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Repita lá?!?!?!?

RECORTES…

por Pedro Sousa em 1 de Setembro de 2007

em País,Repita lá?!?!?!?

Do jornal Expresso deste fim de semana, retive 2 artigos.

O primeiro diz “Inquérito que não vai dar em nada”. Isto é, ainda antes do inquérito decorrer, já sabemos que ele não vai dar em nada. A SOMAGUE pagou uns largos milhares de Euros a uma empresa que fez um servicinho ao PSD, já houve quem assumisse a “culpa política”, mas ninguém acredita que seja possível provar o que quer que seja. O crime compensa???

O segundo diz “3,9% de probabilidades de encontrar emprego das mais baixas da OCDE”. Cito partes:

Só 3,9% dos desempregados portugueses conseguem encontrar emprego mensalmente. Nos primeiros trinta dias após ficarem sem trabalho, a percentagem é de 7,1% mas diminui quase 1,5 pontos por cada mês que passa.
[...]
[estudo] coloca Portugal como o terceiro país da OCDE onde é mais difícil sair do desemprego.
[...]
O mercado mais flexível é o norte-americano onde, todos os meses, mais de metade dos desempregados conseguem voltar a trabalhar (56,3%). No primeiro mês são cerca de três quartos a fazê-lo.
Olivier Blanchard, professor de Economia no MIT e actual conselheiro do Presidente francês, justifica esta situação com a elevada protecção do emprego em Portugal.
[...]

jornada_luta2.jpg

Muito se tem falado sobre a necessidade de criar maior flexibilidade no mercado de trabalho português, que continua agarrado a um modelo ultrapassado. Concordo com o que disse Carlos Tavares (ex-ministro PSD) “Precisamos de deixar de proteger o emprego e passar a proteger a pessoa”.

Interessante, não?

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[...]
Mais uma vez (começa a ser frequente) conta a anedota do compadre que foi ao bordel, quando estava com duas profissionais do ramo entrou-lhe uma rusga pela porta dentro, a primeira menina identificou-se como sendo cabeleireira, a segunda como manicura, aí o nosso compadre exclamou”querem ver que a p* sou eu?”.
[...]

daqui
http://jumento.blogspot.com/2007/08/umas-no-cravo-e-outras-tantas-na_30.html

Realmente temos de reconhecer que é extraordinário a lata que a classe política ganhou em Portugal (mesmo os exportados). Torna-se natural dizer que não sabia, não li, não foi comigo, foi o meu assessor que fez o blog. Um destes dias, encontrar um político honesto em Portugal, vai ser mais difícil que encontrar o Wally!!

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ÓDIO DE ESTIMAÇÃO

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2007

em Com a devida vénia,País,Repita lá?!?!?!?

alberto_joao_jardim.jpg«Estou-me nas tintas para os regulamentos da República Portuguesa», afirmou há dias Alberto João Jardim.

Confesso que AJJ é, para mim, um género de ódio pessoal. Não ódio no verdadeiro sentido da palavra, mas ele é “aquilo” que mais me custa na democracia portuguesa. Jardim é, na minha opinião, a última grande nódoa na nossa democracia.

Pessoa trauliteira, sem tento na língua, com expressões vergonhosas, sem respeito por ninguém nem nenhuma instituição, a quem uns líderes do PSD vão beijar a mão, dado o seu poder.

O que ele diz é rapidamente esquecido… pérolas como chamar-nos cubanos, ou usar o termo filhos da p*** numa conferência de impresa e muito mais. TUdo faz e diz e nada lhe acontece. É um português (infelizmente) do qual tenho vergonha. É alguém que mancha de vergonha a classe política. É alguém que não merece que o Estado lhe pague um princepesco salário. Aliás, dá-me saudade de não existir neste momento a figura da deportação!!!

O homem incomóda-me e não é pouco! Aliás, como qualquer mal-educado que cospe na mão que lhe dá de comer!

Em anexo um excelente texto de Baptista Bastos:

“Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.

Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».

A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?

O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.

A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.”

http://vejambem.blogspot.com/2007/08/alberto-joo-jardim-um-fascista-grotesco.html

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