QUEM QUER ABAFAR O CASO FREEPORT?

por Pedro Sousa em 30 de Março de 2009

em Arouca

Depois da campanha contra Sócrates agora insinua-se que os magistrados estão sob forte pressão e que há quem queira arquivar o caso Freeport. O presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público deu o mote e o tema já faz manchetes nalguns jornais.

A verdade é que ninguém quer que se faça justiça neste caso a não ser que Sócrates seja condenado, se tudo apontar para a inocência do primeiro-ministro vão preferir insinuar que alguém fez tudo para que não se apurasse a verdade.

Só que o caso Freeport já são dois casos, o das suspeitas iniciais e o da manobra que envolveu toda a campanha a que temos assistido

http://jumento.blogspot.com/2009/03/umas-no-cravo-e-outras-na-ferradura_31.html

{ 5 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 RJTS 31 de Março de 2009 às 12:31

Caro Pedro Sousa

Tenho andado atento ao teu blog, e tenho a oportunidade de verificar que és um leitor assiduo do “Jumento”, mas que só republicas noticias que agradam o PS.

Por isto, e como gostava de ler neste blog noticias que fossem contrárias às opiniões dos socialista pedia que fossem publicadas noticias como a “A estratégia do caga-milhões” do “Jumento. blogspot”

Anime-me…

Responder

2 F Santos 31 de Março de 2009 às 16:53

Resposta à pergunta do título do post: eu não sou, de certeza.

Responder

3 Azevedo 4 de Abril de 2009 às 2:33

…devem ser os mesmos que vão falar com juízes para exercerem pressão…

Responder

4 Pedro Sousa 5 de Abril de 2009 às 7:33

Esse é um bom tema, o das pressões. Alguém sugeriu que elas existem e pronto, já nem é preciso investigar. Vejamos o que publicou o Expresso sobre as respostas dos magistrados sobre as pressões (neste ou outros casos):

Maria José Morgado (DIAP de Lisboa): “repudio vivamente toda e qualquer afirmação sobre eventuais intimidações de magistrados deste departamento ou da equipa especial da PGR”.
Cândida Almeida (DCIAP): “ouvi os magistrados do DCIAP e a resposta foi unânime no sentido de terem sentido nem terem conhecimento da existência de intimidações e pressões exercidas sobre magistrados. No que se refere ao caso Freeport, os magistrados titulares afirmaram que se alguma vez tivessem sentido tais intimidações, delas teriam participado ou apresentado queixa imediatamente.”
Francisca Van Dunem (Procuradoria de Lisboa): “Tenho a honra de informar que esta procuradoria geral distrital não recebeu qualquer queixa de magistrados que se enquadrem nesses parâmetros”.
Hortênsia Calçada (DIAP do Porto): “Tenho a honra de informar que nunca me foi apresentada qualquer queixa relativamente a pressões ou intimidações”.
Alcides Rodrigues (DIAP de Évora): “Nenhum magistrado do Ministério Público me deu conhecimento de alguma intromissão ou pressão sobre a sua actividade”.
Pinto Nogueira (Procuradoria do Porto): “Devo transmitir que nunca directa ou indirectamente me senti pressionado e nunca qualquer magistrado do distrito judicial me fez chegar qualquer referência por mínima que seja de qualquer pressão ilegítima”.
Bilro Verão (Procuradoria de Évora): “Não temos conhecimento de intimidações e pressões provindas de meios poderosos”.
Braga Temido (Procuradoria de Coimbra): “Nenhum dos magistrados me deu conhecimento de quaisquer pressões ou intimidações que sobre eles tenham sido exercidas”.
Euclides Dâmaso (DIAP de Coimbra): “Prontamente transmitirei quisquer pressões ou intimidações de que venha a tomar conhecimento

O PGR também as desmintiu. Então estas opiniões não interessam para nada? Se calhar só interessam se forem para acincalhar o Sócrates, aí já sºao gente que merece ser ouvida.
Além disso, estas pessoas teriam de ser as primeiras a apresentar queixa em caso de pressão. São Magistrados, por amor de Deus. Não têm meios internos para tratar destes assuntos, caso surjam? São todos anjinhos? São todos uns vendidos?
Mais uma pergunta… a pressão seria feita de que forma? Com ameaças de morte? Ameaças à família? É que os juizes e a sua evolução não dependem do Governo. Então que pressão farão?

Responder

5 Azevedo 13 de Maio de 2009 às 15:55

De facto, os Socialistas tinham , mais uma vez razão: não existiram pressões .

Responder

Anterior:

Seguinte: