Não tenho a certeza, mas julgo que conheço a professora que aparece no vídeo. Se é quem eu penso, gostava de dizer aqui algumas coisas sobre o seu percurso profissional, que está ligado, como é quase inevitável com os professores, a um particular modo de ser.
[...]
A infelicidade desta professora foi estar muitos anos afastada da escola, que entretanto mudou. Durante estes anos o poder político tirou o tapete de debaixo dos pés aos professores. Os que viveram este tempo na escola foram-se adaptando, mesmo em termos de idiossincrasia e carácter, às novas circunstâncias e aos novos alunos. Esta professora não teve oportunidade de se adaptar e caiu de chofre numa escola que não era a que ela conhecia: uma escola em que se tinha invertido a relação de poder entre professores e alunos, uma escola frequentada por jovens provenientes do mundo real, muito diferentes daqueles para quem o actual sistema de ensino foi feito e que só existem na cabeça dos teóricos da educação. Se é a professora que eu conheço, a estas horas deve estar desfeita, enquanto a aluna que a brutalizou se está provavelmente a rir. E isto, não tenho vergonha de o dizer, revolta-me até às entranhas.
daqui: http://legoergosum.blogspot.com/2008/03/professora-brutalizada.html
Quem conseguir ver (com som) este video sem rir, ou pelo menos sorrir, faz parte dos sorumbáticos e carrancudos…
Este video foi um dos mais votados em 2007 no YouTube. A lista está aqui
[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/cXXm696UbKY" width="425" height="350" wmode="transparent" /]
[kml_flashembed movie="http://embed.break.com/MzY0Mjcw" width="425" height="350" wmode="transparent" /]
por Pedro Sousa em 21 de Março de 2008
em País
Como o resto do país, fiquei atónito com o video posto a circular na net da professora que tira o telemóvel a uma aluna e esta, histéria, decide lutar por ele.
Ninguém fica bem nesta fotografia, mas claramente a fedelha mimada que decide ter aquela atitude, tem de ser castigada a sério. E como dá para ver, através daquela cena, que os pais em casa fazem um muito mau trabalho na educação da mesma, tem de ser a Escola a fazer dela um exemplo. Sem preocupações sobre o impacto na futuro da ALUNA… quem sabe o sonho dela é trabalhar num call-center de um operador de telecomunicações!!
“Patrícia estava ontem preocupada quanto ao seu futuro. Esperava pela mãe que fora chamada pelo Conselho Executivo para uma reunião. Os desentendimentos com a professora de Francês revelou que não eram pontuais. “Ela implica comigo, mas não sou a única. Já fui para a rua várias vezes, mas também não é sempre”, disse ao CM a estudante”
Veja-se o elevado sentido desta exemplar estudante… já foi para a rua várias vezes, mas não é sempre. Só várias vezes, quer dizer, não é sempre. Umas vezes, mas nem sempre.
Eu sei que é politicamente incorrecto, mas que saudades de mostrar a estes mimalhos o efeito regulador da réguada!!!!
por Pedro Sousa em 21 de Março de 2008
em País
Num gesto de democracia com poucos precedentes em Portugal, a Ministra da Educação disponibilizou-se para responder a diversas perguntas enviadas por e-mail.
A ler…
***********************************************************************
Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico, numa instituição privada.
Estando eu agregado a uma escola privada, estou habituado a um sistema de avaliação permanente – apesar de informal e sem documentação a sustentar a mesma – e quando soube da intenção do ministério muito me satisfez.
Confesso que ainda senti alguma resistência à ideia, mas é urgente abalar esta corporação em que se transformou o ensino.
Nos últimos tempos tenho ouvido expressões como: “A escola é dos professores” ou “Os professores não são os alunos” – esta frase destinada a sublinhar a estranheza face à mobilização de professores do passado sábado, dia 8 do corrente.
Sinto que o que se passou foi o facto de os bons professores – aqueles a quem esta avaliação interessa de verdade – terem sido arrastados para um clima de insatisfação um pouco devido a uma falta de informação – ou encobrimento da mesma por parte dos sindicatos. Como poderá a Senhora Ministra reverter este quadro? Como trazer de volta os bons professores, os principais interessados nesta avaliação?
Tenho dito sempre que a obrigação do Governo é a de explicar as medidas introduzidas e é isso que tenho procurado fazer em sucessivas ocasiões. Por outro lado, julgo que à medida que as políticas forem mais conhecidas o descontentamento diminuirá: foi assim com as aulas de substituição ou com o concurso de professores. Mas estou também convicta que só quando o modelo de avaliação for posto em prática as suas virtudes serão valorizadas, os professores apropriar-se-ão dele, e tornarão o modelo melhor. A melhoria dos resultados escolares e do funcionamento da escola pública e o aumento da confiança dos portugueses no serviço público de educação poderá, também, vir a ser compensador para os professores.
continua aqui
por Pedro Sousa em 19 de Março de 2008
em Arouca
Têm entre 17 e 23 anos e são provenientes de : Águas Santas, Baguim do Monte, Ermesinde, Nogueira da Maia (Porto), Escariz (Arouca), Fátima, Alcaravela, Cacém, Algueirão e Monchique.
Ali, tal qual agentes especiais desta “Missão impossível” vão viver o Tríduo pascal e anúncio da Ressurreição do Senhor. (link)
Daniel Oliveira, conhecido articulista da nossa praça e soberbo “gerente” do blog Arrastão, foi condenado em tribunal a pagar 2.000 € a Alberto João Jardim, por tê-lo chamado, em artigo no Expresso, “Palhaço Rico”.
Curiosamente, Alberto João Jardim chamou “filhos da p***” e “bastardos” aos jornalistas e continua a pavonear-se por aí, sem pagar multas a ninguém. Acho que se chama a isso imunidade parlamentar… já há muito que, para os lados da Madeira, a vergonha é conceito estranho.
Fui à estante buscar o Oliveira Martins e abri nos escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888. Deixo-vos apenas alguns excertos deliciosos:
22 de Junho de 1888
Resta saber que espécie de homens se estão formando nas famosas escolas leigas, e com o ensino estapafúrdio dos nossos liceus. (…)
Este estado de espírito é o dos que, apesar de livres pensadores, acham preferível confiar a educação dos filhos aos jesuítas.
24 de Agosto de 1888
O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)
A Indústria dos compêndios escolares viça à custa dos cérebros das crianças e das algibeiras dos pais. (link)
por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008
em Arouca
Segundo o estudo de audiências Bareme Rádio 2007 da Marktest, [...] Na região do Entre Douro e Vouga (EDV) apenas a Rádio Regional de Arouca ultrapassa a Azeméis FM. (link)