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Segunda-feira, Junho 15, 2009

PARAR O PAÍS?

por Pedro Sousa em 15 de Junho de 2009

em País

Se o Governo (este ou qualquer outro) decidisse de um momento para o outro a suspensão de todo ou parte substancial do programa de obras públicas isso teria efeitos imediatos na actividade económica, muitas empresas decidiram reequacionar os seus investimentos e daí resultaria um efeito em cadeia. Se a economia é “viciada” em obras públicas serão inevitáveis os efeitos da síndrome de abstinência.

Tenho muitas dúvidas sobre a posição do PSD em relação a obras públicas cuja concretização decidiu enquanto foi Governo e agora propõe que sejam sujeitas, poderei estar muito enganado mas estou convencido de que se o PSD chegar ao poder depressa encontrará argumentos brilhantes para inverter a decisão e promover essas mesmas obras, nem sequer me admiraria se nesse cenário Cavaco Silva decidisse cumprir finalmente a sua promessa de ajudar o Governo com os seus vastos conhecimentos e encontrasse argumentos para justificar essa inversão de posição.

A posição do PSD pode ser sustentável de um ponto de vista económico ainda que nunca o tenha feito, já defendeu a suspensão dos projectos por não haver dinheiro (quando Ferreira Leite chegou à liderança), depois justificou essa posição com a necessidade de distribuir o dinheiro pelos pobres (no congresso do PSD), com a crise financeira o argumento usado foi a dificuldade de aceder ao crédito (argumento de que já se esqueceu) e mais recentemente Manuela Ferreira Leite parece ter concertado argumentos com Cavaco Silva e justifica a suspensão do programa de investimentos com o endividamento externo. Pelo meio ainda abandonou a exigência de suspender as obras na condição de não serem decididas apenas pelo PS

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