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País

“Nuno Crato não sabe o que é uma escola”

por Pedro Sousa em 11 de Setembro de 2011

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Santana Carrilho, o ex-conselheiro de Passos Coelho para a Educação, em entrevista ao Correio da Manhã, arrasa o primeiro-ministro e o governo. É tudo tão evidente que já não escapa a ninguém. Segue uma pequena amostra da entrevista:

- Está satisfeito ou desiludido com a actuação do Governo?
- Profundamente desiludido.

- Porquê?
- Porque me parece evidente que se trata de um Governo genericamente impreparado, designadamente o primeiro-ministro, que revela essa impreparação.

- Além da eventual impreparação, pode haver situações não previstas que alteram as intenções iniciais…
- É evidente que pode pôr em causa, mas também é evidente que, observando aquilo que é feito, vê-se que não há preparação. Veja do ponto de vista económico. O que é que foi dito? Que não iam aumentar impostos. Um político não pode fazer afirmações da maneira assertiva que Pedro Passos Coelho fez sem conhecer a realidade.

aqui

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O PCP A DAR A MÃO AO PSD

por Pedro Sousa em 11 de Setembro de 2011

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Sempre foi isso que vi na atuação da FENPROF… o único objetivo de Mário Nogueira era derrubar Sócrates. Não era a educação, não eram nem os alunos nem os professores… foi um arrufo onde ele quis mostrar que “a bola era dele”.
Prova disso, é o que disse agora sobre a avaliação. Não assinou em concordância com a nova avaliação, mas pelos vistos a avaliação agora não é importante, pois o que fez Mário Nogueira no fim da reunião – e depois de se recusar assinar o documento final – foi

«apela[r] a que os professores “virem a página para outros problemas maiores que têm pela frente”.»

Então, agora já não é importante? Já não precisa de uma manifestação gigantesca?
A vergonha é algo que falta a muitos…

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não querem trabalhar…

por Pedro Sousa em 9 de Setembro de 2011

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O horror, a tragédia, a malandragem. No Jornal de Negócios dá-se hoje voz à angústia sem fim que devasta o sector do calçado. Os empresários do ramo precisam de mais 1500 pessoas, mas não há em Portugal 1500 pessoas que queiram trabalhar. Entre gritos lancinantes de impotência e desânimo, os nossos criadores de empregos confessam que já tentaram tudo, excepto aumentar salários — porque os salários baixos, evidentemente,não explicam a situação.

Claro.

O que explica a situação é o sol e a praia, a ausência de valores, o colapso das famílias, o tabagismo e o consumo de psicotrópicos, o declínio da fé verdadeira, o aborto livre e a natural propensão para a indolência do barrasco lusitano.

Tudo excepto os salários baixos.

Quatrocentos e oitenta euros por mês, em Santo Tirso, dão lindamente para alugar um T4 e pôr os filhos no colégio. Ao fim de semana joga-se golfe em Arcozelo ou dá-se um saltinho ao Bull & Bear.

Os salários não explicam, portanto. As leis da oferta e da procura funcionam em todo o lado mas são miraculosamente suspensas acima de Valongo, nas fábricas de calçado português. As empresas do mundo inteiro atraem funcionários com salários e regalias, excepto na Chancela & Teresinha, na Natália Lda ou na Tavares & Irmãos. Aí podem lançar à rua libras de ouro ou maços de dinheiro que não aparece ninguém.

Esta situação chocante justifica que o Governo tome uma atitude firme para persuadir os nossos compatriotas a trabalharem um pouco mais. Talvez, enfim, com a subida do IVA, um aumento do preço dos transportes ou o fim das comparticipações nos medicamentos.

Já foi feito? Então mandem a polícia.

roubado do blog Delito de Opinião

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UM BOM EXEMPLO DO SAQUE NA SAÚDE

por Pedro Sousa em 7 de Setembro de 2011

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“Macedo nomeia ex-gestor do BPN para estudar cortes”

José António Mendes Ribeiro, presidente da Comissão Executiva do Grupo Português de Saúde entre 2004 e 2007, pertencente à Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN, foi o homem escolhido pelo ministro da Saúde para coordenar o grupo de trabalho que tem como objectivo estudar os cortes no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Uma das suas principais tarefas vai ser precisamente propor alterações ao modelo de financiamento dos hospitais, designadamente através de mecanismos que “sejam incentivadores de geração de receita própria”, conforme se lê no decreto de nomeação deste grupo de trabalho, publicado a 24 de Agosto.

O economista tinha já sido nomeado por Luís Filipe Pereira, em 2003, para presidente da Unidade de Missão Hospitais SA, mas acabou por ser exonerado pelo ex-ministro da Saúde de Durão Barroso menos de um ano depois de ter tomado posse, por ter entrado no Grupo Português de Saúde (GPS).

Apesar de um vasto currículo em termos de economia da saúde, a sua gestão no GPS foi bastante contestada. Nesses anos, a empresa do universo do BPN fez grandes aquisições através de empréstimos concedidos pelo próprio banco, como a Imagens Médicas Integradas (IMI) e o British Hospital. E a preços muito superiores aos de mercado: “Duas ou três vezes o seu valor real”, garantiu uma fonte do sector ao i, adiantando que “com certeza o ministro não conhece a biografia da pessoa que nomeou”.

continua aqui

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A cobardia dos líderes da coligação de direita

por Pedro Sousa em 4 de Setembro de 2011

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Fernando Madrinha escreveu um artigo no Expresso, intitulado DAR A CARA, que merece ser lido de ponta a ponta. Clicando na foto, lê-se a totalidade. Eis um extracto:

José Sócrates anunciava os PEC pessoalmente, com o ministro das Finanças a seu lado: Passos Coelho manda o ministro apresentá-los e comenta-os à distância. Até mesmo do estrangeiro, como aconteceu desta vez. São duas atitudes que correspondem a estilos de governação diferentes e que revelam, no caso do atual chefe do Governo, a preocupação de se poupar o mais possível. Compreende-se. Este ritmo de más notícias desgasta qualquer um e veremos quanto tempo aguentará o ministro das Finanças, apesar do espírito de missão de que parece imbuído e da frieza com que vai indicando as diferentes etapas para o empobrecimento geral a que estamos condenados.

Pelas gravíssimas implicações que vai ter na vida de todos os cidadãos, o documento de estratégia orçamental 2011-2015 merecia a honra de duas presenças na conferência de imprensa em que foi apresentado na quarta-feira: as de Passos Coelho e Paulo Portas. Foram eles e não Vítor Gaspar que pediram os votos aos portugueses em junho. Foram eles e não Vítor Gaspar que protestaram contra o sistemático castigo fiscal, mas agora o aplicam sem dó nem piedade. Foram eles e não Vítor Gaspar que indicaram os cortes nas gorduras do Estado como panaceia redentora, parecendo saber exatamente o que fazer assim que chegassem ao poder, mas tardando agora em impor a correspondente dieta.

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AS FRASES ESCRITAS POR PASSOS COELHO

por Pedro Sousa em 4 de Setembro de 2011

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“Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.”
“Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa.”
“Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias.”
“Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.”
“Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas.”
“O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa.”
“Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos.”
“Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.”
“Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.”
“Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado.”
“Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal.”
“O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.”
“Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”
“Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas.”
“Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.”
“A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”
“A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.”
“Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota”
“O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.”
“Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate.”
“Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?”

Conta de Twitter de Passos Coelho, iniciada a 6 de Março de 2010. O último tuite transcrito é de 1 de Junho de 2011

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DE INCENTIVO AO TRANSPORTE PÚBLICO AO TRANSPORTE DOS POBREZINHOS

por Pedro Sousa em 1 de Setembro de 2011

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O ministro que diz que anda de transportes públicos mente. Porque se andasse saberia que a sua medida de suposta ajuda aos mais desfavorecidos é não só iníqua como socialmente humilhante. O ministro que diz que anda de transportes públicos tem um Dodge Grand Camvan, uma casa com 2800 metros quadrados no Canadá e viveu em Lisboa num hotel a 50 metros do ministério mas insiste em mentir-nos na sua alegada missão messiânica de ser poupadinho (com a história repetida de apagar as luzes do ministério). O ministro que diz que anda de transportes públicos nunca deve ter metido o pé num autocarro da Carris ou não desconheceria o país de maneira tão gritante.

Para além de outras questões bem sérias, ditas de outra forma, por quem sabe: «Ao criar o passe social +, o Executivo de Passos Coelho está a pôr termo à universalidade do passe social, que era utilizada como um incentivo à utilização do transporte público – que cria evidentes externalidades positivas –, iniciando um processo de divergência de preços nos passes sociais. Só as pessoas com rendimentos médios mensais brutos inferiores a 545 euros é que ficam livres dos aumentos que a conjuntura e a situação financeira das empresas torne necessário. Para já a diferença é de 7,1 euros e 21,5 euros, mas nada impede que aumente para todos aqueles que não mereçam o estatuto de “agregados familiares de menores rendimentos”.»

Blog cibertulia
titulo meu

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COERÊNCIAS

por Pedro Sousa em 31 de Agosto de 2011

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Quem se der ao trabalho de revisitar tudo o que o actual primeiro-ministro disse do último governo, durante os 6 meses anteriores às eleições de 5 de Junho, incluindo a campanha eleitoral, sobretudo sobre aumento de impostos, redução de despesa e sacrifícios a exigir aos portugueses, perceberá que as criticas a este governo são, em regra, benévolas.

http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/

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LAMENTÁVEL EMBUSTE POLÍTICO

por Pedro Sousa em 31 de Agosto de 2011

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Mas não deixa de surpreender que um partido como o PSD que na oposição defendia irresponsavelmente a consolidação orçamental apenas pela redução da despesa pública e se rebelava contra qualquer aumento de impostos tenha procedido em apenas dois meses de governo a nada menos de quatro aumentos de impostos (taxa sobre o 13º mês, aumento do IVA sobre gás e electricidade e, hoje, uma sobretaxa sobre o IRS e outra sobre o IRC). E ainda faltam os novos aumentos do IVA…
Lamentável embuste político!

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AS COISAS IAM NO BOM CAMINHO ATÉ QUEREREM O POTE

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2011

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FT: Portugal foi a única surpresa positiva na economia da Zona Euro no segundo trimestre

O relatório do Eurostat, que confirmou ontem um abrandamento da economia da Zona Euro, contém pelo menos uma boa notícia.

A opinião é expressa por Peter Spiegel, num dos blogues do “Financial Times”, dedicado aos assuntos europeus. O chefe de delegação do jornal britânico em Bruxelas assinala que o crescimento da economia europeia pode estar a vacilar, mas os dados de ontem mostram “pelo menos uma surpresa positiva inesperada: Portugal” .

Spiegel aponta que apesar de Portugal estar a iniciar a implementação do programa de austeridade acordado com a troika e das recentes revisões em baixa de “rating” devido à desconfiança com a capacidade do país atingir as metas definidas, no segundo trimestre a economia portuguesa estabilizou, “o que representa uma melhoria significativa face à quebra de 0,6% sentida nos dois últimos trimestres, e muito melhor do que a quebra estimada de 1,1%”.

“Os números acima do esperado, suportados largamente pelo aumento de 5,3% nas exportações, são particularmente boas notícias para os que estão a atentos ao programa de resgate, que tem as suas metas fixadas com base das previsões económicas”.

O PIB português recuou 0,9% no segundo trimestre face ao período homólogo e estagnou face aos três meses anteriores. A troika assume que o PIB português vai recuar 2,2% este ano, pelo que o jornalista do FT conclui que Portugal pode superar estas estimativas.

O mesmo responsável cita ainda uma nota de análise de ontem da Capital Economics, onde a consultora britânica conclui que os números do segundo trimestre podem “sugerir que Portugal pode virado a esquina”.

Por outro lado, Spiegel recorda as palavras recentes proferidas em Lisboa por Poul Thonsen, chefe da delegação do FMI em Portugal: “Os tempos mais difíceis ainda estão pela frente”.

JORNAL DE NEGÓCIOS

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