GREVE DA FUNÇÃO PÚBLICA

por Pedro Sousa em 4 de Março de 2010

em País

Tendo em consideração a situação mundial e a do país e considerando o aumento do ano passado, acho sinceramente que o congelamento dos salários é uma boa moeda de troca pela garantia de manutenção do emprego.

{ 16 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 F Santos 4 de Março de 2010 às 15:37

Como socialista que és, já te conhecia várias facetas, agora ficamos a conhecer a de chantagista.
“Comam e calem-se, não há aumentos, senão são despedidos!!”

É assim na tua empresa?

Responder

2 Pedro Sousa 4 de Março de 2010 às 17:30

Caro F Santos,

Não, não é assim na minha empresa… a não ser que ela tivesse uma situação liquida igual à do país. E aí não se estaria a falar de aumentos, mas sim se sobrevivência da organização.

Pedir aumentos a uma empresa falida (ou país com as dificuldades do nosso) é “gozar com o pagode” e olhar só para o umbigo. Eu ainda estaria com os Sindicatos se estes estivessem a pedir aumentos para os que recebem menos, mas não é o caso.

Responder

3 Norberto Castro 4 de Março de 2010 às 20:02

Ponto prévio: Não fiz greve porque não concordei com as razões em substancia que a levaram a ser convocada, mas principalmente com o timing. Não concordo que se faça greves em pleno período negocial , mesmo sabendo que as negociações estão a ser meras formalidades.

Não concordo com a tua afirmação de que “…o congelamento dos salários é uma boa moeda de troca pela garantia de manutenção do emprego..”. Já que , e neste caso, nem a garantia de emprego é agora certa na função publica, como sabes.
E outra coisa: Se o país está como está, a culpa não foi minha. Mas eu é que tenho de pagar?

Responder

4 Pedro Sousa 4 de Março de 2010 às 22:45

Caro Norberto,

Calculo que a culpa não seja tua (ainda que, porventura, todos nós temos um pouco de culpa), mas isso é irrelevante para a discussão.

A primeira análise é: o país tem ou não capacidade para aumentar a despesa corrente? Parece que não, portanto não podem haver aumentos, pelo menos aumentos indiferenciados acima da inflação.. Aferir a culpa não traz dinheiro à árvore das patacas. Essa é outra discussão.

Responder

5 f 4 de Março de 2010 às 20:08

Congelamento? Mas isso também se aplica a membros do Governo, Deputados, Gestores, Administradores do Estado? Então, pode ser.

Responder

6 Pedro Sousa 4 de Março de 2010 às 22:41

Caro Frank,

Não podemos estar mais de acordo.

Responder

7 joaquim toscano 4 de Março de 2010 às 21:44

O gajo que congelava Judeus e fazia experimentações em campos de concentração, nos idos do Adolfo (hitler, que ao pé de alguns de agora seria elevado a Santo… o poder na mão errada é muito perigoso…)
Fugiu pras Américas e chegou a chefe (DIRECTOR)
do Departamento de Medicina Espacial da NASA.
Portanto …e posto(post) isto (it)
Sei do que falo, sinto-o no pêlo…e
não se pode enganar toda a Gente durante todo o Tempo.
As greves …são o que são, valem o que valem e são legítimas…
Mas em caso de dúvida aplique-se o art 21 da CRP.

Responder

8 F Santos 4 de Março de 2010 às 21:59

“pedir aumentos a uma empresa falida”….
O país está falido?? Quem o faliu??
As empresas “falem” ,normalmente, (fala a experiência) por incapacidade dos seus administradores. Não me digas que se passa o mesmo no Estado?

Responder

9 Pedro Sousa 4 de Março de 2010 às 22:38

Caro F Santos,

Não tenho qualquer dado estatístico que me diga se a maioria das empresas entram em falência por incapacidade dos decisores. Dúvido, mas não conheço. Admiro todos aqueles que, largando muitas vezes o conforto do “por conta de outrém”, se lançam no empreendedorismo criando postos de trabalho. São esses o verdadeiro motor da economia.
Depois há os que se mantêm e os que acabam… as empresas são organismos vivos mas não vivem para sempre.

O Estado não está falido, digo eu que não sou economista. Mas está numa situação complicada, a acreditar em tudo o que vemos e ouvimos.

Para a discussão deste post, tudo isso é irrelevante. A questão é: o Estado aguenta ou não mais despesa corrente? Julgo que não. Portanto, primeiro é preciso equilibrar e depois voltar a distribuir.

Responder

10 f 4 de Março de 2010 às 22:55

Antes um congelamento que um esquentamento.

Responder

11 Diogo Brito 5 de Março de 2010 às 9:35

Bom dia,

Eu acho que a culpa disto tudo é o PSD.

O País está em crise?!? Creio que não. Se o País estivesse em crise não construia o TGV, a 3ª auto-estrada, mais um Ponte em Lisboa, o aeroporto… etc…

Responder

12 Norberto castro 5 de Março de 2010 às 10:34

“Antes um congelamento que um esquentamento.”
Com um argumento destes, acaba logo a discussão.
lol

Responder

13 Azevedo 5 de Março de 2010 às 13:31

O empreendedorismo… que bela palavra… O sr. deveria responder, se lhe aprouver, é à seguinte pergunta: Por que é que Portugal é um país pobre, improdutivo e desigual?

Responder

14 Pedro Sousa 7 de Março de 2010 às 20:03

Caro Azevedo,

A resposta a essa pergunta é o importante busílis da questão. Mais importante e difícil ainda será o que fazer para que ele deixe de o ser.

Responder

15 Azevedo 5 de Março de 2010 às 22:46

Já sabemos a receita para a crise está nos lábios de todos os grandes oligarrcas da finança: pague a classe média e os pobres, em primeiro os malévolos funcionários públicos.
Têm de pensar, inclusivé agora as famosas agências de rating, que o mundo já não é o que era… Ou pagam todos ou, aposto, a coisa vai azedar muito…

Responder

16 Azevedo 9 de Março de 2010 às 22:17

Ora aí o PEC: quem tivesse dúvidas sobre a face deste governo: ataque sem vergonha à classe média e a promessa de venda de sectores altamente rentáveis do sector empresarial da República: irão parar mais uma vez aos ”amigalhaços” do costume?

Responder

Anterior:

Seguinte: