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	<title>Comentários em: AINDA O LIVRO EM BRAGA</title>
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	<description>Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!</description>
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		<title>Por: arouka</title>
		<link>https://ppp.aroucaonline.com/2009/03/02/ainda-o-livro-em-braga/comment-page-1/#comment-1500</link>
		<dc:creator>arouka</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 22:01:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Meu Deus! Tanto barulho, tanta algazarra, tanta opinião contraditória, não tanto por causa de uma imagem/pintura/obra de arte, mas simplesmente porque a PSP de Braga mandou retirar os exemplares de um livro, exposto em lugar público, tão público como o é uma feira do livro.
É até natural que nessa feira houvesse livros contendo no seu interior imagens até mais polémicas ou agressivas, mas essas não estariam escancaradamente expostas como aquela que  preenchia a capa desse livro.
De todos os comentários que li, sobre esta polémica tão exaustivamente empolada pela comunicação social, o que achei mais equilibrado, sensato e nada puritano foi o de Miguel Sousa Tavares que teve a coragem de ir contra o politicamente correcto e distinguir sabiamente um conceito de liberdade que anda muito arredado de certos paladinos de uma pseudo liberdade em nome da qual tudo é possível, tudo é permitido, tudo é defendido.
Gostaria que os defensores dessa “liberdade” se colocassem no papel e no lugar dos agentes da PSP pressionados pelas reclamações de um grupo de pais, reclamações aliás, perfeitamente naturais e compreensíveis, face ao incómodo que tal capa representava para menores. E quando esses menores são os próprios filhos, que direito haverá em nome da “liberdade” de expressão artística, ou de qualquer outra, agredir a sensibilidade dessas crianças com imagens tão despudoradamente expostas?
Que argumentos apresentariam a esses pais, ou que atitudes tomariam, se estivessem no lugar dos agentes da PSP, esses tais paladinos da “liberdade”?
É que a liberdade se é fácil de ser invocada, muitas vezes, completamente descontextualizada, nem sempre será fácil de ser gerida, como muito bem conclui Sousa Tavares.
José Cerca]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu Deus! Tanto barulho, tanta algazarra, tanta opinião contraditória, não tanto por causa de uma imagem/pintura/obra de arte, mas simplesmente porque a PSP de Braga mandou retirar os exemplares de um livro, exposto em lugar público, tão público como o é uma feira do livro.<br />
É até natural que nessa feira houvesse livros contendo no seu interior imagens até mais polémicas ou agressivas, mas essas não estariam escancaradamente expostas como aquela que  preenchia a capa desse livro.<br />
De todos os comentários que li, sobre esta polémica tão exaustivamente empolada pela comunicação social, o que achei mais equilibrado, sensato e nada puritano foi o de Miguel Sousa Tavares que teve a coragem de ir contra o politicamente correcto e distinguir sabiamente um conceito de liberdade que anda muito arredado de certos paladinos de uma pseudo liberdade em nome da qual tudo é possível, tudo é permitido, tudo é defendido.<br />
Gostaria que os defensores dessa “liberdade” se colocassem no papel e no lugar dos agentes da PSP pressionados pelas reclamações de um grupo de pais, reclamações aliás, perfeitamente naturais e compreensíveis, face ao incómodo que tal capa representava para menores. E quando esses menores são os próprios filhos, que direito haverá em nome da “liberdade” de expressão artística, ou de qualquer outra, agredir a sensibilidade dessas crianças com imagens tão despudoradamente expostas?<br />
Que argumentos apresentariam a esses pais, ou que atitudes tomariam, se estivessem no lugar dos agentes da PSP, esses tais paladinos da “liberdade”?<br />
É que a liberdade se é fácil de ser invocada, muitas vezes, completamente descontextualizada, nem sempre será fácil de ser gerida, como muito bem conclui Sousa Tavares.<br />
José Cerca</p>
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