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	<title>Ponto Por Ponto &#187; País</title>
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	<description>Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!</description>
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		<title>CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 23:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Exmo Senhor Primeiro Ministro Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome &#8220;de guerra&#8221;. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/12/20/carta-aberta-ao-primeiro-ministro/">CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
Um blog convidado <a title="arouca" href="http://www.arouca.biz">Arouca.biz</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>&#8220;Exmo Senhor Primeiro Ministro</p>
<p>Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome &#8220;de guerra&#8221;. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.</p>
<p>Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.</p>
<p>Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.</p>
<p>Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. &#8220;És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.&#8221; &#8211; disseram-me &#8211; &#8220;Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção&#8221;. Fiquei.</p>
<p>Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. &#8220;Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante&#8221;. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira &#8216;congelada&#8217;. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como &#8220;nativa&#8221;. Tinha como ordenado &#8216;fixo&#8217; 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas&#8230;</p>
<p>Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci &#8211; felizmente! &#8211; também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.</p>
<p>Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.</p>
<p>Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar&#8230;</p>
<p>Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores &#8211; e cada vez mais raros &#8211; valores: um ser humano em formação.</p>
<p>Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.</p>
<p>Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro. E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.</p>
<p>Myriam Zaluar, 19/12/2011</p></blockquote>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/12/20/carta-aberta-ao-primeiro-ministro/">CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>O QUE ELES DIZIAM (apenas para chegar ao pote)</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/12/04/o-que-eles-diziam-apenas-para-chegar-ao-pote/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 10:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O CDS tem um conjunto de princípios que são muito conhecidos. O CDS não viabilizou o PEC, nem o I nem o II, votou contra, porque tinha um aumento de impostos. Hoje os portugueses sabem claramente que o CDS não dará os seus votos para se proceder a um aumento de impostos&#8221;, disse Pedro Mota [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/12/04/o-que-eles-diziam-apenas-para-chegar-ao-pote/">O QUE ELES DIZIAM (apenas para chegar ao pote)</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>&#8220;O CDS tem um conjunto de princípios que são muito conhecidos. O CDS não viabilizou o PEC, nem o I nem o II, votou contra, porque tinha um aumento de impostos. Hoje os portugueses sabem claramente que o CDS não dará os seus votos para se proceder a um aumento de impostos&#8221;, disse Pedro Mota Soares.</p></blockquote>
<p>08.09.2010</p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/12/04/o-que-eles-diziam-apenas-para-chegar-ao-pote/">O QUE ELES DIZIAM (apenas para chegar ao pote)</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>ESTA DIREITA QUE ATACOU O POTE</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/30/esta-direita-que-atacou-o-pote/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 00:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquela crise que era só portuguesa e aquele pedido de resgate, frutos da incompetência de Sócrates e Teixeira dos Santos, está agora a atingir a Itália, mesmo depois de ter havido uma substituição do governo. A França, a Espanha e a Alemanha seguir-se-ão. Mas o nosso governo mantém o modelo da austeridade, assume o papel [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/30/esta-direita-que-atacou-o-pote/">ESTA DIREITA QUE ATACOU O POTE</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>Aquela crise que era só portuguesa e aquele pedido de resgate, frutos da incompetência de Sócrates e Teixeira dos Santos, está agora a atingir a Itália, mesmo depois de ter havido uma substituição do governo.</p>
<p>A França, a Espanha e a Alemanha seguir-se-ão. Mas o nosso governo mantém o modelo da austeridade, assume o papel contristado de PIG penitente perante a Chanceler alemã e Os Mercados, que não reconhecem o seu fiel discípulo.</p>
<p>Hoje a maioria fez um pequeno teatro de preocupação com os pobrezinhos. Os contratos de trabalho assinados com o Estado já foram todos rasgados. Além dos cortes salariais que incluem a supressão do 13º e do 14º mês, o governo prepara-se para acabar com o horário laboral de 40h semanais, com a elevadíssima taxa de desemprego.</p>
<p>Deve estar tudo certo. Os grandes economistas da oposição que sabiam todas as fórmulas mágicas para acabar com o desemprego e com a dívida, relançando velozmente a economia estão, com certeza, cheios de razão. Nós é que somos todos ignorantes, incompetentes e negligentes, todos filhos da ala socrática do PS, que ainda recebem ordens do grande chefe, enviadas de Paris.</p>
<p>Estamos, portanto, cada vez mais gregos.</p>
<p>Sofia Loureiro Santos</p></blockquote>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/30/esta-direita-que-atacou-o-pote/">ESTA DIREITA QUE ATACOU O POTE</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>Abuso é isto</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/27/abuso-e-isto/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 19:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>
		<category><![CDATA[Repita lá?!?!?!?]]></category>

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		<description><![CDATA[Há nove meses, ainda Sócrates era primeiro-ministro, uma repórter do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Vale, escrevia: «Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/27/abuso-e-isto/">Abuso é isto</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><a  href="http://daliteratura.blogspot.com/2011/11/abuso-e-isto.html"><br />
<blockquote>Há nove meses, ainda Sócrates era primeiro-ministro, uma repórter do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Vale, escrevia:</p>
<p>«Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua própria custa. Ao contrário do que muitos pensam, esta revolta dos jovens de hoje talvez seja a primeira depois do 25 de Abril que tem pés e cabeça.» — Contra os que sempre passaram à frente, DN, 20 de Fevereiro de 2011.</p>
<p>Há três meses, a mesma repórter foi nomeada assessora de imprensa do ministro da Economia, com vencimento equiparado a director-geral: 3900 euros por mês, acrescidos de ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias. (Com remuneração superior, só a chefe de gabinete do ministro Santos Pereira: 5900 euros por mês mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias.)</p></blockquote>
<p></a></p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/11/27/abuso-e-isto/">Abuso é isto</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>A SERIEDADE NÃO SE GRITA, MOSTRA-SE</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/31/a-seriedade-nao-se-grita-mostra-se/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 00:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[«Em entrevista exclusiva ao Correio da Manhã, a ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, admite ter dado informação errada ao parlamento sobre a barragem do Tua. Mas, mesmo assim, já ordenou o abate de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras. A zona onde se vai construir a barragem está inserida numa região classificada como património [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/31/a-seriedade-nao-se-grita-mostra-se/">A SERIEDADE NÃO SE GRITA, MOSTRA-SE</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>«Em entrevista exclusiva ao Correio da Manhã, a ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, admite ter dado informação errada ao parlamento sobre a barragem do Tua. Mas, mesmo assim, já ordenou o abate de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras. </p>
<p>A zona onde se vai construir a barragem está inserida numa região classificada como património da Humanidade pela UNESCO, que agora pode ser posta em causa com esta decisão. Na primeira grande entrevista que dá como ministra, Assunção Cristas diz também que não sabia que o escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, onde trabalhou antes de ir para o Governo, tem como cliente a concessionária da barragem do Tua, a EDP. »</p></blockquote>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/31/a-seriedade-nao-se-grita-mostra-se/">A SERIEDADE NÃO SE GRITA, MOSTRA-SE</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>Se resultar deem o Nobel ao Gaspar</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/23/se-resultar-deem-o-nobel-ao-gaspar/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 16:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[Os portugueses vão perder entre 40% a 50% do seu rendimento até 2013. O ministro quer tornar-nos a pequena China da Europa. Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/23/se-resultar-deem-o-nobel-ao-gaspar/">Se resultar deem o Nobel ao Gaspar</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>Os portugueses vão perder entre 40% a 50% do seu rendimento até 2013. O ministro quer tornar-nos a pequena China da Europa.</p>
<p>Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje. É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização (&#8230;) que o ministro das Finanças Vitor Gaspar espera que Portugal triunfe &#8220;como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo&#8221; no final do programa de ajustamento. Faz sentido?</p></blockquote>
<p>Nicolau Santos &#8211; Expresso</p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/23/se-resultar-deem-o-nobel-ao-gaspar/">Se resultar deem o Nobel ao Gaspar</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>BEM-VINDOS AO PAÍS DOS TRABALHADORES POBRES</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 16:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Portugal tem 2,5 milhões de trabalhadores que ganham entre 700 e 800 euros. As medidas de austeridade vão transformá-los em novos pobres O Portugal pós-Orçamento de Estado para 2012 vai ver reforçada uma das suas singularidades no espaço europeu: os trabalhadores pobres. Descontam, entram e saem do trabalho todos os dias a horas certas e [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/23/bem-vindos-ao-pais-dos-trabalhadores-pobres/">BEM-VINDOS AO PAÍS DOS TRABALHADORES POBRES</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>Portugal tem 2,5 milhões de trabalhadores que ganham entre 700 e 800 euros. As medidas de austeridade vão transformá-los em novos pobres</p>
<p>O Portugal pós-Orçamento de Estado para 2012 vai ver reforçada uma das suas singularidades no espaço europeu: os trabalhadores pobres. Descontam, entram e saem do trabalho todos os dias a horas certas e até têm contratos sem termo, mas não ganham o suficiente para cobrir as despesas básicas.</p>
<p>Apesar disso, e porque têm rendimentos mensais superiores aos 434 euros per capita que o Instituto Nacional de Estatística (INE) considera para efeitos de demarcação da linha de pobreza, não são elegíveis em termos de prestações sociais.</p>
<p>Em 2009, os chamados working poor perfaziam 12% dos 1,8 milhões de portugueses em risco de pobreza. A estatística é do INE e é a mais recente disponível. Em 2010, ninguém sabe quantos eram. Quantos serão em 2012? Nenhum dos especialistas ouvidos pelo PÚBLICO arrisca uma previsão, mas todos convergem numa certeza: a pobreza vai agudizar-se nos próximos meses e anos, muito além da sua definição estatística, principalmente à custa dos desempregados de longa duração e das famílias trabalhadoras pobres.</p>
<p>A estas o mais certo é juntarem-se agora os cerca de 2,5 milhões de trabalhadores cujos salários andam entre os 700 e os 800 euros.</p>
<p>&#8220;O país vai assistir a um crescimento das famílias-sanduíche: os dois membros do casal trabalham a tempo inteiro, e por isso estão fora da malha de protecção do Estado social, mas não ganham que chegue para fazer face às despesas&#8221;, vaticina Pedro Adão e Silva, professor de Sociologia do ISCTE.</p>
<p>Temos então que as famílias vão recuar &#8220;20 ou 30 anos&#8221; em termos de rendimentos. Mas vão ficar pior do que nessa altura, segundo Adão e Silva: &#8220;Este retrocesso tem contornos novos, porque do ponto de vista da riqueza vamos recuar esses anos, mas mantendo uma estrutura de despesas fixas que não tem nada a ver com a do passado: as pessoas hoje gastam muito mais com a casa, a escolaridade dos filhos, a electricidade, o gás, a água, o carro, a televisão e mesmo a Internet, que se tornou obrigatória até para preencher o IRS.&#8221;</p>
<p>Ainda o diagnóstico actual, nas contas de Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP-IN: &#8220;Os números de há dois anos diziam-nos que 9% dos trabalhadores recebiam o salário mínimo nacional ou menos. Mas a tendência era para uma aceleração muito grande e, neste momento, creio que serão muitos mais. Depois, nos sectores da têxtil, vestuário e calçado, a maior parte das pessoas ganha três, quatro ou dez euros acima do salário mínimo, uma ninharia.&#8221; &#8220;Na maior parte dos países europeus, quem tem um trabalho está imune à pobreza, porque o salário liberta e autonomiza. Em Portugal, não&#8221;, reforça ainda Pedro Adão e Silva.</p>
<p>O Governo poupou estes working poor a boa parte das medidas de austeridade. Mas, como lembra Sérgio Aires, da Rede Europeia Antipobreza, isto não faz com que consigam fugir ao aumento do custo de vida. &#8220;Não lhes é possível chegar a um supermercado e apresentar a declaração de IRS para obter desconto no arroz.&#8221; Mas estes até são os que estarão mais bem preparados para lidar com o que aí vem, diz Aires: &#8220;São os remediados crónicos. Estão habituados.&#8221;</p>
<p>Em piores lençóis ficará a fasquia acima. &#8220;A mediana salarial em Portugal está entre os 700 e os 800 euros, ou seja, metade dos trabalhadores ganha no máximo isso&#8221;, diz Pedro Adão e Silva. Estes, sim, serão os mais fustigados pelos ventos de austeridade. Aumenta o IVA, os transportes, a electricidade, as taxas moderadoras, o IMI das casas. Reduzem-se as deduções fiscais, os subsídios de Natal e, em muitos casos, o que seja retribuição além do salário base. &#8220;No sector privado, estas retribuições representam 25% da remuneração. Ora, tudo isso está a desaparecer das folhas de pagamento de forma muito acelerada&#8221;, enfatiza o secretário-geral da CGTP-IN.</p>
<p>Pagar as facturas<br />
Num país com 4,9 milhões de empregados, temos quase 2,5 milhões de trabalhadores encaixados nesta categoria da mediana salarial. &#8220;Se o emprego de um deles falha, a situação entra em colapso&#8221;, diz Sérgio Aires. Às portas da Deco bateram, entre Janeiro e Setembro, 17 mil novas famílias. Aos habituais pedidos de ajuda para reestruturação dos créditos somam-se novas situações. &#8220;Já há muita gente nesta faixa de rendimentos com dificuldade em pagar as facturas da água, da luz, da televisão por cabo&#8230;&#8221;, conta Natália Nunes, desta associação de defesa dos consumidores.</p>
<p>Muitos dos que recorrem à Deco estão também a iniciar a via-sacra dos centros de emprego para se juntarem aos 554 mil desempregados que aparecem no boletim de Setembro do IEFP (675 mil, na estimativa do INE). Dá uma taxa de 12,1%. Pior: dos mais de 550 mil desempregados, 46% não tinham direito a subsídio. Acresce que no Orçamento do Estado para 2012, o Governo admite que o desemprego possa atingir os 13,4%. Isso dá entre 60 e 70 mil novos desempregados. A partir de 2012, a cumprir-se o memorando da troika, o valor do subsídio não poderá exceder 1050 euros. Ao fim de 18 meses acaba-se, e, após o primeiro ano, as prestações sofrem um corte de 10%. Para Adão e Silva, a conjugação destes factores trará uma realidade nova ao país. &#8220;Ter muitos desempregados sem protecção é uma novidade relativa para o país e vai criar um enorme grupo de novos pobres.&#8221;</p>
<p>O facto de ser desempregado vai transformar-se em sinónimo de ser pobre para milhares de portugueses, concorda Bruto da Costa, coordenador do estudo Um Olhar sobre a Pobreza. &#8220;Entre os pobres, a percentagem de desempregados não era muito elevada.&#8221; Doravante, &#8220;vai haver gente que nunca foi pobre e que, ao cair no desemprego, passará a integrar esse grupo, porque não cumprirá os requisitos para ter direito ao subsídio, porque o subsídio é insuficiente para se sustentar e à sua família ou porque o prazo do subsídio expirou&#8221;.</p>
<p>&#8220;A comer pior&#8230;&#8221;<br />
Nesta descida da escala social, há outros dois grupos a considerar: a classe média alta e os pensionistas. Estes porque, &#8220;não sendo os mais afectados por estas medidas&#8221;, como lembra Adão e Silva, verão congelada a sua trajectória de afastamento da pobreza. Não é pouco se nos lembrarmos que a diminuição da pobreza no país se tem alcandorado na melhoria da situação dos idosos. Quanto à classe média ou média alta, o puzzle é mais complexo. &#8220;São pessoas que, apesar de terem salários elevados, acima e muito acima dos 1500 euros, tinham o seu orçamento todo organizado em função do rendimento e que agora se vêem com cortes no salário, comissões, horas extraordinárias que deixaram de ser pagas&#8221;, observa Natália Nunes, habituada a refazer as contas de &#8220;professores, médicos, advogados e até juízes&#8221;. É o resultado do fortíssimo endividamento das famílias. &#8220;Mesmo aqui, já há muitas pessoas a comer pior para não ter de entregar a casa ao banco&#8221;, reforça Bruto da Costa.</p>
<p>Entre habitação e créditos ao consumo, as famílias portuguesas deviam à banca cerca de 129 mil milhões de euros, dados do Banco de Portugal referentes a Agosto. Nesse mês, o crédito malparado ascendia aos 3,3 mil milhões. Com o aumento do desemprego, não é preciso nenhuma bola de cristal para perceber que a cobrança duvidosa vai agravar-se.</p>
<p>&#8220;Estas famílias não caem na pobreza em sentido absoluto, mas perdem a possibilidade de manter o nível de vida que tinham e isso é um problema real para muitas famílias&#8221;, diz ainda Bruto da Costa, acusando o Estado de se ter demitido da sua função reguladora, quando optou por ignorar o problema do sobreendividamento das famílias. &#8220;O Governo podia ter impedido isso e nada fez.&#8221;</p>
<p>Bruto da Costa acha que a discussão sobre o novo Orçamento está a passar ao lado do essencial. &#8220;É um documento que aponta para outro modelo de sociedade, com menos Estado, e isso não está a ser discutido.&#8221;</p>
<p>Adão e Silva não se importa de lançar o mote. &#8220;A nossa democracia, como todas as europeias do pós-guerra, assentou na integração social das classes médias. Pensar que é possível desmantelar as condições económicas e sociais que estiveram na génese da legitimação política do regime sem que isso tenha consequências é um erro de enormes proporções&#8221;, atira. E conclui: &#8220;Ao cortar as aspirações sociais ascendentes da classe média, que são um factor de legitimidade da democracia, o próprio Governo está a criar uma outra crise além da social: a crise da legitimidade política.&#8221;</p></blockquote>
<p>Público, 23/10/2011</p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/23/bem-vindos-ao-pais-dos-trabalhadores-pobres/">BEM-VINDOS AO PAÍS DOS TRABALHADORES POBRES</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>ACABAR COM O INTERIOR</title>
		<link>http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/18/acabar-com-o-interior/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 22:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arouca]]></category>
		<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[Este Governo preparou uma reforma administrativa do país que é um atentado ao interior do país. Assume como possível a reorganização o país a &#8220;rega e esquadro&#8221;, tentando deitar por terra as necessárias especificidades de muitas das freguesias e concelhos do interior. Agora faz muito pior&#8230; na proposta de Orçamento para 2012 acaba com todos [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/18/acabar-com-o-interior/">ACABAR COM O INTERIOR</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Este Governo preparou uma reforma administrativa do país que é um atentado ao interior do país.<br />
Assume como possível a reorganização o país a &#8220;rega e esquadro&#8221;, tentando deitar por terra as necessárias especificidades de muitas das freguesias e concelhos do interior.</p>
<p>Agora faz muito pior&#8230; na proposta de Orçamento para 2012 acaba com todos os benefícios fiscais relativos à interioridade.</p>
<p>Estão a matar o país&#8230;</p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/18/acabar-com-o-interior/">ACABAR COM O INTERIOR</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>Não havia novo Governo?</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 22:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[O OE para 2012 deixou-me confuso pois estava convicto de que havia mudado o Governo e era agora Passos Coelho o primeiro-ministro. De facto, Sócrates é que lançava &#8220;exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados&#8221; e atacava &#8220;os alicerces básicos do Estado Social&#8221; (Passos Coelho), &#8220;tratando os portugueses à bruta dizendo-lhes &#8216;Não há outra [...]<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/18/nao-havia-novo-governo/">Não havia novo Governo?</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><blockquote><p>O OE para 2012 deixou-me confuso pois estava convicto de que havia mudado o Governo e era agora Passos Coelho o primeiro-ministro. De facto, Sócrates é que lançava &#8220;exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados&#8221; e atacava &#8220;os alicerces básicos do Estado Social&#8221; (Passos Coelho), &#8220;tratando os portugueses à bruta dizendo-lhes &#8216;Não há outra solução&#8217;, indo buscar dinheiro a quem não pode&#8221;, motivo por que &#8220;[precisávamos] de um Governo não socialista em Portugal&#8221; (Passos Coelho de novo).<br />
Ora o Orçamento é só um rol de &#8220;exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados&#8221; e ataques aos &#8220;alicerces básicos do Estado Social&#8221;. O Governo &#8220;olha para rendimentos acima de pouco mais de mil euros dizendo &#8216;Aqui estão os ricos de Portugal&#8217;, eles que paguem a crise&#8221; (ainda Passos Coelho), deixando de fora, por lapso, as grandes fortunas e os 7 mil milhões de dividendos que por aí se distribuem anualmente.<br />
O único dos &#8220;25 mais ricos&#8221; que pagará a crise é o mais rico deles, o trabalhador Américo Amorim, que irá esfalfar-se mais meia hora por dia sem remuneração (por isso me pareceu vê-lo, de cartaz na mão, no meio dos &#8220;indignados&#8221;). Felizmente emprega na sua Corticeira 3 300 outros trabalhadores, que irão dar-lhe 1 650 horas diárias de trabalho gratuito, equivalentes a 206 trabalhadores de borla. Poderá assim despedir 206 dos que não se contentam com ter trabalho e ainda querem salário.</p></blockquote>
<p>Manuel António Pina no JN. Artigo completo <a  href="http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina%20">aqui</a></p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/18/nao-havia-novo-governo/">Não havia novo Governo?</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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		<title>Medidas vão fazer &#8220;escorrer muito sangue&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 23:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[País]]></category>

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		<description><![CDATA[Há medidas que nos tocam nas telhas da casa, no automóvel ou nas férias, mas estas entram-nos na casa e na cozinha. Entram-nos no estômago, na saúde. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal Leia Medidas vão fazer &#8220;escorrer muito sangue&#8221; no blog: Ponto Por Ponto por Pedro Sousa. Um blog convidado Arouca.biz<p>Leia <a href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/17/medidas-vao-fazer-escorrer-muito-sangue/">Medidas vão fazer &#8220;escorrer muito sangue&#8221;</a> no blog: <a href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><a  href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=512177"><br />
<blockquote>Há medidas que nos tocam nas telhas da casa, no automóvel ou nas férias, mas estas entram-nos na casa e na cozinha. Entram-nos no estômago, na saúde.</p>
<p>Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal</p></blockquote>
<p></a></p>
<p>Leia <a  href="http://ppp.aroucaonline.com/2011/10/17/medidas-vao-fazer-escorrer-muito-sangue/">Medidas vão fazer &#8220;escorrer muito sangue&#8221;</a> no blog: <a  href="http://ppp.aroucaonline.com">Ponto Por Ponto</a> por Pedro Sousa.<br /> 
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