Arouca-Feira é de importância vital para que, passados os tempos difíceis por que navegamos, o concelho esteja preparado para crescer.
O investimento na Variante Arouca-Feira é o cumprimento da palavra do Primeiro Ministro que, muito bem, se referiu a ela como uma questão de justiça.
O investimento na Variante Arouca-Feira é uma gota no enorme oceano que é o Orçamento Geral do Estado que colmatará um esquecimento de quase 20 anos.
O investimento na Variante Arouca-Feira não pode mais ser adiado pois corremos o risco de ver definhar um concelho com um potencial invejável no distrito de Aveiro e na Área Metropolitana do Porto, e que constitui património Geoparque da Unesco.
Os signatários deste movimento não podem assistir indiferentes a esta autêntica fraude a que querem submeter os arouquenses e tudo procurará fazer para que a justiça da reclamação de Arouca seja ouvida e compreendida por todos os que têm o dever de promover um desenvolvimento do território solidário e coeso.
António Jorge
Carlos Costa
Pedro Magalhães
Pedro Sousa
Victor Mendes

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Geoparque de Arouca apresentado às agências de viagens

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Arouca

“Com a equipa reduzida, mas muito eficaz do GA, estamos a conseguir os nossos objectivos”, sublinhou Margarida Belém, que definiu como dos mais importantes objectivos “tentar entrar nos circuitos dos agentes de viagens”.

A promoção do Geoparque tem vindo a ser feita a dois níveis: os profissionais e o público, afirmou. A aposta nas agências de viagem exigirá da autarquia e da equipa gestora do GA – integrada na Associação Geoparque Arouca (AGA) – um trabalho baseado na “persistência”.

“Ao nível dos profissionais, a equipa está a fazer um trabalho fantástico”, declarou Belém, que se mostrou confiante quanto ao atingir do desiderato anunciado.

Contactos nesse sentido foram mantidos já na BTL de Lisboa e na FITUR de Espanha.

“Elaborámos um dossiê que teve a colaboração de todos os agentes locais – unidades hoteleiras, empresas de animação, espaços museológicos e inclusive a restauração”, disse a vereadora.

“Acreditamos que nos vai projectar a nível internacional”, afirmou, considerando a Galiza é o mercado prioritário.

Arouca figura entre os 63 geoparques da rede internacional da UNESCO – organismo das Nações Unidas para a ciência, educação e cultura.

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O PREC da direita*

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Com a devida vénia,País

Entre o 25 de Abril de 1974 (mais precisamente entre o 11 de Março de 1975) e o 25 de Abril de 1975 viveu-se, em Portugal, um clima de avassaladora intimidação para quem não comungasse da visão dos revolucionários.

Durante esse período quem ouvisse a rádio, visse a televisão, lesse os jornais, participasse nas famosas RGAs nas Escolas Secundárias, quem ouvisse os sindicatos, as comissões de trabalhadores, de moradores, de soldados e marinheiros e o MFA, ficava completamente convencido que caminhávamos a largos passos para uma sociedade totalitária, na esfera de influência da União Soviética. A música, o vocabulário, as manchetes, as acusações de fascista e reaccionário, tudo fazia crer na esmagadora maioria de votantes no PCP.

Com a surpresa de todos o PCP foi derrotado tendo-se seguido o PREC, altura em que o PCP e a extrema esquerda  tudo tentaram para subverter o resultado das eleições constituintes.

Tal como já aqui referi e como o Eduardo Pitta tão bem sintetizou num título de um post, vivemos neste momento o PREC da direita. Os métodos são idênticos e a intimidação de quem ousa dizer o contrário de quem mais grita, de quem mais fala, de quem mais defende a liberdade de expressão, é absolutamente extraordinária. Acresce que em Outubro o país se pronunciou votando maioritariamente no PS.

Mas tudo serve para dar a sensação de desvario, tal como aconteceu com o PREC de 1975. A forma irresponsável como se acusa o poder judicial de estar ao serviço do governo e de Sócrates, essa encarnação do maligno, como se incentiva o julgamento sumário pela populaça, guindando os jornalistas, tal como os militares durante o PREC, ao patamar dos deuses, faz-nos recuar 35 anos.

Tal como nessa época é preciso não perder de vista o essencial – a liberdade, a responsabilidade e o respeito pelas instituições democráticas. Porque é esse desrespeito que faz com que Portugal possa transformar-se num Estado de Direitoformal, como demagogicamente afirmou Paulo Rangel, no Parlamento Europeu.

*Título roubado ao Eduardo Pitta

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Estes últimos tempos não têm sido nada fáceis para a justiça portuguesa. Todos os casos (ou supostos casos) que têm vindo a lume, demonstram uma justiça que não funciona quando não interessa, ou então não funciona porque tem interesses.

O debate inócuo entre o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremos Tribunal de Justiça, parece uma troca de galhardetes do café da esquina, numa linguagem que parece propositada para dar a lado nenhum.

Mas demonstrações que a justiça não está nada preocupada com a sua imagem e que está muito interessada em entrar na política não são só estas.

As imagens de um Oficial de Justiça a querer notificar um orgão de comunicação social sobre um providência cautelar foram, para mim, chocantes. O oficial de justiça foi gozado por aqueles que, quando ganham um processo na justiça, tanto gostam de o publicitar.

Independentemente da justeza da providência (não me cabe a mim aferir) a verdade é que os tribunais funcionaram como deviam e o jornal Sol fez de conta que a justiça é só para os outros (já serão influencias angolanas?).

Mais estranho ainda é que, por exemplo, a Associação Sindical dos Juízes, tão lesta a solicitar esclarecimentos a Sócrates sobre o Face Oculta (e bem), não tenha feito qualquer comentário à banalização da decisão de um par, provavelmente membro da associação,  sobre a publicação do jornal.

Também o Sindicatos dos Magistrados do Ministério Público mantêm o silencio total sobre este regabofe que aconteceu na sede do Jornal Sol.

Sempre ouvi, desde pequenino, que o respeito não se impõe, conquista-se. Desta forma é normal que seja cada vez mais difícil que, quem quer que seja, respeite qualquer elemento da máquina judicial.

É pena… mas é sempre mais fácil dizer que a culpa é dos outros!

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OS TIMIDOS SINAIS…

por Pedro Sousa em 14 de Fevereiro de 2010

em País

Aqui fica um copy-paste dos valores publicados hoje pelo Eurostat sobre a produção industrial na UE.

Among the Member States for which data are available, industrial production fell in twelve, rose in six and remained stable in France. The largest falls were registered in Denmark (-5.2%), Ireland and Latvia (both -4.2%), Poland (-2.8%) and Germany (-2.6%), and the highest increases in Lithuania (+2.3%), Portugal (+0.7%), the United Kingdom (+0.6%) and Spain (+0.5%).

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O DINHEIRO TRAZ FELICIDADE?

por Pedro Sousa em 14 de Fevereiro de 2010

em Estado de Espírito

Money doesn’t always bring happiness. People with ten million dollars are no happier than people with nine million dollars.

Hobart Brown

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Movimento pela 2ª Fase da Variante

por Pedro Sousa em 14 de Fevereiro de 2010

em Arouca

Juntei-me a António Jorge, Vitor Mendes, Carlos Costa e Pedro Magalhães na constituição de um movimento que procura agregar muitos para lutar pela 2ª fase da Variante.

Sigam a info aqui

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Autarquia e Faculdade de Engenharia assinam protocolo

por Pedro Sousa em 12 de Fevereiro de 2010

em Arouca

Arouca: A Câmara Municipal e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto firmaram um protocolo de colaboração, com o objectivo de fomentar a intervenção do «Design Studio» da Faculdade no processo requalificação ambiental e urbana da autarquia. O acordo entre as duas entidades tem a validade de um ano (renovável), e pode estender-se à participação de outras unidades da FEUP em vários trabalhos.

Este protocolo permite à Câmara Municipal usufruir da capacidade do «Design Studio FEUP» e dos docentes e investigadores que nele colaboram, nas áreas do design do desenvolvimento e design de produtos. Desta forma, consegue-se uma interessante cooperação entre o meio científico/universitário e a autarquia, proporcionando a troca de ideias, conhecimentos e experiências entre ambas as entidades

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LENDO POR AÍ…

por Pedro Sousa em 11 de Fevereiro de 2010

em Estado de Espírito,País

The truth is more important than the facts.

Frank Lloyd Wright
US (1869 – 1959)

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