Uma jovem de catorze anos foi brutalmente agredida por uma colega de quinze, no dia 9 de Janeiro, num dos corredores da Escola Sebastião da Gama. A vítima, que sofreu um traumatismo craniano, não obteve qualquer assistência por parte da instituição e nem sequer a encarregada de educação foi avisada.
[...]
Não satisfeita, a agressora colocou-se de joelhos, encima da rapariga, puxando-lhe os cabelos e empurrando-lhe a cabeça contra o soalho. Após uma auxiliar ter tentado, sem sucesso, separar as alunas, finalmente, um professor conseguiu apartá-las.
Entretanto, deu o toque de entrada e a aluna agressora, sem que ninguém a repreendesse, seguiu calmamente para a sala de aula tendo ainda gritado “lá fora levas mais!”, revela Célia Cardoso. A vítima foi chamada para uma sala, onde apenas lhe perguntaram se queria alguma coisa, ao que Cátia terá respondido: “Quero ir para a aula porque já tocou”.
link: http://www.osetubalense.pt:80/noticia.asp?idEdicao=275&id=9917&idSeccao=2261&Action=noticia
{ 9 comentários… lê abaixo ouadiciona }
Não percebi a relação entre o título e o conteúdo deste post…
Caro, podes ver pelo texto que um professor separou-as, uma auxiliar tentou separá-las e nenhuma reprimenda. E se seguires o link, nem o Conselho Directivo fez qualquer coisa.
Assobiaram para o ar, a ver se passava.
Percebeste agora?
Mas essa é apenas, como quase sempre, a tua visão dos factos. E já disse que fazes muito bem porque o blog é teu.
Mas continuas a acreditar em tudo o que lês na net… e isso às vezes deturpa-nos a visão.
Já agora, reprimenda?? Se por acaso uma delas batesse no professor, o que aconteceria? Esqueceste-te que a autoridade do professor na escola está reduzida a mínimos extritamente necessários? Pedro, por favor…
Caro isto não é a visão de ninguém…
Está no corpo da notícia que o Conselho Directivo assobiou para o ar e nada fez, nem sequer avisou os pais.
É um facto relatado pelo orgão de informação em questão e confirmado pela mãe da agredida.
Achas bem que uma aluna seja brutalmente agredida numa escola, um professor assista e o Conselho Directivo não tome qualquer medida? POIS EU NÃO!!
Uma agressão é uma agressão, aconteça o que acontecer. Se calhar é por estas e por outras que os alunos se sentem impunes!
Sentem-se impunes porquê?
Quem é que retirou a margem de acção e autoridade aos professores dentro das escolas? Isto é tudo muito bonito, sim senhor, mas há coisas de antigamente que davam muito jeito hoje em dia (sabes a que me refiro).
NÃO HÁ AUTORIDADE DOS PROFESSORES NAS ESCOLAS! Os alunos sentem-se impunes porque em parte vêem e ouvem notícias. E isso leva-os a olhar para os professores com a mesma falta de respeito com que o sr Secretário de Estado Pedreira os trata.
Pois, só faltava esse argumento…
A autoridade não se consegue só por decreto… CONQUISTA-SE. Por isso é que nalgumas escolas (exactamente com as mesmas condições) uns professores são respeitados e outros nãos (já era assim quando eu estudava).
Agora é sempre mais fácil dizer que a culpa é dos outros!! Claro… a culpa nunca é nossa. É do sistema, do Estado, do Governo, and so on, and so on.
Pois…
Nem é mais fácil nem difícil.
Tu quando andavas na escola se fizesses asneirada levavas duas bofetadas do professor, mais duas do presidente do CE e ias para casa e levavas. Era correcto? É discutível, mas hoje em dia é estritamente proibido (não sei se bem ou mal).
A autoridade não se conquista por decreto, pois não. Mas tu, no sítio onde trabalhas, se os teus superiores te desautorizarem, humilharem e diminuirem intelectualmente em frente dos teus colaboradores (ou neste caso dos professores, na praça pública), quero ver para onde vai a tua autoridade, quero.
Agora, é sempre mais fácil dizer que a culpa não é deste governo. É dos professores…
Reitero a pergunta… porque é que nalgumas escolas EXACTAMENTE com as mesmas condições, uns profs são respeitados e outros não?
Não é a mim que deves fazer essa pergunta.
Mas se queres a minha opinião há razões sociais, económicas e geográficas que determinam muitas vezes o melhor ou pior ambiente escolar.
O respeito pelo professor depende do espírito com que cada aluno o interpela e a autoridade que o primeiro pode responder. E esta última, nos últimos tempos, está ferida de morte.