Educação em Arouca

por Pedro Sousa em 20 de Maio de 2010

em Arouca

Tem sido notório o incómodo com que o PSD de Arouca recebe a notícia do grande investimento que a Câmara e o Estado está a fazer em construir condições de excelência para os alunos, docentes e funcionários da educação em Arouca. A construção dos pólos escolares e a requalificação de outras escolas, representa um passo importantissimo e que, por isso, merece grande empenhamento da Câmara.

O PSD arouquenses tem dito regularmente que é demasiado empenho da Câmara nesta área, considerando que se gasta em demasia do orçamento neste tema. Curiosamente, não aponta nenhuma escola ou pólo que se devesse parar de construir… fica pela critica fácil sem assumir frontalmente o que devemos parar… que freguesia deve ficar sem pólo escolar. Reavaliar a Carta Educativa, considerando os tempos que vivemos, faz sentido. Por em causa investimento tão importante sem sustentar onde parar, é a critica pela critica.

Ainda sobre a educação, umas notas sobre a construção da ESA de Arouca no blog do Prof. Zeferino Brandão, que se lê sempre com imenso prazer.

{ 28 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 João Pedro Martins 20 de Maio de 2010 às 7:53

E o caro Pedro é a pessoa indicada em falar de preocupação para com condições de excelência pela Educação!! Ou não…

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2 Pedro Sousa 20 de Maio de 2010 às 16:36

Sou tão indicado como qualquer pai que tem 1 filho na escola publica e participa na reunião de pais! Esse CV não chega?

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3 inquieto 20 de Maio de 2010 às 19:04

olá, vivam!
é um tema bonito e bom!

pelo menos, assim não falámos mal do governo!!
pois, até porque é injusto, coitados …

mas meu caro amigo Pedro, a paixão que nutres pela educação não é, com certeza, maior que a minha.

No entanto, olhando para o documento que dá verbo aos pólos escolares e sem se saber ler muito bem, serão vistas duas coisas:

1- todas as razões são boas para defender os pólos escolares, e,
2- todas as suas contrárias também são.

Ora meu caro amigo, qd nos ensinam a fazer um doc. daquele calibre, alertam-nos para os objectivos, escolhas, e metas a atingir. Mais uma vez digo, a única coisa comum, que se lê, é a redução de alunos!!

mas enfim nunca ninguém se procupou em fazer bem feito, porquê agora discuti-lo!!

mas observa com atenção, as moeditas que se estão a gastar lá, já estão a fazer falta em muitos lados! e só estamos a meio do caminho.

para não deixar de lado o previsto, anunciado, e agora recuado! mas até aqui em alinhamento superior!!!

mais uma vez nos apercebemos da questão do essencial e do acessório, o que nos levará seguramente, e muito proximamente a outras discussões, mas isso, são outras contas…, porventura furadas!

um abraço
inquieto

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4 Azevedo 21 de Maio de 2010 às 0:15

A Carta Educativa não será cumprida, é um ”bluff” , desde o início! Os únicos que estão em execução: Fermêdo, Escariz, Burgo.

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5 Pedro Sousa 22 de Maio de 2010 às 2:13

Caro Azevedo,

A crítica fácil é sempre o caminho mais óbvio…

Diz que os únicos em execução são 3. Gostavamos que fossem mais? Obviamente, mas tendo em conta que a Carta Educativa foi aprovada em 2007 (ou fins de 2006, não estou certo) e que em 2008 rebentou uma crise sem precedentes, julgo que não se deve menosprezar os resultados.

A Carta Educativa, tal como refere na sua introdução, é “um documento de planeamento estratégico da oferta educativa [...] um conjunto de princípios orientadores que visam responder aos desafios que hoje se colocam à Educação“. Princípios orientadores como vê… e diz mais a introdução “[que pretende ser] um conjunto diversificado de propostas que visem a melhoria da qualidade educativa da região [...]“.

O investimento já efectuado nestes 4 pólos (a vontade da critica é tanta que até se esqueceu do de Chave que já iniciou obras em Outubro do ano passado, se não estou em erro) ascende a mais de 2.300.000€ o que demonstra bem a sua importância. A Câmara Municipal está empenhada (mesmo em tempos nada fáceis financeiramente) para iniciar rapidamente o de Rossas e de Canelas. A ver vamos.

Parece-me pois que com a disponibilização de verbas pelo Governo central esta decisão da Câmara Municipal foi das mais acertadas neste momento de desenvolvimento de Arouca.

E para terminar deixe-me dizer que é curioso… o Azevedo dá a entender que nada se fez, o PSD argumenta que se gastou demais.

Já se sabe… é aquela coisa dos gregos e troianos

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6 Rui Castro 21 de Maio de 2010 às 12:39

Cresci na Escola Secundária de Arouca e tenho excelentes recordações do ambiente saudável que sempre teve. Vejo as escolas como pilares fundamentais de uma sociedade e que por força dos factos, cada vez mais, representam uma parte cada vez maior da vida dos jovens. Não deve ser fácil ser pai num mundo que exige sempre mais e mais, onde todos os responsáveis nacionais e europeus dizem que temos de ser mais flexíveis nos horários e de trabalhar mais, e depois as escolas não são capazes de acompanhar esses avanços. Quero com isto dizer, que melhores escolas, mais integradas, melhores auxiliares e melhores professores são cada vez mais importantes. Sabes bem que sempre acompanhei de perto o ensino, escrevi diversas vezes sobre isso, durante anos dei explicações a alunos do secundário e ensino superior, durante 3 anos fui professor na Escola Secundária de Arouca e foi das experiências mais extraordinárias que tive. O ensino sempre foi uma paixão para mim e não fosse a necessidade de “ganhar a vida” talvez tivesse recomeçado outro curso superior para seguir a carreira de professor. Não me estou a queixar, tenho a carreira que escolhi, quero apenas com isto dizer que eu tal como o Pedro Sousa ou qualquer outro cidadão se preocupa (ou deveria de preocupar) com um constante investimento no ensino. Melhores escolas e melhores profissionais. Cada vez trabalhamos mais horas e temos horários mais difíceis, e esta questão já não é exclusiva dos privados, também já muitos trabalhos na função pública assim o exigem. Ter um pólo escolar onde possa deixar os filhos desde o pré-escolar até serem grandinhos, onde saiba que têm cantina, onde o pavilhão desportivo é no mesmo sítio e não a 100 metros e 3 passadeiras de distância, onde têm os mesmos funcionários e professores por perto durante vários anos, etc, etc. Tudo isto ajuda a criar-se um ambiente mais saudável, mais seguro e mais compensador para todos: Alunos, Profissionais e Pais.
Sim os pólos escolares eram necessários assim como é cada vez mais necessário aumentar a responsabilidade das escolas no apoio às famílias. Não é minimamente aceitável que o meu sobrinho de 4 anos inicie as aulas do pré-escolar em meados de Setembro e uma semana depois a escola fecha para “avaliação e reuniões”. Chega-se ao Natal e fecha duas semanas ou mais. Chega a Páscoa e fecha duas semanas ou mais. Chega a Junho e fecha até Setembro…
Vem cá o Papa e a escola fecha. Há uma tolerância de ponto e a escola fecha. Já nem é preciso falar em horários porque é uma questão mais difícil de resolver. Mas é inaceitável que uma creche feche um total de 4 meses por ano quando os pais, mesmo à vez têm no máximo 2 meses de férias para ficar com os filhos. Na minha opinião, as creches e pré-escolar deveriam de estar abertas todos os dias úteis do ano, porventura em certos períodos a “meio gás” rodando o pessoal e fazendo os períodos de férias do pessoal coincidirem com os períodos de férias dos alunos. Porventura terá um custo extra para o estado e para os pais? Até pode ser verdade, mas estas questões são demasiado importantes para serem vistas apenas pelo prisma financeiro. E para combater o abuso de pais inconscientes, ser obrigatório por exemplo que os miúdos “tirem férias da escola” 1 mês por ano. Ou seja, os pais seriam obrigados a ficar com os filhos pelo menos 1 mês por ano no total em qualquer altura do ano. Assim podiam tirar férias quando lhes fosse possível retirando os filhos da escola e depois no Verão trabalhavam tranquilos porque os filhos tinham escola aberta. Isto serviria para evitar que alguns pais (e eu sei que os há) fossem para a praia nas férias e deixassem os miúdos na escola. Eu sei que o que escrevi parece “muito à frente”. Sei que não serei compreendido por muitos dos que lerem isto, mas tenho a firme convicção que é o que terá de acontecer daqui a uns anos. Eu também não gosto da ideia de deixar os filhos sempre com “estranhos”, também acho que os tios e avós são pilares fundamentais que contribuem para a edução das crianças, mas a verdade crua e dura é que nem todos se podem dar a esse luxo!!! É muito fácil falar quando se tem os pais ao lado, ou uma vizinha amiga, ou uma irmã dona de casa que olha pelos miúdos sempre que não há escola ou estão doentes. Mas temos de pensar nos muitos casais que não têm ninguém por perto.
Na minha opinião, há ainda um longo caminho a percorrer e muitos investimentos a fazer no campo do ensino. Se não há dinheiro para todos os pólos escolares, que se façam os mais urgentes e que se acomodem lá as crianças que for possível acomodar. Se não há dinheiro para fazer o pólo escolar da Vila de Arouca que se tente colocar as crianças no do Burgo. Desde que exista capacidade para todas não vejo qual o problema. O pólo escolar do Burgo é incomparavelmente mais perto do centro da vila do que o são a maioria das escolas primárias de algumas aldeias.
Em compensação, há muitos sítios onde cortar despesa… mas isso é outra discussão…

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7 F Santos 25 de Maio de 2010 às 10:24

Caro Rui
depois da tua opinião, vinda de quem não tem filhos, é que a escola é mais um depósito de crianças para os pais irem trabalhar do que um sítio para se aprender e adquirir competências.

Depois vêm os tios e os avós na obrigação de educar…

E os pais, onde é que entram no meio disto tudo???

Mas enfim…

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8 F Santos 25 de Maio de 2010 às 10:27

…”e que se acomodem lá as crianças que for possível acomodar”

Está tudo dito…

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9 Pedro Sousa 28 de Maio de 2010 às 0:38

Caro F Santos,

Ter ou não ter filhos não dá ou tira mais razão a quem opina.
Obviamente que os pais tem um papel importantíssimo na educação das crianças e que andam a baldar-se a esse papel em grande medida. Também porque a escola está cada vez mais abrangente, permitindo que todos tenha a oportunidade de a frequentar mas que nem todos a valorizem.

No entanto, é preciso libertar-nos também da “velha” imagem da escola e adapta-la aos tempos. Tal como a função de professor deve adaptar-se aos tempos. Ganhar alguma polivalência, tal como todos nós nos nossos empregos.

O texto do Rui parece-me equilibrado e consciente. Quem decide se a escola é ou não um depósito de crianças é a escola e quem lá está a dirigir e leccionar. Não são os pais.

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10 João Pedro Martins 7 de Junho de 2010 às 0:33

Rui, tu foste aluno, foste professor e ainda tiveste uma relação muito próxima da escola durante a tua vida.
Cresceste. Formaste-te. E como atitude típica vens descascar naquilo que te ajudou a crescer. Bored……..

Afinal quais são as tuas reais preocupações? Qualidade de ensino? Não me parece. Repara que até tu, que tens uma especialização não docente, foste educador. Qualidade da educação? Naaaaaaa.
Criar um local onde os pais possam deixar tranquila e “gratuitamente” os filhos? Oh yeahhhhhh.

Mais uma vez o “insulto” fácil e gratuito ao professor. Começa a ser generalizado e banal… acho que este já toda a gente captou. Next!

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11 M silva 21 de Maio de 2010 às 13:29

Amigio RUI CASTRO
Após ler o seu comentário, fiquei deveras sensibilizado com o seu teor. Espirito construtuivo. Sou avó e nessa qualidade, tudo que é relatado está presente no meu dia a dia. Por isso, RUI CASTRO, não o CONHECENDO pessoalmente, aqui vai um obrigado pelo seu comentário. Assim se constroi um PAIS.
BEM HAJA

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12 Azevedo 22 de Maio de 2010 às 0:02

A função da escola não é a de resolver os problemas de um mercado de trabalho sem regras mas sim a de formar cidadãos livres, numa sociedade democrática que não prescinda de direitos fundamenatais. Aceitar uma sociedade onde o trabalho se confunde com escravatura e pedir à Escola para estar ao serviço de tal desiderato é inaceitável e impróprio de Homens Livres.

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13 Maria 24 de Maio de 2010 às 19:41

Mal vai a educação em Arouca! Quando se destrói uma escola para se fazer outra, em tempo de crise, só de loucos!
Sabiam que em frente a essa escola existe outra que clama há 29 anos por um pavilhão? Sabem qual a resposta dos vários “elencos” autárquicos? Utilização do da Casa do Povo!
Sem comentários.

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14 F Santos 31 de Maio de 2010 às 17:56

Caro Pedro

“Ganhar alguma polivalência…”
O quê? Serem babysitters em part-time? Dar 5 horas de aulas por dia e depois disso ficar na escola à espera que os paizinhos vão buscar os filhos?

ATL, AEC’S, etc. Isso sim. Quem quer, ou precisa, que os filhos estejam ocupados até mais tarde, paga. O professor não é ama-seca de ninguém.

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15 Pedro Sousa 4 de Junho de 2010 às 18:47

Caro F Santos,

Dar 5 horas de aulas e fazer de babysitter, não. Ainda que tenha ficado curioso com isso das 5 horas de aulas… só? Não deviam ser mais?

Ainda assim, acho que os professores podem fazer bem mais do que apenas dar aulas aos alunos. Florescem por muitos países actividades extra-aulas (e em Portugal também, graças a Deus) de actividades extra-curriculares importantíssimas para a formação cívica e não só dos alunos.

Um professor não pode ser só para dar aulas. Isso é demasiado redutor… claro que não babysitter. Mas depende dele o que fazer com as supostas horas que seriam para babysitting.

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16 João Pedro Martins 7 de Junho de 2010 às 0:18

“Um professor não pode ser só dar aulas”? Isso é o sonho que qualquer pai. Aliás, o que menos interessa é isso mesmo: dar aulas.

E mais não digo…

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17 Pedro Sousa 7 de Junho de 2010 às 0:43

Caro João Pedro Martins,

O sonho dos pais (na grande maioria) é que os filhos tenham a melhor educação possível e que a escola os prepare, nao só “livrescamente”, mas também em vivência, em capacidade de raciocínio e de adaptação.

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18 João Pedro Martins 7 de Junho de 2010 às 1:25

“GANDA LOL”

19 F Santos 11 de Junho de 2010 às 18:01

O sonho da maioria dos pais (não o meu nem teu, concerteza), infelizmente, é que os filhos estejam na escola o tempo necessário para eles trabalharem. Para isso, pouco importa se lá estão professores ou guardas prisionais. Vale o mesmo.
“O sonho dos pais (na grande maioria) é que os filhos tenham a melhor educação possível e que a escola os prepare, nao só “livrescamente”, mas também em vivência, em capacidade de raciocínio e de adaptação” Isto é verdade, mas não se relaciona em nada com a problemática da escola em questão. Demagogia pura.

Já pensaste que para um miúdo da idade do teu mais velho estar 5 horas numa sala de aula (com intervalo, certo) é um massacre? Depois de, em muitos casos, se terem levantado às 6:30 ou 7:00?
É que são miúdos, não são estudantes universitários nem do 12º ano! 5 horas por dia de aulas foi o tempo instituído internacionalmente como sendo o máximo que um miúdo desta idade consegue estar minimamente atento (duvido, mas isso é outra história).
E os profs têm componente lectiva de 5 horas; depois, trabalham administrativamente. Deves saber, por experiência próxima de ti, que é dificil gerir o trabalho de 6 adultos, quanto mais os resultados escolares de 20 miúdos!!

Ouve os professores, Pedro. Acho que, pelo que escreves nunca o deves ter feito.

20 Azevedo 5 de Junho de 2010 às 8:10

… de facto é um verdadeiro regabofe neste país ! Um professor SÓ a dar aulas! Um médico SÓ a exercer medicina! Um arquitecto SÓ a projectar edifícios!
Temos de acabar com essa mania da especialização!

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21 Pedro Sousa 6 de Junho de 2010 às 23:32

Caro Azevedo,

Os médicos já deixaram de SÓ dar consultas há muito. Tais como os arquitectos que, por exemplo, projectam edifícios mas muitos também gerem pessoas (caso tenham gabinete), preparam concursos públicos para os quis precisam de mais conhecimentos do que só de estruturas, etc, etc.
A especialização que veio com a Revolução Industrial há muito que se desfez.

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22 Azevedo 5 de Junho de 2010 às 8:16

Sobre os outros países, aconselho, vivamente, a ler algo sobre a educação nos países escadinavos ( supostamente a centelha inspiradora do engenheiro Sócrates). É interessante, sobretudo, a carga horária da componente curricular!

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23 Pedro Sousa 6 de Junho de 2010 às 23:29

Caro Azevedo,

Esse é um bom desafio. Olhemos para alguns números (vindos da OCDE):
- Media de alunos por sala no 1º ciclo: Media da OCDE- 21,4, Média da EU19 – 20,2; Média em Portugal – 19,5
- Media de alunos por sala no que podemos chamar “liceu” – Média OCDE-23,4; Media EU19 – 22,1, Portugal 22,2
- Relação de alunos vs pessoal docente no 1º ciclo – Média OCDE-16; Media EU19-14,4; Portugal 11,8
- Relação de alunos vs pessoal docente no “liceu” – Media OCDE-13; Media EU19-11,7; Portugal 8,1
- Nos salários, por exemplo, andamos abaixo da média, mas no fim de carreira os professores portugueses ganham bem mais que a média da OCDE e da EU19.
- Horas de trabalho requeridas na escola (tradução minha de Working time required at school in hours) – Média OCDE-1186; Média UE19- 1176; Portugal-1261;

Não vejo, pois, que os nossos professores sejam melhores ou piores que os outros. Muitos mais dados pode ver aqui “Education at a Glance 2009: OECD Indicators”. A nossa escola é como as outras… nem melhor nem pior. Isso de nos acharmos sempre uns coitadinhos e piores em tudo foi chão que já deu uvas.

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24 Azevedo 9 de Junho de 2010 às 23:26

Gostei, principalmente daquela estatística que refere que os professores em Portugal que a média dos restantes países da OCDE, apesar de alguns solicitarem que eles lhes eduquem os filhos. Para os pais ficaria a função reprodutiva e as idas ao Mac’Donald ao Domingo.
Sobre o resto da estatística, será bom lembrar um ´´pormenorzito” de somenos importância: a maior parte destes países deixou de ter analfabetos há mais de 100 anos e teve uma coisa que se chama ” Revolução Industrial” e outra que se chama, em termos sociais, de Burguesia

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25 Pedro Sousa 10 de Junho de 2010 às 23:30

Caro Azevedo,

A frase onde diz que a maior parte desses países deixou de ter analfabetos não faz qualquer sentido.

Portugal tem um problema de iliteracia, obviamente, apesar de ter melhorado muito. Dado que a iliteracia se dá principalmente na camada mais idosa da população, o problema é geracional e os nossos dados melhorarão muito significativamente dentro de uma década.

Mesmo assim, das 179 nações cuja UNICEF divulga dados de iliteracia, Portugal está no lugar 71. Nada que nos deva orgulhar mas que será alterado muito em breve, concerteza.

Pode ler mais em United Nations Development Programme Report 2009

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26 Azevedo 12 de Junho de 2010 às 9:54

O mandato socialista, no campo particular da política educativa, é um verdadeiro desastre que terá repercurssões no futuro do país.
Não podemos pois esperar de um governo que viva do foguetório mediático, e em particular do ME, algo de medianamente honesto… Dentro desta natureza contam-se os dados fornecidos pelo Ministério da Educação para efeitos estatísticos! Repare-se que os dados tratados pela OCDE são o do número total de professores/verso número de alunos. Ou seja divide-se o número total de professores pelo número total de alunos … Há o ”pormenorzito” , de somenos, de Portugal ter uns largos milhares de docentes sem componente lectiva! Muitas destas criaturas são o que designa por ” boys” do partido e populam pelas Direcções Regionais de Educação e outras instituições , por directa nomeação política! Esta rapaziada, a segunda linha do polvo partidário no aparelho do Estado, serve detesta-de-ferra às políticas do governo!

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27 Pedro Sousa 14 de Junho de 2010 às 0:29

Caro Azevedo,

Essa questão do impacto no futuro é, por ora, mera retórica pois é impossível ter a confirmação. Mas arautos da desgraça sobre a educação sempre houve. Recordo Oliveira Martins e os seus escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888;
“O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)”.
Portanto esse discurso é antigo, mas a verdade é que hoje os jovens são muito melhor preparados, existem muitos mais na universidade, temos investigadores portugueses em muitos países, temos a universidade de Coimbra no 11º lugar das 10 melhores universidades da Europa, etc,etc,… concerteza foram cometidos muitos erros, mas a escola veio sempre a melhorar.
Quanto aos profs que não dão aulas… curioso procurei insistentemente e não encontrei declarações da FENPROF ou do Mário Nogueira a pedir o despedimento desses ou dos que prestam serviços não lectivos nos sindicatos. De qualquer forma, se existem assim tantos devem ser demitidos, se não forem úteis. Não estou tão certo, no entanto, que isso também não aconteça nos outros países.

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28 Pedro Sousa 12 de Junho de 2010 às 2:14

Caro F Santos,

Eu não acho que sejamos excepção. Considero é que os milhares de pais que se preocupam não são notícia, enquanto o camelo que por acaso é pai e que agride um prof tem direito a 1ªs páginas. Este tema deve ser atacado, os pais penalizados pela justiça de forma dura, mas acho que continuam a ser esporádicos. Todos os pais querem o melhor para os seus filhos.

Eu não sinto que o meu filho ache um massacre estar toda a manhã na sala. E sim, mesmo não andando a fechar escolas em Gaia, ele levanta-se todos os dias às 7h. E eu às 6.45h. C’est la vie… Já nem me lembro como era no meu tempo, mas acho que cheguei a ter aulas só de manhã também.

Eu sei que é difícil gerir 15 ou 20 míudos. E? Todas as profissões têm as suas dificuldades. Temos de as enfrentar e não fugir delas ou andarmos constantemente a lamentar.

Eu também acho que os bons professores trabalham bem mais que as 5 horas. O problema é que nada os obriga a fazê-lo e, como não há avaliação em condições, esses calaceiros não se destinguem dos restantes, infelizmente.

Caro, eu todos os fins de semana ouço uma professora. Isto quando ela não vem acompanhada de outro professor, portanto… de qualquer forma, a escola não vive só da visão do professor. E eu tenho uma das visões que julgo tão importante: a de pai.

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