Tendo em consideração a situação mundial e a do país e considerando o aumento do ano passado, acho sinceramente que o congelamento dos salários é uma boa moeda de troca pela garantia de manutenção do emprego.
GREVE DA FUNÇÃO PÚBLICA
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{ 16 comentários… lê abaixo ouadiciona }
Como socialista que és, já te conhecia várias facetas, agora ficamos a conhecer a de chantagista.
“Comam e calem-se, não há aumentos, senão são despedidos!!”
É assim na tua empresa?
Caro F Santos,
Não, não é assim na minha empresa… a não ser que ela tivesse uma situação liquida igual à do país. E aí não se estaria a falar de aumentos, mas sim se sobrevivência da organização.
Pedir aumentos a uma empresa falida (ou país com as dificuldades do nosso) é “gozar com o pagode” e olhar só para o umbigo. Eu ainda estaria com os Sindicatos se estes estivessem a pedir aumentos para os que recebem menos, mas não é o caso.
Ponto prévio: Não fiz greve porque não concordei com as razões em substancia que a levaram a ser convocada, mas principalmente com o timing. Não concordo que se faça greves em pleno período negocial , mesmo sabendo que as negociações estão a ser meras formalidades.
Não concordo com a tua afirmação de que “…o congelamento dos salários é uma boa moeda de troca pela garantia de manutenção do emprego..”. Já que , e neste caso, nem a garantia de emprego é agora certa na função publica, como sabes.
E outra coisa: Se o país está como está, a culpa não foi minha. Mas eu é que tenho de pagar?
Caro Norberto,
Calculo que a culpa não seja tua (ainda que, porventura, todos nós temos um pouco de culpa), mas isso é irrelevante para a discussão.
A primeira análise é: o país tem ou não capacidade para aumentar a despesa corrente? Parece que não, portanto não podem haver aumentos, pelo menos aumentos indiferenciados acima da inflação.. Aferir a culpa não traz dinheiro à árvore das patacas. Essa é outra discussão.
Congelamento? Mas isso também se aplica a membros do Governo, Deputados, Gestores, Administradores do Estado? Então, pode ser.
Caro Frank,
Não podemos estar mais de acordo.
O gajo que congelava Judeus e fazia experimentações em campos de concentração, nos idos do Adolfo (hitler, que ao pé de alguns de agora seria elevado a Santo… o poder na mão errada é muito perigoso…)
Fugiu pras Américas e chegou a chefe (DIRECTOR)
do Departamento de Medicina Espacial da NASA.
Portanto …e posto(post) isto (it)
Sei do que falo, sinto-o no pêlo…e
não se pode enganar toda a Gente durante todo o Tempo.
As greves …são o que são, valem o que valem e são legítimas…
Mas em caso de dúvida aplique-se o art 21 da CRP.
“pedir aumentos a uma empresa falida”….
O país está falido?? Quem o faliu??
As empresas “falem” ,normalmente, (fala a experiência) por incapacidade dos seus administradores. Não me digas que se passa o mesmo no Estado?
Caro F Santos,
Não tenho qualquer dado estatístico que me diga se a maioria das empresas entram em falência por incapacidade dos decisores. Dúvido, mas não conheço. Admiro todos aqueles que, largando muitas vezes o conforto do “por conta de outrém”, se lançam no empreendedorismo criando postos de trabalho. São esses o verdadeiro motor da economia.
Depois há os que se mantêm e os que acabam… as empresas são organismos vivos mas não vivem para sempre.
O Estado não está falido, digo eu que não sou economista. Mas está numa situação complicada, a acreditar em tudo o que vemos e ouvimos.
Para a discussão deste post, tudo isso é irrelevante. A questão é: o Estado aguenta ou não mais despesa corrente? Julgo que não. Portanto, primeiro é preciso equilibrar e depois voltar a distribuir.
Antes um congelamento que um esquentamento.
Bom dia,
Eu acho que a culpa disto tudo é o PSD.
O País está em crise?!? Creio que não. Se o País estivesse em crise não construia o TGV, a 3ª auto-estrada, mais um Ponte em Lisboa, o aeroporto… etc…
“Antes um congelamento que um esquentamento.”
Com um argumento destes, acaba logo a discussão.
lol
O empreendedorismo… que bela palavra… O sr. deveria responder, se lhe aprouver, é à seguinte pergunta: Por que é que Portugal é um país pobre, improdutivo e desigual?
Caro Azevedo,
A resposta a essa pergunta é o importante busílis da questão. Mais importante e difícil ainda será o que fazer para que ele deixe de o ser.
Já sabemos a receita para a crise está nos lábios de todos os grandes oligarrcas da finança: pague a classe média e os pobres, em primeiro os malévolos funcionários públicos.
Têm de pensar, inclusivé agora as famosas agências de rating, que o mundo já não é o que era… Ou pagam todos ou, aposto, a coisa vai azedar muito…
Ora aí o PEC: quem tivesse dúvidas sobre a face deste governo: ataque sem vergonha à classe média e a promessa de venda de sectores altamente rentáveis do sector empresarial da República: irão parar mais uma vez aos ”amigalhaços” do costume?