CONSPIRAÇÃO… EU NÃO CREIO EM BRUXAS MAS…

por Pedro Sousa em 17 de Janeiro de 2009

em País

Já não é a primeira vez que fico com a sensação que Cavaco Silva e o PSD tem uma estratégia em conjunto para tentar abater José Sócrates e o PS.

Na mensagem de Natal, Cavaco começou por dizer que “é preciso falar a Verdade”, agora no comício do PSD, a frase debaixo do palanque era “Vencer com a Verdade”.

Eu nãoacredito em bruxas, pero que las ay…

{ 11 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 F Santos 20 de Janeiro de 2009 às 3:34

Se o teu prezado 1º Ministro realmente não andasse a mentir descaradamente e falasse verdade, escusava de ouvir o Presidente.

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2 Pedro Sousa 21 de Janeiro de 2009 às 10:16

Mas eu acho bem que o Presidente intervenha e não seja uma mera figura decorativa… daí ter aplaudido a intervenção do Jorge Sampaio quando nos livrou da dupla Santana Lopes/Paulo Portas.

Agora se começa a fazer campanha incoberta por um partido, isso já me parece mais grave.

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3 F Santos 21 de Janeiro de 2009 às 12:24

Bem, o que é que de tão grave fez o Santana Lopes para ter sido demitido na altura?? Lembras-te?
Isso sim, foi politiquice pura e com a conivência e acção do socialista Jorge Sampaio.

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4 Pedro Sousa 21 de Janeiro de 2009 às 15:02

Bem,

Fez muita coisa… mas não foi só o Jorge Sampaio, digo eu. Se o povo português tivesse achado injusto, nas eleições seguintes elegia-o (coisa que não fez).
Mas até o PSD queria a sua queda, pelo menos é o que diz Santana no seu livro “Precepções e Realidade”: «E, noutro plano, Cavaco Silva. De facto, Cavaco Silva corria o seu próprio caminho, que era também objectivamente contrário à minha liderança no partido e no Governo». Santana dixit E ainda nomeia outros resistêntes no seu livro (atenção, não sou eu que escrevo, é PSL): Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, Rui Manchete, António Borges e Marcelo Rebelo de Sousa.

Ninguém o queria no Governo…

Aliás uma pesquisa pela imprensa na altura, leva-te a leituras como esta:
“Um Governo em queda livre. Parece ser essa a percepção dos portugueses em relação à equipa de Santana Lopes, depois de analisadas as percentagens da última sondagem realizada pela Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena Um.

Os maus resultados incluem mesmo alguns recordes negativos, com valores nunca antes atingidos em algumas das questões do barómetro. Nessa categoria está a pergunta relativa à própria actuação do Governo. 55 por cento dos inquiridos nesta sondagem consideraram a actuação “má” ou “muito má”. Em Janeiro de 2004, quando ainda era Durão Barroso o primeiro-ministro, esse total já chegava aos 49 por cento [..]

A estes números há que juntar as percentagens obtidas à pergunta sobre as expectativas. Precisamente metade dos entrevistados consideraram que a actuação do Governo tem sido “pior do que esperava”. Não deixa de ser sintomático que até mesmo entre os simpatizantes do PSD e CDS exista quem assim pense. 36 por cento desta sub-categoria responderam dessa forma. Metade dos simpatizantes dos partidos da coligação já estava à espera desta prestação, enquanto que apenas nove por cento acha que Santana está a fazer “melhor do que esperava”. Na totalidade da amostra, só para seis por cento Santana Lopes foi uma surpresa positiva.

O Governo actual, apesar de imensas criticas e de tudo o que dizem correr mal, continua com indice de confiança alto por parte dos Portugueses. E isso é importante…

Claro que podes sempre argumentar, como PSL, que as empresas de sondagens estão ao serviço do Governo

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5 Pedro Sousa 21 de Janeiro de 2009 às 15:09

Deixa-me acrescentar mais… Sampaio teve toda a razão (no meu ponto de vista) porque:

a) A vitória de Sócrates foi esmagadora e acima de todas as projecções, o que prova que Sampaio leu bem o “pulsar” do país; E foram umas eleições onde a abstenção desceu, o que prova bem a vontade de mudança;

b)Santana Lopes teve um resultado humilhante, o que prova que todos o queriam longe.

c) Toda a esquerda subiu, principalmente BE mas também a CDU. Dois terços, sim , 2/3 dos votos foram para a esquerda.

Mas há melhores provas da vontade do país que aquilo que resultou das urnas??

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6 F Santos 22 de Janeiro de 2009 às 3:43

“a) A vitória de Sócrates foi esmagadora e acima de todas as projecções, o que prova que Sampaio leu bem o “pulsar” do país”

Pedro, por esta ordem de ideias sempre que um Presidente sinta o “pulsar” do país pela negativa, faz cair o governo. isto não me parece muito democrático.

Depois, agradeço a tua resposta elaborada. Mas artigos de opinião há em catadupa. E havia muitos na altura que defendiam o contrário. Claro que o povo estava descontente. Claro que alguns iluminados e ressabiados do PSD também. Mas hoje em dia também há muitissima gente descontente, dentro e fora do PS e não é por isso que o sr Presidente dissolve o Parlamento.

Parece-me é que os PS’s andam com a mania da perseguição. Agora até o Presidente os quer destruir. Enfim, repito, se falarem a verdade ao país, talvez tenham melhor sorte…

Experimenta ouvir, quando puderes, o fórum TSF. A vox pop não engana. Esta país está nas ruas da amargura, a avaliar pelos intervenientes (e não só).

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7 Pedro Sousa 23 de Janeiro de 2009 às 0:54

Caro, discordo totalmente… sempre que um Presidente sentir o país com um visão do Governo e da gestão do país ao “nível da sajeta”, claro que deve convocar eleições, se achar que isso é benéfico. O povo é soberano e depois decidirá.

O que eu postei não é propriamente uma opinião, é o resultado de uma sondagem científica… mas, pode sempre ser posta em causa.

É verdade que há muita gente descontente, mas a grande maioria valida a actuação do Governo (não há uma única sondagem em contrário), pelo que não vejo razão para novas eleições.

Melhor que o fórum da TSF, são as Sondagens. Para este tipo de fóruns, toma mais a iniciativa quem quer reclamar do que quem quer elogiar (é como nas vendas, uma reclamação espalha-se mais depressa).

O país anda pelas ruas da amargura… verdade. E ainda bem que são os socialistas que estão no Governo desde 2005 ou a situação, acredito, seria BEM pior!

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8 Pedro Sousa 23 de Janeiro de 2009 às 0:56

Se quando cumpriu dois anos de presidência Cavaco Silva mereceu o meu elogio, agora que terminou o seu terceiro ano do seu mandato a minha opinião mudou, tivemos dois anos de Cavaco Silva na Presidência da República e um terceiro ano de cavaquismo presidencial.

Coincidência ou não, desde que Manuela Ferreira Leite chegou à liderança do PSD o Palácio de Belém tornou-se no centro da intriga política. Cavaco até tem mantido uma postura tranquila e cada vez mais distante do Governo, mas enquanto o Presidente se abstém de grandes críticas ao Governo, a “fonte de Belém” tem-se desdobrado em lançar a intriga nos jornais.

Tudo começou com a escolha de Manuela Ferreira Leite, na ocasião o Expressão noticiou o envolvimento da Presidência da República o que suscitou um desmentido, mas o Expresso manteve o que tinha escrito. O ponto mais alto aconteceu com a primeira comunicação sobre o Estatuto dos Açores, que chegou ao conhecimento dos portugueses graças a uma notícia do Público baseada numa “fonte de Belém”. Como se não bastasse a intriga da “fonte de Belém” chegou-se ao cúmulo de ver Manuela Ferreira Leite antecipar por várias vezes as declarações públicas de Cavaco Silva, denunciando um acesso privilegiado às opiniões de Cavaco Silva e, pior do que isso, ter autorização para antecipar as declarações de Cavaco Silva.

Este terceir ano foi a oportunidade de Cavaco Silva cumprir a promessa que fez dezenas de vezes durante a campanha presidência, que os seus conhecimentos de economia serviriam para ajudar o Governo e o país. A verdade é que o país e o mundo mergulharam numa das maiores crises da história e de Cavaco Silva nem uma única palavra, atento às sondagens de opinião Cavaco Silva parece estar mais preocupado com a sua imagem e uma futura reeleição do que com o país, parece recear que o seu envolvimento na busca de soluções o prejudique. É isto o cavaquismo na sua essência, foi assim que Cavaco governou Portugal, mais preocupado com a sua imagem e o seu sucesso eleitoral do que com o futuro do país.

Neste terceiro ano Cavaco Silva mudou de estratégia, a cooperação estratégica que ninguém viu deu lugar ao puro calculismo político, ao cavaquismo presidencial. Enquanto o país enfrenta a crise Cavaco Silva gere a sua imagem a pensar nas próximas eleições presidenciais.

retirado do Jumento

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9 F Santos 23 de Janeiro de 2009 às 11:28

“sempre que um Presidente sentir o país com um visão do Governo e da gestão do país ao “nível da sajeta”, claro que deve convocar eleições”

Então, como é intuito do Eng Sócrates, é isso mesmo que o Presidente devia fazer.

Depois, hás-de dizer-me onde está a sondagem que valida a actuação do governo. Há as que não validam a oposição e por consequência reelegem o PS. É um bocadinho diferente.

Outra: os PS’s são especialistas a ignorar a rua: os professores, a função pública, os estudantes, a sociedade em geral manifesta-se e fazem orelhas moucas. Lamentável. O que interessa são as sondagens. E, espantemo-nos, mais à frente dizes que o Cavaco Silva governou e preside para as sondagens. Meteste aqui os pés pelas mãos, porque em coerência se tens aquela ideia do Presidente também tens de a ter do PS e não foi isso que escreveste.

Para terminar, não sei se não é o Presidente que não colabora com o Governo ou se é o autismo, prepotência e arrogância deste que não o permitem. Eu, como não tenho fontes que me afirmem uma coisa ou outra, dou as relações como cordiais. Mas depois vêem os PS’s com a “teoria da conspiração” dizer que o Presidente os quer derrotar. Imaginação fértil. Se a tivessem para outras coisas.

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10 Pedro Sousa 24 de Janeiro de 2009 às 9:05

Caro não sou eu que digo que o Cavaco preside para as sondagens (eu sei que tens muita vontade de me apanhar em contra-mão). Quem o escreveu foi outro bloguista do Jumento (que eu cito no fim do comentário).

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11 F Santos 26 de Janeiro de 2009 às 4:26

Mas se o postaste, concordas.
Mas enfim, tudo bem. Andamos tão preocupados com a imagem e sondagens do PS que dá para tudo.
Se queres que te diga, até acho que este Presidente intervém pouco. Aliás, para quem gosta tanto de sondagens, sabes que há uma que diz precisamente isso, que o povo acha que o Presidente devia intervir mais. Portanto, se o homem raramente intervém, como é que pode andar a “minar” este governo?? Deixem lá isso e concentrem-se no essencial: como tirar este país do buraco em que o meteram!

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