ELEIÇÕES AROUCA

por Pedro Sousa em 12 de Outubro de 2009

em Arouca

Conto fazer um comentário sobre as eleições em Arouca… mas para já apenas dizer

QUE NOITE!!!

QUE GRANDE NOITE!!!

QUE VOTAÇÃO EXTRAORDINÁRIA!!!

{ 11 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Rui Castro 12 de Outubro de 2009 às 15:46

Foi a Vitória das competências técnicas sobre as competências políticas. A Vitória de currículos profissionais de elevada qualidade sobre os currículos políticos dos aparelhos partidários.
O meu desejo agora é que deixem os bons técnicos trabalhar e levar a cabo as políticas que o povo elegeu em vez de os atacarem com as “politiquices”. Porque só há uma grande desvantagem em recrutar no mercado excelentes técnicos e trazê-los para a política, é que a política pode envenenar o trabalho de quem é competente e não precisa da política para nada. E quem é competente não volta porque não precisa da política. Quem não é bom em mais nada sempre volta. E a política nacional está cheia de casos desses.
VIVA a Vitória dos profissionais sobre os políticos e Parabéns a quem tem a coragem de convidar profissionais pelo seu currículo e não por serem militantes do partido ou por serem impostos numa espécie de favores em cadeia.

Responder

2 Norberto castro 12 de Outubro de 2009 às 17:25

Este individuo, que comentou antes de mim, e que eu não conheço de lado nenhum ( cof.. cof…), fala bem, e diz verdades.

O povo, cada vez mais, vota em quem quer, sem olhar para as cores ou simbolos partidários. E mais uma vez em Arouca, ficou isso provado.
Fiem-se nos símbolos e depois… adeus.

Os meus parabens aos vencedores e que souberam ganhar, e aos que perderam ( e souberam perder).

Responder

3 Pedro Sousa 13 de Outubro de 2009 às 8:50

Caro Rui,

O teu comentário refere algo muito importante… ouve-se a miúde dizer que na política só andam os carreiristas politicos, que muitas vezes são pessoas que nunca trabalharam, que dependem da política.
Agora que se escolhem pessoas com carreiras profissionais e competências técnicas, dizem que a politica é para os políticos.

C’est la vie…

Responder

4 Antonio Carlos Monteiro 14 de Outubro de 2009 às 14:42

Meus Caros e prezados amigos.
Percebo, e se percebo, a vossa linha de raciocinio. Mas deixem que vos diga que não estão a ver a coisa com clareza e tão pouco à luz de qualquer experiência.
Os políticos tem competencias politicas, mas tem sobretudo competencias pessoais. A capacidade de decisão, de influência, o carácter, a isenção, o dever civico e toda a experiencia acumulada, que nenhum técnico ou profissional reputado possa ter. Porque?
Porque o tecnico organizou a vida em torno da carreira.
O Político face às funões confiadas pelo povo foi forçado a organizar a sua vida em torna das pessoas e das politicas.
Ao fim deste ciclo, não tenha duvidas, em qualquer partido e a qualquer nivel, que os politicos são os mais bem preparados para as enormes vissisitudes e contrariedades da vida politica. E é aqui que reside a diferença. Normalmente estes aguentam tudo. Os outros, ao primeiro sinal não aguentam. Podem dizer que tem mais que fazer e que não precisam da politica. Mas, e a politica abnadona-se? o rumo das governações? as pessoas? Não. Quem aguenta? Os politicos.
Alem do mais os politicos, esses que tem que decidir, que tem qque escolher, que tem que traçar caminhos, podem e devem receber pareceres e contributos dos tecnicos, esses que estudam e dominam o assunto do ponto de vista teorico e pratico muitas vezes. Mas aconselham, não decidem. Quem manda, quem decide quem aponta? Os politicos.
A nossa, neste caso vossa opiniao é demasiado retrógrada, desculpem e talvez demasiada provinciana. Mas não é so vossa é da grande maioria das pessoas do interior que tem um pensamento muito focalizado em qulificações e esqueçem as competencias.

Quanto aos que dependem da politica, da politica ninguem depende. A politica é um exercicio de funções não é um emprego.
Quanto aos “bons” nao seguirem a politica, não me parece. Quem sabe e quem conhece sabe que todos os grandes economisas, fiscalistas, advogados estão ou estão mortinhos por entrar nessa grande esfera do poder.
Só que, como o caminho é dificil e penoso, jogam nas sombras e na frente estão sempre muito ocupados.
Aceitem um abraço de quem vos aprecia tecnicamente e porventura no futuro politicamente, basta vontade e mãos à obra.

Responder

5 Antonio Carlos Monteiro 14 de Outubro de 2009 às 19:55

Só acrescentar duas coisas importantes.
O PS ganhou as eleições, mas não foi “graças” aos técnicos convertidos em políticos, como de resto todos sabemos.
Quem ganhou a Câmara foi o Eng. Neves, com as suas competências políticas e pessoais. Sim, o homem político. Aquele que durante 4 anos saiu do gabinete (normalmente ocupado por técnicos) e foi conhecer as pessoas, cumprimenta-las passar tempo com elas.
Note-se ainda que apesar de técnico, o engenheiro até só possui 3 anos de bacherelato. Portanto poucas competências técnicas como advogam os meus amigos.

A segunda coisa, prende-se, aliás na linha do que tem dito sobre os técnicos com o seguinte. Um advogado, ou um Engenheiro até poderão usar os seus conhecimentos na actividade política. Mas e se for um enfermeiro? um fisotererapeuta? um astronauta? bem… até com pós graduações e doutoramentos somos forçados a perceber que nada tem a ver uma coisa com a outra.

Um abraço

Responder

6 Rui Castro 15 de Outubro de 2009 às 11:45

Tudo o que escrevi e o que o caro António Carlos Monteiro escreveu resume-se num ponto: Qualidade da Democracia!

Competências técnicas aprendem-se. Competências políticas aprendem-se. Uns têm mais competências inatas outros têm mais adquiridas, em ambos os campos. Podem existir excelentes políticos que nunca foram bons técnicos em nada (não sabem fazer mais nada!). Assim como, podem existir excelentes técnicos que não têm capacidade alguma para a política tais como visão global, estratégica, capacidade de comunicação, negociação, influência, etc, etc.
O que quis referir, e todos nós conhecemos exemplos, é que enquanto uns têm de se dedicar aos estudos e ao trabalho para ganhar a vida, outros há que se podem dar ao luxo de aos 30 anos ainda não terem ganho um ordenado, nunca terem conseguido acabar sequer o 1º ano de nenhum curso universitário que iniciaram (alguns já vão no 3º curso…), e mesmo assim conduzirem um bom carro e até alguns já têm casa própria. Eu se tivesse esses luxos também andava de jantar em jantar, de associação em associação, de J qualquer coisa em J qualquer coisa até conseguir o protagonismo necessário para ser considerado bom político. Sim porque se é verdade tudo o que escreveu acerca de um bom político que tem de liderar e decidir, também existem muitos que chegam a cargos importantes sem nunca terem trabalhado nem chefiado nada…
Existem excelentes técnicos que podem desiludir e serem péssimos políticos? Existem sim senhor!
Mas isso não pode ser razão para serem ridicularizados quando se lançam na política e rotulados como sendo incapazes. Da mesma forma que um político que seja convidado para exercer um cargo de liderança de uma equipa numa empresa qualquer, sem quaisquer conhecimentos técnicos, pode fazer um excelente trabalho porque o que se pretende é um líder.
O que me motiva é o facto de quererem fazer passar a mensagem que a política é para meia dúzia de iluminados como ouvi no debate da Rádio Regional.
Com a competitividade dos dias de hoje, é muito difícil vencer em todas as frentes. Assim sendo, é muito difícil investir na carreira e investir na política ao mesmo tempo. Daí que possa haver uma tendência natural para uma “elitização” da política tornando-a apenas acessível a quem se pode dar a esse luxo. E isso acaba por ser uma forma de diminuir a Democracia, pois o povo, apesar de poder escolher, tem as opções limitadas aos aparelhos partidários que geralmente estão fechados a quem não lhes é familiar.
Foi com agrado que vi um político (Engº Neves – sim porque ele tem a carreira profissional que se conhece mas já tem “pinta” de político) convidar pessoas que ele entendeu serem competentes para a estratégia que quer implementar e essas pessoas não serem conotadas como políticos do aparelho partidário. Podem até revelar-se maus políticos, mas tiveram a oportunidade que a democracia disponibiliza e temos de lhes dar o benefício da dúvida para demonstrarem trabalho. Caso contrário não lhes renovamos o contrato daqui a 4 anos!
Uma vez li uma frase que achei engraçadíssima:
“O mundo não seria muito melhor se Jesus Cristo e a Madre Teresa de Calcutá tivessem deixado descendentes?”
O mesmo se passa com esta nossa pequena discussão. O mundo não seria muito melhor se todos os políticos fossem pessoas que estudaram, trabalharam e demonstraram capacidades? O povo trataria de eleger os melhores e de rejeitar os piores, mas pelo menos a pré-selecção seria de muito mais qualidade.
Todos teriam de trabalhar por igual e todos teriam a liberdade de sair da política quando quisessem porque não dependeriam dela. Isso sim é Qualidade da Democracia!

Responder

7 Antonio Carlos Monteiro 15 de Outubro de 2009 às 12:22

Bem Rui, concordo contigo. Mas não deixes que esse pensamento e essa clarificação turve a tua acção, pois denotas alguma especie “rassabiamento” e isso inquina todo o teu bom raciocinio.
As jotas podem ser muito questionáveis. Tens toda a razão. Quanto ao Associativismo, naturalmente não concordo. Aí reside mais uma forma de colaborar e de ser activo.
Tens razão quando dizes que a política se está a tornar numa espécie de desporto de luxo só para alguns. Mas esses alguns não são os que tem dinheiro, mas sim os que abdicam de tudo aquilo que outros nao abdicam e concentram-se nessa actividade. Quanto aos exemplos de carro, casa própria, nunca vi um politico ganhar muito dinheiro na causa publica. Qunato aos cursos, será que não sacrificaram o curso para se entregarem a outro objectivo? Que mal tem isso?
Aceita um abraço

Responder

8 Norberto Castro 15 de Outubro de 2009 às 12:28

Continuo a achar que este tal de Rui Castro, tem pinta e escreve bem.

Subscrevo totalmente o que diz.

Permitam-me apenas acrescentar um ou dois pontos:
- O grande mérito da vitória é do Eng.º Neves, como é obvio, mas para a mesma tambem contribuiu em muito, todo o trabalho que foi desenvolvido nestes quatro anos pelos funcionários do Municipio.
- Uma nota especial para a joventude do concelho ( não só, mas ta,be, a JS), que parece-nos votou maioritariamente no Eng.ª Neves.
- E uma nota para a estrutura local do PS, que tão criticada chegou a ser, e afinal…

Responder

9 Rui Castro 15 de Outubro de 2009 às 12:54

É pá tu deves ser mesmo um político!
A maneira como pegas no que eu escrevo e consegues retirar conclusões que eu não escrevi é notável! Eu diria que é de político!
Ressabiado devo ser sim senhor. Só de olhar para algumas coisas que se passam na política dá-me uma azia que isto nem com Kompensan lá vai!
Mas se não participei mais nas tais J por exemplo foi por opção própria nunca me senti rejeitado por nenhum “sistema” ou pessoa. Sou ressabiado sim, porque a minha vida não me permitiu até hoje envolver mais na política, como admito, é uma obrigação de um bom cidadão que entenda ter capacidades para dar algum contributo.
E isto leva-me ao ponto seguinte. Eu não questiono as J. Acho aliás que qualquer tipo de associativismo (político, social ou desportivo, etc) é salutar e já participei em alguns. O que eu disse foi que quem tem de estudar e estudar a sério não pode participar em tantas associações e eventos que dão protagonismo. Não é que isso seja mau nem se deve tirar mérito a quem o faz, mas muitas vezes é através disso que se “fica conhecido” para depois aparecer na política. Dou um exemplo simples. Quem lidera a associação de estudantes do liceu quase invariavelmente acaba por chumbar de ano! Não há almoços grátis! Se essa pessoa quiser pode seguir uma carreira de associativismo e política, mas quem paga por isso? E esta questão leva-me a mais uma conclusão tua. Eu não escrevi que ganhavam ou deixavam de ganhar muito dinheiro. Eu disse que se podiam dar ao luxo de apostarem na política. Por exemplo porque aos 30 anos ainda podiam andar de associação em associação, de J em J, de jantar em jantar, e os pais pagam tudo!!! Claro que eventualmente vão ter um lugar que terá um vencimento associado e com toda a certeza que vão fazer pela vida como todos nós e ganhar a vida. Isso é inquestionável.
Mas para lá chegar é preciso investir, sim abdicar de outras coisas até de terminar um curso superior, não tem mal nenhum, mas quem paga essa opção?
Ser político “profissional” acaba por ser para quem pode e não para quem quer.

P.S. Já sei que agora vou receber uma resposta do género “deves ter um recalcamento por os teus pais serem humildes” ou outras coisas do género. Não levo a mal, o fundo da questão é o mesmo. Isto faz-me lembrar a história dos professores. Uma excelente aluna do liceu de Arouca sai em 1997 para a Faculdade de Ciências do Porto para o curso de Matemática e acaba o curso em 5 anos com a média de 13 valores sendo uma das melhores do curso. Nunca conseguiu colocação para dar aulas. Um colega dela chumba de ano. No ano a seguir consegue passar com uma nota mazinha mas entra no Piaget com média negativa. Vai pagando as mensalidades e acaba o curso com média 17 valores. Começa a dar aulas imediatamente e fica efectivo rapidamente. Um dia ele está às compras no supermercado e vê a colega na caixa a registar as compras dos clientes. Cumprimenta-a e vai embora.
O estado trata estes dois licenciados exactamente da mesma forma no concurso público, mas a pré-selecção deles foi tremendamente condicionada por factores que o povo (alunos e pais) não tiveram oportunidade de escolher…

Responder

10 Antonio Carlos Monteiro 15 de Outubro de 2009 às 14:14

Rui, não quis ofender ninguém, muito menos o Rui.

Isso de dizer que o papá paga tudo, ou que se frequenta o privado porque é mais fácil, são, desculpe, tudo argumentos um pouco populistas, muito demagogicos e desviam toda a conversa que estavamos a tentar ter.
Parece-me que se está a focar num ou dois sujeitos e com isso generalizar.
E generalizar…..
Para começar e talvez para acabar, o que deve ser discutido são as ideias, os métodos e não as pessoas, muito menos esses pequenos pormenores que alguns teimam em ser pormaiores.

Responder

11 Rui Castro 15 de Outubro de 2009 às 15:08

Estamos de acordo!
Concordo que estou a generalizar e a enfatizar ao ridículo alguns pontos de vista. Por vezes é assim que se fazem passar as ideias de uma forma… digamos… política :)
E não… não sou comunista. Aliás, o que eu tento defender é um mercado verdadeiramente liberalizado onde qualquer um pode ser político ficando apenas à mercê da concorrência de mercado e da proposta de valor que se oferece aos clientes (povo). Ao invés das “cotas de entrada” ou das golden chairs que se instalaram em alguns partidos.

E confesso que fiquei a pensar num ponto que referiu: o facto de algumas pessoal de valor abandonarem a política por dizerem que não precisam de “aturar certas coisas”. Se por um lado o podem fazer por serem honestas, éticas, profissionais e terem um emprego bom à espera. Por outro lado, se todos pensarmos assim quem é que sobra para a política?
Eu não sei o que é ser, por exemplo, Presidente de Câmara ou Ministro, mas acho que consigo fazer uma pequena ideia. Nas minhas funções chefio uma equipa bastante numerosa. Todos os dias tenho de tomar decisões. Por vezes as mais simples e mais óbvias sobre o meu ponto de vista, são encaradas mal pelos colaboradores. Até mesmo quando julgo ser uma decisão muito favorável aos interesses deles!
O Presidente de Câmara pode andar meses a ponderar sobre uma decisão estratégica fundamental para o concelho de Arouca, mas o Sr. Joaquim marca uma reunião com o Sr. Presidente e o problema que lhe coloca é o barulho que uma tampa de saneamento faz em frente a casa dele e que não o deixa dormir. Aposto que cada habitante de Arouca tem uma ideia diferente para a nossa terra… é assim a vida.
Liderar e tomar decisões é difícil “pra caraças”! É por isso que apesar de poder parecer que sou contra os políticos, tenho de lhes prestar a devida vénia.
Nas últimas legislativas soube que um casal amigo não foi votar apenas porque andaram pelas Colheitas distraídos e calhou de não irem votar. Alegam que os políticos são todos iguais e o país está a caminho da desgraça. Basicamente o que eles disseram foi que, discordam com a maioria das decisões que os nossos líderes tomam, são todos uns incompetentes e/ou aldrabões porque tomam decisões erradas.
Eles enquanto cidadãos apenas têm de tomar uma decisão de 4 em 4 anos! Fazer uma pequena cruzinha num dos pequenos quadradinhos da folhinha. E podem ir à vida deles! UMA VEZ de 4 em 4 anos! E mesmo assim não conseguem decidir e assumir a escolha que fizeram. E depois andamos aqui todos a criticar uma ou duas das milhares de decisões que um Presidente de Câmara ou Ministro tem de tomar.

Um grande abraço!

Responder

Anterior:

Seguinte: