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Domingo, Junho 14, 2009

UM CASO CURIOSO

por Pedro Sousa em 14 de Junho de 2009

em País

A Horta Pedagógica de Guimarães criada pela câmara, há menos de um ano, já tem dezenas de agricultores que produzem, de forma biológica, legumes e flores. Um `sucesso` que leva as mais variadas profissões a discutir qual a melhor semente de pepino, disse à Lusa uma agricultora.

“Aqui somos todos agricultores, trocamos sementes, legumes e flores e gozamos o prazer de cultivar a terra”, referiu Cristina Pereira, operária de calçado desempregada e “dona” de um canteiro na Horta Pedagógica de Guimarães.

A horta está situada na Veiga de Creixomil, a 100 metros de um hipermercado e num dos terrenos outrora mais férteis e cultivados do concelho e onde quase só existiam silvas e ervas.

in RTP.pt

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COM CC AO PARTIDO SOCIALISTA

por Pedro Sousa em 14 de Junho de 2009

em País

Os portugueses passam rapidamente do 8 para o 80 e vice-versa. É sabido! Na política não é diferente. Muita gente no PS considerava as eleições apenas o cumprir de calendário. Agora, estão derrotistas. No PSD, aguardava-se pela disputa eleitoral que se seguiria às eleições autárquicas e legislativas: vide Pedro Passos Coelho. Agora, unem-se em torno de quem só tinha defeitos e já se escolhem pastas, gabinetes e assessores. Ambas as percepções são, para mim, um exagero.

 Muitas vezes, na política portuguesa fazer previsões é quase suicidário. Como se tem visto nos últimos anos. No entanto, julgo ser pacífico afirmar que as próximas eleições poderão ser um momento de exaltação democrática, de debate de alternativas e, naturalmente, disputadas. Assim os protagonistas queiram afirmar o que de mais nobre tem a política. O que por vezes, infelizmente, não acontece. É esse o caminho que o PS, na minha opinião, tem de trilhar nestes meses. Com a certeza de um caminho em que terá de trabalhar muito e bem. E em que todas as opiniões deverão ser bem vindas!
O ciclo eleitoral está a disputar-se em clima de crise, a nível mundial, financeira, económica e social. A pior desde 1929. Os seus efeitos são globais. Não só de alguma depressão das pessoas, mas nos efeitos de empobrecimento de quem sofre por via do desemprego. Ainda que seja desvalorizada, por muitos, para efeitos de retórica política interna. Vejam-se as recentes declarações de José Pedro Aguiar Branco na TSF ou de João Rendeiro, em todo o lado, a propósito do BPP e da sua gestão.
O terreno é ideal para o populismo e isso nota-se à esquerda do PS e no CDS. Um discurso entre os corruptos, capitalistas, exploradores, mentirosos, e os combatentes pela verdade, pela moralização, pelos direitos de todos a tudo. É uma linguagem moral e populista que é utilizada. Embora, por vezes, se oiçam algumas propostas interessantes. Como não notar, por exemplo, a diferença entre o discurso de Rui Tavares e outros dirigentes do Bloco?
Mas, se descontarmos os riscos de populismo e do providencialismo, que captam, por vezes, o descontentamento conjuntural, é natural que quem vá votar possa ter uma atitude madura e responsável no momento de decidir o seu voto para o governo do país e das autarquias. Ainda que deprimidos e pouco esperançados pela crise mundial, não acreditando nos políticos ou não esperando muito das propostas apresentadas (pelo que dizem nas sondagens e a abstenção demonstra) muitos dos portugueses esperam, penso eu, solidez, seriedade, confiança, segurança e credibilidade no governo do país. Factores que lhes permitam atravessarem a crise e, passada a tempestade, melhorar alguma coisa.
É um programa para tempos difíceis, mínimo mas racional, para os eleitores do “centro”, que é onde a maioria dos eleitores está, mas que pode também captar a esquerda que quer continuar a transformar socialmente o país. Não acredito que o eleitor vá votar em grandes questões programáticas que possam traduzir grandes rupturas nem em listas de medidas por muito atractivas que elas sejam. Também não acredito em grandes e repentinas mudanças sem que pareça que o PS se esteja a negar a si próprio.
Acredito, sim, num reforço dessa solidez, seriedade, confiança, segurança e credibilidade face ao PSD e ao regresso ao passado de Manuela Ferreira Leite, Portas, Santana, entre outros. Acredito, também, na necessidade de um reforço da participação dos militantes do PS na vida interna do partido e nas suas decisões a par de um reforço da unidade e da inclusão de todos nas batalhas eleitorais que se aproximam. Não podemos fechar as estruturas em circuito fechado ou fazer listas com base em meras opções internas.
Acredito, igualmente, no corrigir de algumas propostas e/ou atitudes que têm sido contestadas reforçando a componente social e de procura do desenvolvimento económico, da qualificação dos portugueses e de abertura e transparência da vida democrática. O PS deve ouvir, compreender os reparos, ponderar as propostas alternativas e corrigir aquilo que o possa ser. Sem trair o rumo que tem seguido a bem do país, pois não se deve comprometer o futuro com vista ao curtíssimo prazo, mas sem ter a veleidade de deixar tudo na mesma.
Se o fizer e o souber explicar penso que o PS poderá ganhar as próximas eleições. Com muito trabalho, qualidade e unidade. E a certeza que a disputa será dura. Assim seja politicamente engrandecedora para a democracia portuguesa.

http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/1412980.html

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O QUE PRETENDE A DIREITA

por Pedro Sousa em 14 de Junho de 2009

em Arouca

Estive no fórum organizado pelo PSD Arouca com a presença do deputado Engº  Carlos Poço. O tema parecia interessante “Empresas, Empresários, Emprego”.

Não vou discorrer sobre o evento, para não acirrar os ânimos, mas sobre a pergunta que coloquei se o Código do Trabalho precisa de algumas alterações para estes tempos difícieis, a resposta saíu rápida ” FLEXIBILIZAÇÃO DO DESPEDIMENTO”.

Será já uma das propostas laranja para as legislativas?

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NOVIDADES RV

por Pedro Sousa em 14 de Junho de 2009

em Arouca

logotipo1

O Roda Viva vai estrear um novo site por estes dias… é FICAR ATENTO!!!

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INQUALIFICÁVEL

por Pedro Sousa em 14 de Junho de 2009

em Arouca

imagesAndo para escrever isto há uns tempos… com toda a frontalidade…

Acho TOTALMENTE INQUALIFICÁVEL o facto de politicos arouquenses, professores, médicos e outros usarem o chão das ruas de Arouca como depósito das suas beatas.

Em frente a alguns cafés é LAMENTÁVEL que pessoas, pela sua formação ou posição, lancem as beatas ao chão de forma ostensiva sem qualquer problema de consciência. Pessoas que deviam marcar pelo exemplo…

INQUALIFICÁVEL (para não dizer pior)

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