DESEMPREGO EM AROUCA

por Pedro Sousa em 1 de Agosto de 2010

em Arouca

Junho foi o primeiro mês de 2010 que teve um número de desempregados inferior ao período homólogo. Ligeiramente inferior, diga-se. Mas inferior.

A queda maior foi no escalão até aos 25 anos, em que o número de desempregados desceu 12%.

Tenho esperança que seja uma tendência a continuar…

Arouca tem resistido melhor que muitos municípios a esses flagelo, resultado do esforço (muitas vezes pessoal), empenho e trabalho dos empresários do concelho e dos concelhos das redondezas. Esperemos que assim continue.

{ 7 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 inquieto 2 de Agosto de 2010 às 10:05

oxalá assim continue…

um abraço

inquieto

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2 F Santos 6 de Agosto de 2010 às 8:51

“…empenho e trabalho dos empresários do concelho e dos concelhos das redondezas.”

Tipo S M Feira, Porto, Aveiro, Genéve, Zurich, Paris, Londres….

É a estatística; se eu estiver desempregado e emigrar ou morrer, os números do desemprego em Arouca e, naturalmente, em Portugal baixam. É garantido.

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3 Pedro Sousa 6 de Agosto de 2010 às 22:42

Caro F Santos,

Não há maneira de andares satisfeito… até a redução do número de desempregados te cria frustação. Diria que não tens mais emenda.

De qualquer forma, qual o problema do emprego ser criado em Stª Mª da Feira ou Porto? Quantos do Porto não trabalham em Vila do Conde ou, como já me aconteceu durante quase 3 anos, do Porto trabalhava em Paços de Ferreira? Ou de Gaia trabalhar em Espinho? Conheço tantos e tantos e tantos. Queriamos o quê? Que o concelho arranjasse emprego a todos mesmo à porta de casa? Santa paciência…

O mercado de trabalho é assim… não aparecem fábricas, serviços ou afins à porta de casa. O que temos de garantir é acessos a vias e transportes. Isso sim, é relevante. Agora deslocar-se 10 ou 15 km para trabalhar isso não é nada!

De qualquer forma, lamento ter-te chateado com a informação que de o desemprego em Arouca baixou (pouquissimo) comparado com o período homólogo e por ter desejado que assim continuasse.

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4 F Santos 9 de Agosto de 2010 às 8:48

Caro,

Enganas-te a ti e, pior, tentas enganar os outros. Um erro, digo eu, porque as pessoas não são parvas.

Fico satisfeitíssimo, não tenhas dúvidas, ao saber que o desemprego baixa, seja em Arouca ou no resto do país.
O que me enerva é a tua (vossa) propaganda, eu diria, nazi. Números, números e mais números. Eu escrevi que se eu morrer ou emigrar e por acaso estiver desempregado, deixo de entrar na vossa amada estatísitica (de merceeiro, com o devido respeito). A análise socialista da crise social fica-se pelo “passar a mão no pêlo” dos portugueses com frases do género “temos de estar optimistas, o desemprego cresce agora a um ritmo mais lento”; MAS CRESCE!!!
Claro que não é grave eu morar em Arouca e trabalhar em SJMadeira; mas quantos postos de trabalho se criam/criaram em Arouca nos últimos anos? Quantos jovens, como tu e eu, tiveram de abandonar o concelho à procura de emprego?
Nós, se estivessemos desempregados, não entravamos nas contas de Arouca, mas somos arouquenses. Se calhar foi isto que não percebeste.

“Queriamos o quê? Que o concelho arranjasse emprego a todos mesmo à porta de casa?” Não, bastava que criasse emprego, fosse no centro da vila ou onde quer que fosse.
“O que temos de garantir é acessos a vias e transportes.” Pois, onde anda a variante (cuja vergonha pela qual o PS nos fez passar ainda não está esquecida)?

Dizes que é preciso vias e transportes e criar emprego seja onde fôr. Onde está isso?
Desculpa ter-te chateado com a realidade, mas dou-vos um mérito: o de, no futuro, virem a ser recordados como o governo da propaganda e dos 600.000 desempregados.

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5 Pedro Sousa 9 de Agosto de 2010 às 10:00

Caro F Santos,

A história da morte e da imigração é encher chouriços, desculpa lá. Porquê? Porque a comparação é homologa e, que eu saiba, em Junho do ano passado não houve nenhuma razão para haver menos mortos ou menos imigrados.

Quanto aos números não percebo porque somos tão resistentes a eles. A gestão (de uma empresa, mas tb de um país) faz-se essencialmente através de números. Que outra forma há?

E quanto à propaganda… Eu não tenho os portugueses em tão baixa consideração e tenho a certeza que eles destinguem bem entre a propaganda e a realidade, por isso têm tomado as decisões que têm. Se os portugueses caíssem na propaganda, os partidos mais demagógicos (CDS e BE) teriam enormes votações.

Mas os portugueses conhecem o que se passa no mundo e até aqui bem perto em Espanha onde um quinto da população está desempregada (mais de 20% de taxa). E eu acedido que o Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para contrariar essa tendência, mas não é fácil. E acredito que os portugueses, na altura certa, tomarão consciência disso também.

Quanto a Arouca… Existirão sempre jovens arouquenses a trabalhar fora. É normal em qualquer parte. Por exemplo, veterinários. Quantos veterinários suporta Arouca? Quando estiver no limite os outros vão ter de procurar fora. É normal. Isto não invalida que as forças do concelho não continuem a fazer os maiores esforços para criar condições à fixação de empresas. Felizmente, ao contrário de muitos locais, ainda não encerrou nenhum empresa no concelho que pusesse vários no desemprego. Apenas ardeu uma serração, mas isso não era evitável.

Quanto à variante … Continuamos a lutar e a trabalhar para que a obra aconteça. Para já ainda não ficou por cumprir nenhum prazo, mas vamos a ver. “Fortes razões, fazem fortes ações.” dizia Shakespeare. O que não nos falta são razões.

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6 F Santos 9 de Agosto de 2010 às 17:46

Tivesse este governo a mesma preocupação social que tem com os números que vão para Bruxelas, e não sei se Sócrates não andaria em melhores lençóis.

As empresas servem para dar lucro aos donos e quase sempre, de facto, os números sobrepõem-se às pessoas; o país que o PS idealiza deve ser assim?

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7 Pedro Sousa 9 de Agosto de 2010 às 19:01

Caro F Santos,

Lá vamos nós para os números. Este Governo tem feito um investimento no social enorme. Provavelmente o maior desde o 25 de Abril. Se isso não é ser socialista, não sei o que será. Veja-se, apenas recentemente, o investimento feito no programa PARES. Milhões para inúmeras obras sociais.

Se é o suficiente? Não. Se é o que o país comporta? Aí já não sei.

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