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Do arquivo mensal:
Dezembro 2008
Na proposta apresentada pela Plataforma de Educação ao ME pode ler-se, relativamente à Menção Qualitativa a atribuir ao docente:
“1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções qualitativas que não sejam as de “Insuficiene”, “Regular” ou “Bom”, até porque esta é matéria para negociação futura; ”
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos.”
Claro, só o Bom é que produziria?
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Sim, até José Sócrates pode ter boas medidas:
Uma medida tipica de um Governo de direita que abusa dos trabalhadores e fomenta o trabalho precário, blá, blá, blá
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Alegre não é mais do que a boa consciência da esquerda que se orgulha de não ter cedido perante o pragmatismo inevitável do poder. O seu discurso é o de alguém que nunca governou nem, arrisco eu, saberia bem como o fazer se lhe fosse dada a oportunidade. Por isso, e contra a capitulação e os desvios direitistas do PS, Alegre enche o peito e pede coragem e vontade de mudar. Cheio de boas intenções, Alegre recorre a todos os chavões moralistas da esquerda tradicional. Há quem se deleite com isto e o veja como alguém que se manteve puro e que não traiu os mais elevados princípios e valores da esquerda. Ele é o virtuoso; o sonhador; o bom. Ele é a esquerda que não aprende, nem aprenderá, em todo o seu esplendor. Alegre é uma ‘alma bela’, que não se compromete com a acção política, sendo essencialmente negativa e acusatória. É do alto da sua inocência que ele recrimina quem traiu os seus elevados ideais. A vacuidade do discurso é total, e resume-se basicamente a umas quantas proclamações de um sentimentalismo bem intencionado mas irresponsável. Manuel Alegre pode querer ser muitas coisas, mas eu aposto que ele deve querer sobretudo manter-se inocente. A eficácia do seu ‘discurso político’ depende disso
daqui: http://jugular.blogs.sapo.pt/555836.html
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no seu blog
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Imagino que para a FENPROF estes devem ser professores sem P maiúsculo. Não devem gostar de ser professores. Estão contra a classe docente e outras tretas do género.
Para o resto da população, acredito que sejam apenas professores com opiniões diferentes da maioria.
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Número médio de faltas por deputado às sessões do Parlamento nesta legislatura (desde Março de 2005 até ao presente):
PSD – 45
CDS/PP – 35
PCP – 35
PS – 31
BE – 24
PEV -12
Fonte: Público, 13-Dez-08
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Nos últimos tempos foram vários os casos que nos fazem pensar que os nossos sindicatos são cada vez mais dirigidos por gente que vive do sindicalismo e para quem os seus próprios interesses estão acima dos problemas dos trabalhadores. Aliás, basta ver o currículo de muitos dos nossos sindicalistas para percebermos que uma boa parte deles há muito que abandonaram as suas profissões, sendo sindicalistas profissionais há décadas, vivendo tranquilamente nos gabinetes sindicais sem sequer terem que prescindir dos vencimentos quando convocam greves.
Há algum tempo veio a público que um sindicato da CGTP tinha levado os trabalhadores a ficar dias e dias à porta de uma fábrica a aguardar uma decisão judicial a um requerimento que não chegou a ser interposto. Os mesmos trabalhadores, que tinham sido despedidos e estavam sem ordenados há algum tempo, teriam que pagar ao sindicato dois anos de quotas e 10% da indemnização que viessem a receber. Ficou a saber-se que este dízimo (na UGT é de 5%) é uma importante fonte de financiamento dos sindicatos, isto é, que os nossos sindicalistas vivem em grande parte à custa dos desempregados.
Veio a público que nos CTT haviam 80 sindicalistas à viver à conta da empresa, número bem maioria. do que o de empregados da maioria das empresas portuguesas. Como o acordo de empresa caducou deixaram de beneficiar da isenção de horário e tiveram que voltar ao trabalho. Ficou a perceber-se que um dos preços pagos pela empresa de correios para assegurar a paz laboral era pagar a um exército de sindicalistas.
Na Câmara Municipal de Lisboa os trabalhadores da limpeza foram convocados para uma greve de quatro dias e foi entregue um novo pré-aviso de greve para mais quatro dias só porque António Costa ousou ler um estudo sobre a possibilidade de contratar privados para limpar duas zonas de Lisboa. Para os sindicatos o autarca eleito para gerir a autarquia só pode fazer opções com que os sindicalistas estejam de acordo, mesmo que isso vá contra os interesses dos cidadãos. Não hesitam em levar trabalhadores que ganham pouco mais de 500 euros por mês a prescindir de oito dias de ordenado no mês do Natal para fazerem chantagem sobre a autarquia. Não estando em causa nenhum direito dos trabalhadores o que move os sindicatos? O medo de perderem influência e quotas, fazendo perigar as suas próprias mordomias.
No ensino é cada vez mais evidente que Mário Nogueira está mais interessado no conflito político-partidário do que nos direitos dos trabalhadores, chegando ao ridículo de colocar em causa a dignidade da classe apresentando uma proposta ridícula de auto-avaliação. É cada vez mais evidente que Mário Nogueira está mais preocupado com as directivas que recebe e com a influência da FENPROF do que com os direitos dos trabalhadores.
Começa a ser evidente que alguns sindicatos são geridos por profissionais do sindicalismo, alguns em par-time já que são dirigentes destacados de partidos políticos, cargos a que ascenderam graças ao seu papel nos sindicatos. São “não trabalhadores”, uma espécie de gestores sindicais que vivem à custa dos trabalhadores, do Estado e das empresas públicas que lhes pagam os ordenados.
O seu papel não é negociar, é fazer vergar o Estado, impedir governantes e autarcas de gerir os interesses públicos, recorrendo à greve mais como instrumento de descontentamento popular do que de reivindicação. Não participam nas negociações para defender os interesses dos trabalhadores, mas sim para salvaguardar a sua própria imagem e defender os interesses dos sindicalistas. Quanto mais aparecem nas televisões maior é a sua notoriedade pública, quanto mais contribuírem para a erosão eleitoral dos governantes e autarcas mais são promovidos no seu partido.
São sindicatos que vivem mais em função dos seus dirigentes do que no dos trabalhadores. É caso para dizer que há lodo no cais.
daqui: http://jumento.blogspot.com/2008/12/h-lodo-no-cais.html
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Tal com referido aqui, os deputados parecem apreciar a gazeta à 6ª feira… pudera.
Mas há sempre os iluminados e Guilherme Silva, ex-lider parlamentar do PSD, sacou a solução da cartola… só devia haver plenários às terças, quartas e quintas para “evitar o problema das faltas dos deputados que saem mais cedo para o fim-de-semana”
Diz ainda que a “deslocação dos deputados para regressarem aos fins-de-semana às suas famílias tem uma componente humana que também é respeitável”
Eu tenho mais sugestões:
a) Não marcar plenários quando à futebol, porque a componente do sofrimento clubistico também é respeitável;
b) Não marcar plenários nas pontes, porque o descanso de fim-de-semana prolongado tem uma componente de relaxamento que também é respeitável
c) Não marcar plenários pura e simplesmente porque não…
E depois como é que querem que não lhe malhemos??!?!
NOTA IMPORTANTE: Alguém me referiu que o André Almeida é dos deputados que menos faltas tem (ou nunca faltou… não estou seguro). Sendo assim, vão daqui os PARABÉNS ao André, pelo exemplo que dá.
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O título podia ser outro qualquer, mas depois de ouvir “milhares” de vozes a dizer que o Ministério da Educação fazia uma pressão inqualificável sobre os professores, ver que existe um post como este num blog de professores, faz-me pensar que, no meio de tudo isto, alguém se esqueceu que a liberdade de voto e pensamento é um direito conquistado e que ninguém deve ser perseguido por isso.
Escreve este bloger professor sobre quem, exercendo a sua liberdade, votou contra a suspensão do modelo:
Conheça os nomes dos PCEs (Presidentes dos Conselhos de Escola) que votaram contra e assinaram ou subscreveram declarações de voto. Vale a pena ler a acta para ter conhecimento do teor das declarações de voto. Fica-se a saber mais um pouco sobre o que move os adversários dos professores.
Sim, acredite ou não, isto é um post de um professor sobre outros professores. Tal como escrevi noutro post, é a questão de que quem não está comigo, está contra mim. VERGONHOSO!! Se bem que depois daquela de que um professor que não fosse grevista, não era professor com P maiúsculo, se calhar não devia ficar surpreendido.
Acredito, no entanto, que grande parte dos professores não se revê neste tipo de perseguição. Quero acreditar nisso. Tenho de acreditar nisso.
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