PARTICIPAÇÃO CIVICA

por Pedro Sousa em 3 de Maio de 2012

em Arouca

Este fim de semana a Assembleia Municipal tornou-se uma “verdadeira” casa da democracia popular ao receber mais de duas centenas de cidadãos preocupados com temas ligados à educação.

Foi com enorme prazer que assisti a este tipo de mobilização de cidadãos para defenderem causas que consideram justas. Independentemente de eu concordar ou não com elas, a verdade é que, nestes tempos em que os ideais de Abril são tão atacados, ver o povo unido em luta é uma lufada de ar fresco.

Estiveram mal, no entanto, os organizadores da “manifestação”. Ao não darem conta à Assembleia Municipal, antecipadamente, das suas intenções e da sua dimensão, impediram que se pudesse ter organizado a AM em local que pudesse albergar a todos. Assim, teve de se improvisar e perdeu-se imenso tempo a mudar do edifico da Câmara para o Globo de Ouro e depois, após o almoço, o regresso ao edificio da Câmara.

Esta falta de pré-aviso encurtou o período destinado à intervenção dos cidadãos e reduziu o período destinado aos esclarecimentos do Presidente da Câmara Municipal. E bem mereciam mais tempo os intervenientes… Nomeadamente os que vinham de Chave e Escariz, em defesa dos dois agrupamentos escolares. Traziam ideias claras e argumentos detalhados para suportar a sua opinião. Muito além de argumentos de café que também se foram ouvindo, como, por exemplo, a ideia de que quem defende apenas um agrupamento o faz por necessidade de ter poder ou, como cheguei a ouvir, “os srs da vila querem mandar em tudo”. Argumentos lamentáveis e sem qualquer ligação com a realidade.

Excelente e corajosa também a intervenção do professor Jorge Oliveira, provavelmente o maior conhecedor da realidade educativa do nosso concelho. A forma ponderada e detalhada como explicou que considera melhor a existência de apenas um agrupamento, pareceram-me merecedoras da defesa da posição. Porque nestas questões, na maioria das vezes, convém colocar o coração de lado e trazer o pragmatismo para cima da mesa. E o professor Jorge Oliveira fê-lo de forma exemplar.

Um tema a acompanhar com toda a atenção…

{ 3 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 INQUIETO 5 de Maio de 2012 às 9:50

olá,

viva!

Pedro, tenho pena de não poder ter estado presente!
Mesmo!

mas tal não foi possível!
mas já estou com uma atrás da orelha!!

que raio de democracia, e que raio de ideais de abril é que precisas para ter uma assembleia popular digna desse nome!!

com pré aviso, como as greves!

faziam a assembreia, no meio da rua! esta é que é do povo!

ora, se calhar o que queriam, era explicar algoritmamente, que um agrupamento único, pode puopar, poupar, poupar, poupar… sobretudo, a inteligência dos decisores!!

Pedro, nunca me esquecerei de uma frase ” querendo o santo ofício, são boas todas as razões más e más todas as razões boas”

É esta a lógica dos decisores, por estes tempos, e pelos anteriores!

Sou testemunha disso, e sobretudo parte interessada. Mas uma coisa te digo: Pegas nos 3 objectivos enunciados para o grande agrupamento, e se fores homem de coragem e de sensatez avisada, demonstras facilmente aos alheados dos gabinetes, que mais não fazem, do que impor a sua suprema burrice ao serviço da educação em Arouca!!

Se me disserem tudo aquilo que pretendem, meus caros, eu nem precisava de falar!

um abraço
inquieto

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2 F Santos 20 de Junho de 2012 às 22:08

Caro,

segundo o que sei, e pf esclarece-me se não fôr assim, a câmara tem ou teve a seu cargo parte dos custos de alguns projectos de requalificação de casas/edifícios degradados de munícipes cuja situação económica é manifesta e comprovadamente desfavorecida, pelos mais variados motivos. Estes projectos contavam com a ajuda financeira parcial da câmara, de intituições privadas e das paróquias e a mão de obra é, ou era, de voluntários, fossem amigos e familiares dos beneficiários, fossem os escuteiros, os grupos de jovens das paróquias ou a população em geral.
Ora, chegou-me a notícia que a câmara está a suspender o apoio estes projectos por falta de dinheiro. E quando falamos de dinheiro, falamos de meia dúzia de telhas, sacos de cimento e tijolos porque como expliquei anteriormente os custos de mão de obra destes projectos são suportados pela sociedade. À câmara pede-se, em alguns casos, 3000€.

Caro, com a amizade que te tenho e aproveitando estares em posição privilegiada na câmara, pergunto-te se estás a par desta situação e se tens alguma justificação plausível.

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3 Pedro Sousa 20 de Junho de 2012 às 22:45

Caro Fernando,

Não tenho conhecimento de qualquer alteração ao formato dese tipo de ajuda. Posso tentar averiguar ou então qualquer cidadão pode inquirir o Presidente da Câmara na próxima reuniao da Assembleia Municipal no próximo dia 25.

No entanto, a Lei dos Compromissos, saída recentemente, tem colocado enormes entraves a todas as Câmaras Municipais naquilo que é a gestão diária de tesouraria (por exemplo, há Câmaras que nem papel higiénico conseguem comprar para escolas). Não sei se isso pode ter alguma influencia.

Cumprimentos.

Pedro Sousa

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