The truth is more important than the facts.
US (1869 – 1959)
{ 0 comentários }
Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!
Do arquivo da categoria:
Os cinco elementos (dois médicos, dois enfermeiros e um logístico) chegaram hoje de madrugada a Port-au-Prince a bordo C-130 da Força Aérea Portuguesa
Numa primeira fase, o grupo liderado por José Luís Nobre, juntamente com a restante ajuda humanitária portuguesa, aguarda instruções para o local onde irá ser montado o acampamento onde irá efectuar assistência médica, por forma a, o mais depressa possível, começar a trabalhar nas primeiras consultas e tratamentos médicos.
À chegada à Port-au-Prince, o grupo de emergência tinha à sua espera a equipa exploratória da AMI que partira de Lisboa na quinta-feira via República Dominicana. O encontro emotivo das duas equipas da AMI deu-se no acampamento anexo ao aeroporto haitiano. No meio de centenas de tendas e material logístico, a permanência da equipa em Lisboa serviu de ponte para o reencontro, já que as comunicações dentro do país eram impossíveis
Digno de registo foi o excelente trabalho de coordenação entre os vários actores portugueses. A equipa conseguiu ainda, com o apoio da representante honorário de Portugal no Haiti, identificar um hospital para desenvolvimento de trabalhos de assistência médica.
A equipa da AMI agradece o enorme apoio e carinho manifestado pela sociedade civil portuguesa. Ao longo destes últimos dias, o facebook e blog da AMI têm recebido centenas de mensagens de encorajamento e amizade. Ainda não é possível efectuar um balanço dos donativos recebidos, sendo inúmeros os contactos para prestar apoio financeiro.
Recorde-se que desde quinta-feira, data partida da primeira equipa, a AMI tem aberta uma conta emergência Haiti.
Conta Emergência BES – NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20 909 Refª 909 909 909 em Pagamento de Serviços.
{ 3 comentários }
Andamos muito preocupados com o planeta que vamos deixar aos nossos filhos…
…está na hora de nos preocuparmos com os filhos que vamos deixar ao nosso planeta.
{ 1 comentário }
A propósito da situação desesperada no Haiti, constato, uma vez mais, uma curiosa faceta da natureza humana: mostra o seu lado mais nobre sempre que há uma catástrofe, sobretudo quando ela se manifesta a esta escala. As pessoas mobilizam-se, dão-se, ajudam com brio, coragem e altruísmo… e depois esquecem esse rasgo de generosidade que as galvanizou por algum tempo e voltam a fechar-se na sua rotina de anestesia, mal o drama abranda e a vida volta ao normal.
Pergunto-me: será que precisamos de ter bem presentes a nossa própria vulnerabilidade, a nossa impotência, para acordarmos da sonolenta indiferença que nos domina o dia a dia? Será que deveria haver sempre uma tragédia por perto, para sermos melhores pessoas?
{ 0 comentários }
Life isn’t about waiting for the storm to pass…
It’s about learning to dance in the rain
{ 0 comentários }
Este fim de semana calhou-me ter de levar o filhote mais velho a um aniversário, num daqueles parques de insufláveis
e divertimentos afins. Azar dos azares era o único pai, os resto eram tudo mães.
Estive para lá ficar à espera, pois uma hora e meia passa num instante com um bom jornal e um bom telemóvel. Mas desisti rapidamente depois de ouvir quase 20 minutos de conversa, tipo concurso, sobre as crianças. Conversa que, claramente, era para durar…
Juntas, pelo menos nestes eventos, parece que mais nada existe. Uma mãe diz que o filho isto e aquilo, outra contrapõe que o dela já fez aquilo e isto, outra que não quer ficar atrás diz que o mais novo não sei o quê comparado com o mais velho… etc, etc, etc… 20 minutos de conversa que não consigo perceber como pode ter interesse. É óbvio que todos temos orgulho nos nossos filhos, mas o concurso que lá decorreu na tentativa de passar a mensagem que “o meu filho é melhor que o teu, ou mais avançado, ou mais dificil, ou mais qualquer coisa…” enche a paciência a qualquer um. Senti, já quando estava quase a decidir vir embora, que olharam para mim à espera do meu contributo… saí-me com o que me parece básico: “O meu filho é como qualquer criança”. Senti frustação nas mães em volta… como raio se diz que se é melhor do que isso? Despedi-me e fui ler o jornal para outra freguesia.
Outra questão que me ocorreu foi quando uma das mães (com a concordância das restantes) começou a dizer que a melhor táctica para levar o filho a fazer qualquer coisa é negociar. Por exemplo, se não fizeres isto, tiro-te a Playstation durante uma semana; se não fizeres aquilo ficas sem canal Panda durante duas semanas; se não fores não sei aonde ficas sem o computador durante uma semana; se não comes não vais à piscina durante x tempo, etc, etc,etc.
Tudo isto levantou-me 2 questões:
1ª – Como negociarão os mais pobres, aqueles que não têm PC, Playsation, Piscinas e afins?
2º – Desde quando é que ficou aceitável uma criança deixar de fazer o que quer que seja, não bastando o argumento de que eu sou o pai/mãe e, portanto, tem de fazer. PONTO. Explicando o porquê, obviamente, mas tem de fazer.
Já andamos assim tão fracos pais??
{ 1 comentário }