LENDO POR AÍ…

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Com a devida vénia

«Sempre que o confronto entre os professores e a ministra da Educação sobe ao Parlamento assistimos a um facto estranho: o PSD parece estar do lado dos sindicatos. O mesmo se passa com os professores sindicalistas mais ligados ao PSD, nomeadamente os que alinham na FNE ou no Sindep, cuja posição não se mostra claramente diferente daquela que a Fenprof vem defendendo. Ou seja, o PSD nesta ‘guerra’ toma partido contra a ministra e, por essa via, a favor dos professores.

O reflexo é simples: se os professores estão contra o Governo, o PSD entende que deve aproveitar essa onda (em boa verdade, não se percebe bem se é a direcção do PSD ou parte do PSD, porque esse é outro dos problemas que o maior partido da oposição tem neste momento).

Aconselharia o bom senso, porém, que o PSD fizesse uma leitura mais cuidada do conflito. É que, além de questões seguramente importantes, como o excesso de burocracia na avaliação ou o método como esta tem sido imposta (sem sucesso visível) aos professores, existe algo de mais fundo neste combate: e não é a simples ideia de que não é necessária uma hierarquização da carreira ou de que as progressões devem ser automáticas, que parecem ser o cerne daquilo que os professores pretendem. É muito mais grave do que isto: na verdade, assistimos a uma tentativa de impedir a aplicação de uma lei, através da mobilização de manifestações e de greves. Algo que nenhum governo de país democrático pode aceitar como método. Como nenhum partido que aspira a ser poder, sobretudo se for do espectro do centro-direita – como o PSD -, pode aceitar.

Ao posicionar-se nesta guerra como se de um mero confronto político, sem outros contornos, se tratasse, o PSD tem degradado a sua imagem e dado tiros no pé.

Parte do editorial do Jornal Expresso desta semana.

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O AINDA INTERESSANTE TEMA DO MOMENTO

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Arouca

A vitória dos professores será a derrota de Portugal. Ao dia 5 de Dezembro de 2008, ninguém pôs os olhos num qualquer modelo de avaliação alternativo que tenha sido enfiado por alguma janela do Ministério. Nem há quem saiba ao certo o que os professores querem para além da demissão da Ministra e a garantia de uma progressão linear, sem distinção de mérito nem aumentos da actual carga laboral. Quando acabar esta fase, se garantirem o que a oposição já se comprometeu em lhes dar, vão voltar ao que eram: uma classe profissional que não se une na defesa da escola, que não confia nas autoridades, que despreza os colegas e que tem como principal critério de sucesso a capacidade de antecipar a reforma.

E AINDA

Haverá quem considere o meu raciocínio anti-democrático. Não é grave – ou melhor, é, porque é esse o problema, saber o que é democracia e como funciona. É o poder da rua? Não, não é. Claro que há governos que caem na rua, por protestos massivos. Claro que é isso que os professores pretendem representar – um protesto massivo. Mas se calhar é altura de pararem para contar quem têm do lado deles. A oposição? Sim, têm a oposição. Mas se contarem com o que vale em votos a oposição têm de contar com o que vale em votos o governo. E há esse pequeno pormenor: é o governo legítimo em funções. Claro que uma pessoa se pode estar nas tintas para isso, mas é estar-se nas tintas para a democracia. A democracia não é só eleições? Não, não é. Governar não é só mandar? Não, não é. Também é ouvir e negociar. Tudo isso sucedeu, e os professores averbaram várias vitórias. Querem “ir até ao fim”? Bom, é com eles. Mas se a ideia for derrubar o governo, talvez seja boa ideia dar uma olhadela às sondagens e tentar perceber quem ganhará se houver novas eleições. É capaz de não ser o PCP.

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2008 Latest Edition – Did You Know 3.0

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Estado de Espírito

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DISCURSO DA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em País

Era, de facto, mais burocrática do que devia, provocando uma sobrecarga de trabalho para professores avaliadores e para professores avaliados.

Mas, devo dizer-vos, era a situação que os sindicatos conheciam quando assinaram o memorando de entendimento e que durante meses não puseram em causa.

Depois de ouvir e identificar os problemas concretos, não tive qualquer problema em avançar com medidas que permitem melhorar as condições de aplicação do modelo.

Ouvi muita gente durante muitas horas para o fazer.

Não esperei por propostas de terceiros para procurar corrigir erros e défices.

Tomo de empréstimo o que dizia Bento de Jesus Caraça: não tememos o erro porque não temos medo de o corrigir.

Mas não me peçam para suspender a avaliação de desempenho porque isso significaria voltar à situação que todos dizem que não serve.

Todos sabemos que suspender a avaliação de desempenho significaria, pelo menos, mais um ano com um modelo que ninguém diz defender.

Se ninguém o defende porque há, afinal tanta pressão para que ele continue?

Só o conservadorismo, venha da direita ou da esquerda, só o conservadorismo, repito, ficaria contente com uma suspensão que não serve as escolas nem os professores que querem e merecem progredir na carreira e ver o mérito reconhecido e incentivado.

Nem me peçam para aceitar um novo modelo que assente na auto-avaliação.

Com a mesma franqueza afirmo que essa proposta é apenas um modo disfarçado e inaceitável de nada propor.

Significa isto que sou intransigente na defesa do modelo de avaliação em vigor?

Não.

o texto completo aqui: http://www.min-edu.pt/np3/2923.html

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SOBRE A GESTÃO DA BANCA

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Com a devida vénia,País

Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana:

Hoje em dia, toda a ctividade económica parece decorrer num ambiente de ignorância. Greenspan não sabia que estava a preparar uma crise de dimensões históricas. O Banco de Portugal não sabia que as contas do BPN não batiam certo. Os administradores do BPN não sabiam de nada. Eu próprio desconheço, por completo, o que se passa nos bancos portugueses e, à primeira vista, todos os seus gestores me parecem pessoas de bem. É possível, por isso, que eu seja administrador de um banco sem que o saiba. Tenho o perfil e a doce inconsciência que o cargo, aparentemente, exige. Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivessemos tido a sorte de falir. Em todo o caso , a palavra chave é «desconhecimento».

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PS volta a subir nas intenções de voto.

 

NOTA: escusam de me insultar pela falta de modéstia… é mesmo para picar. Vá, laranjas e professores mantenham o bom humor… isto são só sondagens.

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Greve dos professores pára escolas de Arouca

por Pedro Sousa em 5 de Dezembro de 2008

em Arouca

“Se uns têm direito à greve, outros têm direito a dar aulas. Por isso tentei manter o
funcionamento da escola e gerir as coisas, como, por exemplo, abrir a cantina mais
cedo para os alunos não irem embora sem comer”, garantiu Adília Cruz, presidente
do Conselho Executivo da Escola Secundária de Arouca.

aqui: http://www.jornalregional.com:80/?p=cfcd208495d565ef66e7dff9f98764da&distrito=&concelho=&op=noticia&n=419dddbce44db277924151072178c7a5

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Lendo por aí…

por Pedro Sousa em 4 de Dezembro de 2008

em País

Ei-los de novo. Em frente, marche, pois marcha que se farta Mário Nogueira, a mão cheia de nada e a outra de coisa alguma. Repete-se, não se enxerga  e vai de mal a pior aos olhos de quem desconfia deste perigoso unanimismo. Os sinais estão todos à vista: Nogueira não quer isto, não quer aquilo, não quer este modelo, não se sabe que modelo quer, torce o nariz a tudo o que lhe põem no prato como adolescente enfastiado, a esticar a corda. Não, não se pode respeitar este indivíduo, ar de faia, um pintas todo pintas e esta é, talvez, a única característica digna de registo, a graça que ele tem. Porque quanto ao que sobra, estamos conversados: é o vazio. Convenhamos que a luta dos professores não é outra coisa que resistência natural, desastrosa resistência feita de nada, uma lástima. Basta-me passar os olhos pelo blog do professor Guinote para perceber o que anda no ar. Apoucado, o simbólico professor Guinote escreve que se desunha, posta que posta e torna a postar, passa a vida naquilo, às voltas com a não existência, panfletos, a tomada da Bastilha em forma de histórias de vida, lamentosas, chorosas, «prenhes» de amor pelo ensino, pelos alunos, novelas que mostram o que interessa mostrar.
Na 5 de Outubro, a inépcia política começou no dia em que se imaginou ser possível entregar aos professores, entre pares, um regime de avaliação de desempenho, observado como deve ser observado, avaliado, tal e qual e qual é o problema? É isto e mais aquilo, os titulares, os pares e a palavrinha mágica: colega. Todos colegas, todos iguais a subir na carreira sem mais nem menos, sem distinção ou «castas» como ouvi a uma professora que aqueles professores aplaudiram. A isto se resume a «luta», a resistência, o ovo da pobre serpente. Fui clara?
Tudo deveria ter sido oferecido com outro papel de embrulho menos austero e em certa medida, passe o trocadilho, menos embrulhado. Mais tempo, mais tento, menos pressa. Que pena! Por mim, estes professores «humilhados» mereciam, mereciam? Estão a pedir um Ofsted que lhes endireite a coluna, que os faça perceber que se deve ter cuidado com o que se deseja, que os obrigue a sair dessa cozinha provinciana onde toda a estupidez se concentra e coze em fogo lento.
E agora volto a mim de onde saio quando me apetece para voltar quando preciso, no tempo que preciso.

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SINDICATO COM DISCURSO EQUILIBRADO E FRONTAL

por Pedro Sousa em 4 de Dezembro de 2008

em País

Fiquei surpreendido com um texto publicado no DNMadeira, com o Presidente de um Sindicato a ter uma atitude pro-activa e de aviso aos seus filiados. É tão estranho em Portugal que decidi transcrever para aqui:

“As reformas implementadas pelo Governo da República ao nível da Administração Pública e muito em particular o peso que passa a assumir a avaliação do desempenho em termos de progressão na carreira, estão a preocupar o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da Região Autónoma da Madeira (STFP). Um pretexto para aquela estrutura sindical levar a cabo ontem, uma acção de esclarecimento destinada aos seus delegados sindicais.

O presidente do SFTP considera que esta reforma governamental “tem muitas implicações para o futuro dos trabalhadores”, porque representa “uma mudança radical” relativamente ao passado, justificando, por isso, uma “atenção muito especial” por parte destes.

A importância que passa a assumir a avaliação do desempenho, sustenta Ricardo Gouveia, “exige uma nova mentalidade” aos funcionários públicos, a quem aconselha, a partir de agora, a abandonarem “a postura de ligeireza” com que, normalmente, encaravam o seu processo de avaliação. Porque, acrescenta, “acabaram as épocas de dar-se boas notas a toda a gente”.

O dirigente sindical lembra, por exemplo, que os aumentos remuneratórios, antes dependentes “do simples decurso do tempo”, passam agora a “estar baseada no mérito” que por seu turno “é extraído dos resultados da avaliação”.

Com este nove cenário, Ricardo Gouveia sublinha que os funcionários públicos “têm de estar preparados para, nos momentos próprios e de acordo com o processo de avaliação, começarem a defender a sua nota desde princípio”.

O presidente do STFP conclui lembrando aos funcionários públicos que, com as novas regras, “a Administração Pública valoriza muito mais o atingir de resultados do que a maneira como os funcionários fazem o seu trabalho.”

DN Madeira – 03-12-2008

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Médicos…

por Pedro Sousa em 3 de Dezembro de 2008

em País

- Onde é que tu estavas? – Pergunta a mãe à menininha.
- No quarto, a brincar aos médicos com o Joãozinho. Ele era o médico e
eu a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira….
- Aos médicos!?!
- Médicos da Caixa, mãe… Ele nem me atendeu! dâhâhhh!!!!

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