Do arquivo mensal:

Janeiro 2009

O ESTADO DA OPOSIÇÃO

por Pedro Sousa em 26 de Janeiro de 2009

em País

“A política portuguesa está a ser hilariante. Qualquer notícia sobre uma iniciativa ou declaração governamental é seguida de quatro contestações dos partidos da oposição e de mais uma ou duas dos sindicatos ou dos movimentos cívicos.
Suponhamos que o Governo anuncia a construção de um chafariz para abastecer de água uma população sequiosa, promover o turismo e aumentar o emprego. Vem o CDS e diz que os velhinhos não podem deslocar-se ao chafariz. Vem o PSD indignar-se pelo prejuízo da iniciativa privada. Vem o PC organizar uma manifestação e reclamar um chafariz em cada bairro. Vem o BE demonstrar que as construtoras pressionaram o Governo. Há-de haver também um sindicato a denunciar a precaridade do trabalho e uma ONG a condenar o desvio da água.
Como chegámos a isto? O CDS diz-se do centro, tem um eleitorado de direita mas é um projecto pessoal de sobrevivência política. O PSD afirma-se social-democrata mas é, na verdade, liberal, quando o liberalismo está em queda, depois de ter reunido os disfarçados apoiantes do regime que desaparecera. O PC é uma cassete gasta que vive dos herdeiros e deserdados do orçamento de Estado. O BE reúne os sonhadores utópicos com vocação adolescente.
Em Portugal, os partidos de oposição são um engano. Têm apenas a virtude de evitar fenómenos do tipo Le Pen. Mas a única oposição responsável ainda é a que está no interior do PS. Infelizmente para a alternância do poder e para as dinâmicas sociais que enformam a democracia, mas felizmente para enfrentar a crise que temos aí.”
[J. L. Pio Abreu]

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BOA PIADA

por Pedro Sousa em 26 de Janeiro de 2009

em Estado de Espírito

Com a rapidez com que o Freeport foi aprovado, provavelmente foi a primeira empresa na hora!

(inspirado aqui: http://escoladelavores.blogspot.com/2009/01/primeira-empresa-na-hora.html

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AFINAL TAMBÉM HÁ “RATINGS” BONS

por Pedro Sousa em 26 de Janeiro de 2009

em País

A OCDE produziu um relatório bastante elogioso das reformas levadas a cabo por este Governo no 1º ciclo do ensino básico, em particular as relativas ao fechamento de escolas, à concretização das actividades de enriquecimento curricular e à formação contínua de professores de Português, Matemática e Ciências.

O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fizeram uma chamada de primeira página. O 24Horas ficou-se por uma pequena nota. O Correio da Manhã nada noticiou. Mas o silêncio mais notório é seguramente o do Público: nem uma linha sobre o assunto.

Imagine-se que o relatório tinha puxado as orelhas às políticas do ME. Qual Freeport, qual quê: a primeira página ser-lhe-ia seguramente dedicada.

Alguém avise sff o respectivo director José Manuel Fernandes que o relatório até tem poucas estatísticas, não fosse o mesmo duvidar dos “números”.

daqui: http://paisrelativo.net/politicas/revistinha-de-imprensa/

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A esta notícia, inequivoca, o inimitável Mário Nogueira disse à TSF: «A Fenprof considera «prematuros» os elogios feitos por um estudo internacional à reforma do ensino escolar, afirmando que a educação estava tão mal, que qualquer medida tomada teria visibilidade».

Lamentável… mesmo quando lutamos contra algo, nenhuma cegueira nos deve impedir de apontar um ou outro ponto positivo. A não ser, claro, quando a nossa preocupação é mais política do que profissional

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e agora, sr. PM?

por Pedro Sousa em 24 de Janeiro de 2009

em País

120.000 nas ruas não o atingiram

A reunião da esquerda não o atingiu

A estória da licenciatura não o atingiu

Mas… a sorte continuará a protegê-lo com o Freeport?

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Adenda: este caso, como muitos outros, levou um suposto/eventual visado a ter de dar uma conferência de imprensa a tentar dar esclarecimentos. Curioso como na política – e com os jornais impunes nas acusações, mesmo que depois não sejam provadas – parece que são os visados a ter de provar inocência, em vez ser a justiça a  provar a culpabilidade.

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FENPROF TEM INTROMISSÃO POLITICA

por Pedro Sousa em 24 de Janeiro de 2009

em País

Antes que me massacrem, não fui eu que disse a frase do título… foram dirigentes do Sindicato Nacional de Professores (O Sindicato dos Professores do Norte integra a Fenprof e a CGTP. )

Quatro dirigentes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) demitiram-se do PCP, acusando o partido de se imiscuir na vida interna da estrutura sindical, disse à Lusa uma das demissionárias.

«Os sindicatos são estruturas independentes quer o PCP goste ou não goste», disse à Agência Lusa Júlia Vale, membro do secretariado nacional e do conselho nacional da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e dirigente do SPN

[...]

Os professores acusam membros do PCP de «perseguição» dentro do sindicato.

E agora pergunto eu: MAS ISTO É SURPRESA PARA ALGUÉM?

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O PSD É CONTRA O AUMENTO DOS VENCIMENTOS DOS FUNCIONÁRIOS

por Pedro Sousa em 24 de Janeiro de 2009

em País

«O vice-presidente do PSD António Borges afirma ao DN que o aumento anunciado pelo Governo para a função pública de 2,9% “é uma medida eleitoralista”, que vai “ter um impacto muito negativo na economia portuguesa”. »

É a forma de o PSD combater a crise… depois de criticar o aumento do Salário Mínimo, condena o aumento da Função Pública.

E depois andam a pedir medidas sociais e de protecção à classe média.

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PATRIMÓNIO DO ENGº NEVES – HOJE NO CORREIO DA MANHÃ

por Pedro Sousa em 22 de Janeiro de 2009

em Arouca

José Tavares Neves é engenheiro de profissão e presidente da Câmara de Arouca. Na declaração entregue no Tribunal Constitucional apresentou rendimentos de trabalho dependente no valor de 73 606 euros.

Como património imobiliário, declarou uma casa de habitação, cinco prédios urbanos e três rústicos em Alvarenga e um prédio urbano em Arouca. Além de aplicações financeiras no valor total de 5104 euros, o autarca declarou ainda um crédito hipotecário de 112 394 euros.

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OBAMA-O-MANIA… JÁ AGORA TAMBÉM ADIRO

por Pedro Sousa em 21 de Janeiro de 2009

em Estado de Espírito

Do discurso de Obama, que li excertos, destacava esta frase:

To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world’s resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.

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A GREVE

por Pedro Sousa em 21 de Janeiro de 2009

em País

Na greve dos professores de anteontem foram de novo encerradas muitas escolas (embora menos do que na greve anterior).
Ora o direito à greve, como recusa colectiva da prestação laboral, não inclui o direito de encerramento dos estabelecimentos públicos (nem aliás de empresas privadas), o que impede o pessoal que não está abrangido pela greve (pessoal auxiliar, pessoal técnico) de trabalhar e prejudica os utentes da escola (bibliotecas, refeitórios, recintos desportivos, etc.). Os conselhos directivos, e os seus membros, nessa qualidade, não gozam do direito à greve, incumbindo-lhes, pelo contrário, manter os estabelecimentos abertos e em funcionamento em tudo o que não dependa da greve.
O encerramento das escolas “à boleia” da greve constitui portanto um manifesto abuso de poderes, que os titulares de cargos públicos, como é o caso, não se deveriam permitir, nem lhes deveria ser consentido

daqui: http://causa-nossa.blogspot.com/2009/01/greve.html

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SEM SE RIR

por Pedro Sousa em 19 de Janeiro de 2009

em Estado de Espírito

Mário Nogueira, líder da FENPROF, acabou de dizer na SIC, SEM SE RIR:

“Esta luta dos professores é para proteger os alunos”.

Dizer isto sem rebolar a rir, revela um grande auto-controlo!!

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