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Domingo, Setembro 4, 2011

A cobardia dos líderes da coligação de direita

por Pedro Sousa em 4 de Setembro de 2011

em País

Fernando Madrinha escreveu um artigo no Expresso, intitulado DAR A CARA, que merece ser lido de ponta a ponta. Clicando na foto, lê-se a totalidade. Eis um extracto:

José Sócrates anunciava os PEC pessoalmente, com o ministro das Finanças a seu lado: Passos Coelho manda o ministro apresentá-los e comenta-os à distância. Até mesmo do estrangeiro, como aconteceu desta vez. São duas atitudes que correspondem a estilos de governação diferentes e que revelam, no caso do atual chefe do Governo, a preocupação de se poupar o mais possível. Compreende-se. Este ritmo de más notícias desgasta qualquer um e veremos quanto tempo aguentará o ministro das Finanças, apesar do espírito de missão de que parece imbuído e da frieza com que vai indicando as diferentes etapas para o empobrecimento geral a que estamos condenados.

Pelas gravíssimas implicações que vai ter na vida de todos os cidadãos, o documento de estratégia orçamental 2011-2015 merecia a honra de duas presenças na conferência de imprensa em que foi apresentado na quarta-feira: as de Passos Coelho e Paulo Portas. Foram eles e não Vítor Gaspar que pediram os votos aos portugueses em junho. Foram eles e não Vítor Gaspar que protestaram contra o sistemático castigo fiscal, mas agora o aplicam sem dó nem piedade. Foram eles e não Vítor Gaspar que indicaram os cortes nas gorduras do Estado como panaceia redentora, parecendo saber exatamente o que fazer assim que chegassem ao poder, mas tardando agora em impor a correspondente dieta.

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AS FRASES ESCRITAS POR PASSOS COELHO

por Pedro Sousa em 4 de Setembro de 2011

em País

“Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.”
“Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa.”
“Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias.”
“Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.”
“Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas.”
“O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa.”
“Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos.”
“Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.”
“Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.”
“Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado.”
“Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal.”
“O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.”
“Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”
“Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas.”
“Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.”
“A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”
“A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.”
“Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota”
“O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.”
“Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate.”
“Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?”

Conta de Twitter de Passos Coelho, iniciada a 6 de Março de 2010. O último tuite transcrito é de 1 de Junho de 2011

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