ATENTADO À LIBERDADE DE OPINIÃO?

por Pedro Sousa em 10 de Maio de 2010

em Arouca

Na última Assembleia Municipal, que se realizou no dia 30, um dos temas que trouxeram ao debate foi o meu artigo no Roda Viva, no passado mês de Março.

Nesse artigo escrevi que um Presidente de Junta do PSD tinha dito na anterior reunião da AM que “Com a verdade pura e simples não se ganham eleições.” A indignação partiu do Pedro Teixeira, do PSD, ao acusar-me de errar dado que os assuntos da Assembleia deviam, primeiramente, ser tratados dentro da Assembleia Municipal e também de lançar suspeição sobre todos os presidentes de junta ao não identificar quem foi o autor da frase (apesar de ele saber exactamente quem foi).

No entanto, fiz mea culpa, dado que deveria ter identificado quem o disse, o Presidente da Junta de Alvarenga, Edgar Soares. Apesar de importante ser o que se disse e não quem o disse.

Mas a surpresa estava reservada para a intervenção de Edgar Soares que, sendo critico quanto ao artigo que escrevi (não negando o conteúdo pois as Assembleias agora são gravadas), balbuciou o que me pareceu ser uma ameaça cujo alcance fiquei sem perceber.

Disse Edgar Soares a certa altura, dirigindo-se a mim, “[...] e que tenha mais cuidado com isso, porque às vezes podem haver redundâncias menos agradáveis”.

Dão-se alvissaras a quem souber o que isto significa.

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Rui Gato 10 de Maio de 2010 às 8:38

Uma redundância é um doce. É uma mistura de rebuçado da Régua com caramelo de Tui

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2 inquieto 11 de Maio de 2010 às 19:13

Ora!Ora!
Lá estão vocês preocupados com essas coisas!!

Pedro!
Acusar o homem de dizer uma mentira? Não, nunca, pois ele disse a verdade!!

Mas isso, tu e eu, e os demais que por aqui andam, já sabemos há N !!
É que, ninguém me convence do contrário!

Quanto ao resto; Pedro, tenho a certeza que qd por esse caminho seguis-te, já saberias com certeza os pedregulhos que se encontram!!

É que o exemplo vem sempre de cima!!
Em Setembro, ganharam-se eleições, com base na verdade, e agora apanhámos na” redundância”…
…como de costume!

e não é que alguns gostam?

livra!!!!

um abraço
inquieto

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3 Pedro Sousa 11 de Maio de 2010 às 23:39

Caro inquieto,

Não posso discordar mais.
Há uma diferença entre mentir e não cumprir uma promessa. No momento da campanha quando o político promete deve fazê-lo com a consciência de que o pretende fazer. Pode depois acontecer algo que o impeça de concretizar a promessa, mas no momento em que ele a fez estava convicto de que ía ter sucesso.
Mentir é outra coisa…

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4 joaquim toscano 13 de Maio de 2010 às 6:20

Quanto a promessas e ameaças dizia eu noutros tempos
Das ameaças não temo mas…
AS promessas, mesmo não cumpridas por impedimentos vários,
São para manter-mo-nos fiéis a elas…
Princípios, referenciais teóricos, filosofia básica de vida???

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5 F Santos 13 de Maio de 2010 às 21:47

Por estas e por outras é que me pergunto para onde vão os nossos impostos…

Deve ser para, a exemplo a Assembleia da República, andarem a brincar à política e engordar os bolsos, enquanto os pobres pagam a crise.

Palhaçada.

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6 Pastor 18 de Maio de 2010 às 10:33

Vou candidatar-me ás ditas alvissaras!
“Redundância”: Mistura explosiva de bife de alvarenga com cajado de pastor das vacas de raça arouquesa.
Acertei?

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