O que está a acontecer com os camionistas (e aconteceu com os pescadores) deve envergonhar-nos a todos. Que alguns (ou muitos) decidam fazer greve, estão no seu direito. Agora querer fazer do seu direito o dever de todos os outros,merece cadeia. Não são grevistas, são rufias e criminosos.
Todos têm direito à greve, mas os piquetes que querem impedir trabalhadores honestos de trabalhar, comportam-se como gangs de malfeitores que merecem bem uma carga policial à antiga. Isso não são piquetes de greve, são grupos organizados de desordeiros. Não há lei neste país?
Quando diz “O meu compromisso é com os que passam um momento difícil como os milhares e milhares de portugueses que votaram socialista e agora estão no desemprego“, está a sugerir que, o simples facto de ser socialista, deveria garantir um emprego?
Estamos em Junho de 2008, a um ano e pouco de um novo ciclo eleitoral e, pela primeira vez desde 2004, penso que o caminho para que o PS perca as eleições e haja uma alternância política está claramente aberto à nossa frente. Duas prevenções desde já para as mentes perversas. Uma: não, não me enganei na data de 2004, porque era para mim certo em 2004 que o PS se não estava já no poder ia estar, era só uma questão de tempo.
Pacheco Pereira no seu blog Abrupto.
por Pedro Sousa em 7 de Junho de 2008
em País
Extrato da entrevista de Manuel Alegre a Judite de Sousa, retirada daqui : http://corporacoes.blogspot.com/
JS — Mas é ou não verdade, Manuel Alegre, que o Governo herdou dos governos anteriores do PSD um claro desequilíbrio das contas públicas e…
MA — É verdade.
JS — … e que, sem finanças públicas saudáveis, não se consegue fazer nada…
MA — Claro… Eu acho que sim e acho que um governo de esquerda tem obrigação de fazer isso. Agora, como equilibrar as finanças públicas? Como fazer o equilíbrio orçamental sem criar um grande desequilíbrio social?
JS — Quais são as suas soluções?
MA — As minhas soluções é que… mas as minhas soluções têm de ser pensadas num quadro europeu e num quadro… num quadro nacional. Nós estamos num quadro macroeconómico de grandes restrições fiscais e… monetárias e estamos num quadro de radicalismo de mercado em que os serviços públicos têm que competir com os privados segundo uma lógica meramente economicista. É preciso inverter tudo isto. É preciso orientações macroeconómicas que obriguem os Estados a ter como objectivo político essencial o emprego, o bem-estar, a justiça social e alterar…
JS — Mas esse não é um problema que nos transcende, não é um problema que, neste momento, está a ser comum a todos os países europeus por causa da grave crise internacional?
MA — Mas nós estamos na Europa. Nós temos uma posição passiva, temos de ter uma posição crítica.
Agora que o petróleo aumenta e aumenta e aumenta, não haverá aí muitos arrependidos pelo Não que dissemos à opção nuclear?
As consequências desse facto são, não apenas para os portistas mas, sobretudo, para os portuenses, avassaladoras. Goste-se ou não de futebol, seja-se ou não do Futebol Clube do Porto, ame-se ou odeie-se o seu Presidente, qualquer cego vê que numa cidade em profunda crise económica e depressão social, o FCP é uma das muitas poucas marcas que traz prestígio, bom nome e dinheiro para a cidade. A ausência da Liga dos Campeões, para além das sombras de suspeição que lançará sobre a história das últimas décadas do clube, comportará consequências económicas graves para a cidade, com perda de turistas, de movimento no comércio local, na restauração, na hotelaria, no Aeroporto Sá Carneiro, etc. Para além do prestígio quase irremediavelmente abalado, obviamente.
daqui: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/06/porto.html
por Pedro Sousa em 5 de Junho de 2008
em País
Pouco a pouco o Governo vai percebendo aquilo que é a realidade: Portugal continuará a ser um case study nas escolas de economia por este mundo fora. Desta vez, não por ser um caso de êxito sem precedentes (como se dizia nos anos 90), mas porque é talvez a primeira economia desenvolvida que se pode designar de economia submergente. Tal como manda a definição, a economia portuguesa vive um processo de empobrecimento continuado, sustentado e possivelmente irreversível.
artigo na totalidade aqui
por Pedro Sousa em 5 de Junho de 2008
em Arouca