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País
Este fim de semana calhou-me ter de levar o filhote mais velho a um aniversário, num daqueles parques de insufláveis
e divertimentos afins. Azar dos azares era o único pai, os resto eram tudo mães.
Estive para lá ficar à espera, pois uma hora e meia passa num instante com um bom jornal e um bom telemóvel. Mas desisti rapidamente depois de ouvir quase 20 minutos de conversa, tipo concurso, sobre as crianças. Conversa que, claramente, era para durar…
Juntas, pelo menos nestes eventos, parece que mais nada existe. Uma mãe diz que o filho isto e aquilo, outra contrapõe que o dela já fez aquilo e isto, outra que não quer ficar atrás diz que o mais novo não sei o quê comparado com o mais velho… etc, etc, etc… 20 minutos de conversa que não consigo perceber como pode ter interesse. É óbvio que todos temos orgulho nos nossos filhos, mas o concurso que lá decorreu na tentativa de passar a mensagem que “o meu filho é melhor que o teu, ou mais avançado, ou mais dificil, ou mais qualquer coisa…” enche a paciência a qualquer um. Senti, já quando estava quase a decidir vir embora, que olharam para mim à espera do meu contributo… saí-me com o que me parece básico: “O meu filho é como qualquer criança”. Senti frustação nas mães em volta… como raio se diz que se é melhor do que isso? Despedi-me e fui ler o jornal para outra freguesia.
Outra questão que me ocorreu foi quando uma das mães (com a concordância das restantes) começou a dizer que a melhor táctica para levar o filho a fazer qualquer coisa é negociar. Por exemplo, se não fizeres isto, tiro-te a Playstation durante uma semana; se não fizeres aquilo ficas sem canal Panda durante duas semanas; se não fores não sei aonde ficas sem o computador durante uma semana; se não comes não vais à piscina durante x tempo, etc, etc,etc.
Tudo isto levantou-me 2 questões:
1ª – Como negociarão os mais pobres, aqueles que não têm PC, Playsation, Piscinas e afins?
2º – Desde quando é que ficou aceitável uma criança deixar de fazer o que quer que seja, não bastando o argumento de que eu sou o pai/mãe e, portanto, tem de fazer. PONTO. Explicando o porquê, obviamente, mas tem de fazer.
Já andamos assim tão fracos pais??
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Cruzei-me com uma frase de um jornalista americano, que me parece muito apropriada ao momento (é só substituir o Americans por Portuguese)
Americans detest all lies except lies spoken in public or printed lies.
- Edgar Watson Howe
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Façam favor de lançar foguetes… concordo totalmente (excepto quanto ao silêncio do PM no parágrafo 3º) com Manuela Ferreira Leite
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, considerou esta quarta-feira que o Procurador-Geral da República (PGR) e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) têm estado a “empurrar responsabilidades” no caso das escutas ao primeiro-ministro, José Sócrates.
‘Não é aceitável assistir ao recente espectáculo do empurrar de responsabilidades entre dois órgãos superiores de justiça a propósito de publicitadas escutas envolvendo um primeiro-ministro’, disse a líder social-democrata no Parlamento, considerando que existe uma ‘crise de confiança nas instituições’.
Para Ferreira Leite, ‘o país está atónito com a actuação de responsáveis que em vez de afastar o clima de suspeição agravam-no ainda mais’. ‘A verdade é que a actuação da justiça e o silêncio do primeiro-ministro sobre esta matéria transformaram uma questão podia ser apenas jurídica numa questão política’, criticou.
Segundo Ferreira Leite, ‘é lamentável o espectáculo que órgãos superiores de justiça desempenharam e efectivaram durante esta semana. Não é aceitável que isso possa acontecer’.
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O meu caro amigo e social-democrata André Almeida decidiu aderir aqui à nova moda que se instalou entre a oposição: a de que os votos são do PS, mas o programa de Governo devia ser de outra entidade qualquer.
Realmente há coisas estranhas… o Partido Socialista decidiu fazer do seu programa de campanha eleitoral o seu programa de Governo. Depois de ser habitual queixar-se de que os politicos prometem uma coisa em campanha e depois no Governo fazem outra, vem a queixa de que os politicos prometem uma coisa em campanha e depois fazem-na mesmo.
O sistema eleitoral em Portugal não diz que só os partidos eleitos com maioria podem traduzir no programa de Governo o seu manifesto eleitoral. Um dia ainda termos partidos menos votados a pedir que, se tiverem por exemplo 29% dos votos, que 29% do programa seja deles.
Sejamos claros… o programa eleitoral do PS foi a votos e foi esse que os portugueses escolheram e que o Presidente da República achou merecedor de indigitação. O PS fez muito bem antes em procurar recolher contributos que todos os partidos negaram, para poderem agora em sede de Assembleia ter este tipo de discurso. Ao recusá-lo, convidaram o PS a não se desviar um milimetro.
Sobre o tema sugiro a leitura deste excelente artido de Emídio Rangel no Correio da Manhã:
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Parece que os Funcionários Públicos de Portimão decidiram fazer um hino.
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Foi lançada em Portugal no passado mês de Outubro a revista VICE.
Revista de conteúdo alternativo, é distribuida gratuitamente em mais de 20 países.
O seu primeiro número foi apenas distribuido no Porto e em Lisboa, mas em breve alastrar-se-à a mais cidades do país.
O seu site em Português, ainda está em construção aqui
E porque é que esse facto se encontra aqui neste blog?? Porque nesta tarefa de trazer a revista para Portugal está o arouquense e grande amigo Hugo Calçada.
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Eu já tinha denunciado aqui… parece que o Provedor do Jornal Público também acha
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